“Das 17 mil denúncias feitas ao Ministério Público pela ministra da Justiça relativas a irregularidades nos honorários declarados pelos advogados, apenas seis desses casos foram a julgamento e nenhum foi condenado em tribunal“
Ela ia endireitar o sistema, fazer todas as reformas e mais algumas, correr com os vigaristas dos advogados, que eram aos milhares e campeavam impunes. Quatro anos depois o resultado foi este. A montanha nem para amostra conseguiu parir um ratinho. Nem uma condenação. Houve três ovelhas tresmalhadas, em milhares, que acabaram pagando para os seus processos serem suspensos, o que eu entendo como irregularidades que nem sequer eram graves, pois que de outro modo o MP, que também gosta de mostrar serviço ao povão, não trocaria a suspensão por euros.
Três, um número bem menor do que o de políticos do seu partido que já foram acusados e/ou condenados por variadíssimos crimes na última década; menor do que o número de membros deste Governo que foram forçados à demissão por se verem envolvidos em escandaleiras pouco recomendáveis para quem exerce funções políticas; menor do que o número de remodelações que o primeiro-ministro teve de efectuar, e muito menor do que o número de inconstitucionalidades promovidas pelo seu partido que o Tribunal Constitucional verificou durante a legislatura que agora termina.
Paula Teixeira da Cruz, qual justiceira, armou um escarcéu para mostrar serviço no seu quintal. Mais grave porque partiu de quem envergou a toga e, quem sabe, talvez um dia volte a envergá-la. Ninguém estava à espera que depois da “argolada” (não foi a única que ficará do seu mandato) fosse pintar a cara de cor de laranja e tirasse uma fotografia para o Correio da Manhã, mas ao menos que tivesse havido a elevação de pedir desculpa a todos os que pautando a sua conduta profissional de forma honrada e séria, cumprindo escrupulosamente as leis e o seu código deontológico, foram de forma tão leviana e gratuita ofendidos quando ela recorreu ao megafone.

fui roubado pelo meu ex-advogado e irmão da mesma loja do gol.
bateu-me na rua.
no julgamento o MP pediu a sua absolvição.
queixei-me em vão da juiza e do procurador
nesta republiqueta social-fascista este ramo de negócio funciona sempre
Foi mulher que também decepcionou, são todinhos iguais
Grande Ministra
“…o MP, que também gosta de mostrar serviço ao povão,” – permita-me discordar desta frase, o MP não está ao serviço do “povão” mas sim, dos interesses dos procuradores, existindo uma enorme promiscuidade entre MP e políticos corruptos, sejam nacionais ou locais.
Eu tenho uma garrafa de bom wiski,com 40 graus, pois é deste que a senhora ministra gosta muito.
agostaria de lhe oferecer,só para ver se ela a certava nalguma coisa, se não acertasse que se vá embora pois só fez merda durante todo o tempo
Este governo foi muito sábio ao mexer com ódios e mitos apelando aos ódios e invejas tão lusitanas.
Já Machado de Assis se referia a “impolhos formados : um haveria de ser advogado, e outro médico”, e Eça não resistiu a baralhar com Carlos da Maia.
Esta ministra é contra os advogados…
O da Educação pos os Professores a fazer ditados para mostrar que estão a dar aulas no Liceu e sabem menos que uma criança no 3º ano…
A das Finanças é contra o contrinuinte – esses malditos a viver acima das suas capacidades enquanto o País definhava…
E podiamos ir por aí fora, ministro a ministro, complexo a complexo mas o autor do blog tem mais que fazer do que (me) aturar
e há sitio para se julgar estes provincianos.
Por tudo aquilo que os advogados dizem nas notícias e em diversos programas televisivos e/ou em jornais, a única coisa que efectivamente, realmente e na prática lhes interessa não é o apuramento da verdade (como tanto propalam), mas ver se houve alguma falha nos procedimentos para pedir a libertação dos seus clientes…
Mas felizmente há alguns que são sérios… é pena é serem tão poucos…
nem gosto nada da ministra, cuja so conheço do megafone. Mas permitirá o sistema ministros diferentes ? Na atualidade cada ministro, o dos militares, o da saude, mesmo o do ensino e ate o da saude ofendem de forma leviana e gratuita o cidadao comum. Já a ministra interna ofende menos, como é como que gaga, fala pouco, pausado, pausas prolongadas. Daí perguntar-se se um ministro papagaio é melhor que uma ministra gaga ?