Ter cingido as opções de voto útil de qualquer pessoa sensata à que poderá evitar a chegada ao poder do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda.
Talvez a maior façanha de António Costa nesta campanha
escafandro,
Ter cingido as opções de voto útil de qualquer pessoa sensata à que poderá evitar a chegada ao poder do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda.
as opções de voto útil
Resta a opção do voto inútil.
Que é sensata. Votar útil é votar naquilo que os outros votam, ou seja, é votar naquilo que os outros querem. E o objetivo de uma votação deve ser votar naquilo que nós queremos, não naquilo que os outros querem.
A inutilidade é muito útil a quem a sabe utilizar.
Achei péssimo! Ele sabe que o PCP e o BE nunca serão governo e fazê-lo é de todo desonesto.
Parece-me mais inábil do que desonesto. Para evitar perder votos para PC, BE, Livre e outros demais – e também porque está rodeado por ex-socráticos -, Costa encostou (passe a redundância) o PS à esquerda, usando um discurso em que tudo é negativo e tudo o PS alterará sem custos. Só por si, isso fá-lo-ia perder alguns votos de eleitores moderados. Mas depois admitiu a possibilidade de, obtendo menos votos do que a coligação, governar na mesma unido ao PC e ao Bloco. Isto tem dois efeitos: elimina a tendência para o voto útil à esquerda (alguém que simpatize mais com o Bloco ou com o PC deixa de ter razões para fazer compromissos e votar PS) e fá-lo perder ainda mais eleitores moderados.
porque está rodeado por ex-socráticos, Costa encostou o PS à esquerda
Esta frase parece supôr que os socráticos são particularmente de esquerda.
Ora, não creio que Sócrates seja especialmente esquerdista. Foi um membro da JSD e, durante a sua governação, nunca se lhe notaram quaisquer laivos de esquerdismo radical.
Os socráticos – como o próprio – são oportunistas. Mas acreditam – provavelmente mais por conveniência do que por convicção – no poder do Estado como catalisador e tutelar de tudo o que mexe.
acreditam no poder do Estado como catalisador e tutelar de tudo o que mexe
Okay, mas isso não é ser-se esquerdista. A maior parte dos políticos, tanto de esquerda como de direita, acredita num Estado catalisador e tutelar. Isso não carateriza especialmente os socráticos.
Admira-me José que a coligação tenha enaltecido Sócrates seguindo-lhe em tudo os passos e indo mais longe.
Você não quer ver nem as políticas nem os resultados. Vai pela cegueira das sondagens e acabará com os queixos no chão.
Com os queixos no chão porquê? Acha que não andei anos a preparar-me para ver o PS recuperar o poder? Espero que não aconteça, as sondagens são melhores do que eu esperava mas pode estar certo de que nada tomo por garantido. Até porque uma vitória da coligação sem maioria absoluta só servirá para alguma coisa (i.e., só gerará um governo estável, com capacidade para implementar reformas) se Costa – ou, mais provavelmente, o seu sucessor – estiver disponível para colaborar – fora ou dentro do governo.
(Roubado ao blog “O JUMENTO”)
Temos, portanto, uma sondagem a que só responderam 54,8% dos inquiridos (num universo de 1008 entrevistas), dos que responderam 21,4% dizem-se indecisos e 9,4% votam branco ou nulos e em cima disto o intervalo de confiança é de 95% com uma margem de erro de 3,1%!. Enfim, mais um pouco e teria bastado fazerem entrevistas na sede dos sondageiros e aposto que mais 1%, menos 1% no PAF e os resultados seriam os mesmos.
Em ternos de análise estatística este trabalho não tem um mínimo de fiabilidade, a sua honestidade é duvidosa e a sua qualidade técnica é uma pouca de merda! Uma empresa honesta mandaria ara o lixo uma sondagem com estes resultados e principalmente com quase 10% de brancos e nulos, nenhum órgão de comunicação social credível publicaria esses resultados em nome do respeito pelos cidadãos que os ouvem
O desvio martelados nos brancos e nulos, mais os indecisos dá ara martelar a sondagem e conseguir qualquer resultado! Se nos meus tempos de estudante tivesse feito um trabalho destes na cadeira de Estatística nunca teria conseguido acabar o curso de Economia e ainda teria acabado por ser colega do Miguel Relvas na Independente.
Sabe, JAA, eu não vi tão boa vontade por parte desta coligação para colaborar com Seguro, que era o meu candidato em termos de preferência.
Eu compreendo-o a si. Mas esta coligação não é o que você diz. Mas o pior disto tudo é que nem eles sabem o que são.
No início, de facto, não tinha. Depois as coisas mudaram. Mas Seguro, pressionado pelo pessoal socrático, também nunca mostrou abertura para grandes colaborações. Perdeu até uma grande oportunidade no Verão de 2013, a qual, se aproveitada, teria dado não apenas uma vitória mas provavelmente uma maioria absoluta ao PS em 2014.
E se a coligação é má, o PS é pior. Eu rejo-me pelo critério do mal menor.
Eu rejo-me pelo critério do mal menor
É aceitável, mas há muito que abandonei esse critério. Sempre que o utilizei arrependi-me amargamente – o mal que julgava “menor” provou ser muito pior do que o que eu esperava.
Atualmente o meu critério é só votar em alguém que eu creia ser de facto bom. E tenho sempre encontrado alguém em quem votar – sempre partidos pequenos, infelizmente.
Sou obrigado a concordar com o JAA nisto :
Se a coligação é má (e é) o PS é muito pior.
O PS foi mau, como o é a coligação. É necessário esperar para aferir se este PS vai mesmo ser mau. Eu digo que não e voto neles de cruz. Não podia ser de outra maneira, as assinaturas não são válidas.