Então é assado, digo eu


Ana Vidal,

 

Este é o resumo de um filme animado de produção dinamarquesa/canadiana "Como se fazem os bebés – Educação sexual para crianças". Foi dobrado em português e é transmitido, na íntegra, pela RTP2. Não desejo mal aos leitores do DO, por isso poupo-vos à versão integral.

 

Perguntas:

 

1. Como será a geração de adultos que tenha tido por educação sexual esta preciosidade?

2. Quando deixaremos de ser saloios e de abrir os braços alegremente a estas patacoadas, só porque vêm de países que consideramos mais civilizados do que o nosso?

3. Terão filhos os responsáveis por esta escolha de conteúdos infantis?

4. Porque não pouparam, ao menos, as crianças surdas a este vírus mental?

 

Aceitam-se respostas, justificações ou pedidos de desculpa às crianças portuguesas.

46 comentários em “Então é assado, digo eu”

  1. O que está a dar é andar à luta. Sinto cá dentro… umas canseiras.

    E porque não um filmezinho do “Doggie Style?”
    Ai, desculpem, é “Dogging”.

  2. Ok, primeiro a filha não terá problemas a nivel sexual; a maneira como ficou depois da beijoca demonstra que facilmente consegue “ficar humida” como a doidona da mãe. Segundo, o filho, vi-o no outro dia. Chamava-se Samantha. Quando à cena final, espero que o criador da história tenha uma vida sexual mais alegre do que aquilo. A elasticidade, essa, foi de meter inveja…
    Só não percebi uma parte em que ele brincava com os peitos dela mas isso sou eu que, a certa altura, fiquei pasma com tanta informação…

  3. Incrível, Ana! Pobres miúdos!
    “Estes dinamarqueses são malucos!”, como diriam os gauleses.
    E os programadores da televisão pública aqui a revelar uma vez mais a sua incompetência e irresponsabilidade. Que saudades da antiga RTP2…

    Tenho-me interrogado sobre as cenas explícitas de alguns filmes a horas em que os miúdos podem ver, mas “isto” importado e dobrado e apresentado na RTP2 como “Educação sexual para crianças” é o cúmulo!
    Em vez de serviço público, a televisão portuguesa é o nosso inimigo público! Pelo menos, das crianças! Esta gente sabe o que é ser criança? Alguma vez o foram?
    E quem é que lhes atribuiu a missão de educar sexualmente as crianças?
    Incrível…

    1. Mais malucos somos nós, que os achamos muito inteligentes, Ana. E acho que quem defende isto como educação sexual deve ter tido um sério trauma na infância, e ainda anda à procura de vingança…

  4. E nós, ainda por cima, somos SAQUEADOS” -democraticamente”- no recibo da Luz, com essa prepotência chamada taxa de rádio e tv, para sustentar o aborto em que se transformou a RTP-2…embora a 1 não seja, também, uma sombra do que já foi. Sinais dos tempos, igual a outros tempos em que se dizia:
    “Paga e não bufes” !

    1. A RTP2 é dos poucos canais que ainda vejo, mas não em horas de programação infantil, claro. Mas afinal, tanta “qualidade intelectual” apregoada e depois dá nisto???

  5. Deseducação sexual para crianças? Não podia ser melhor, excepto no que respeita à tradução para surdos. A tradutora devia ser mais explícita e devia ter um parceiro para melhor exemplificar tudo. Desta maneira, ficaria muito mais composto o ramalhete.
    ;-))))

      1. E será que ficou cansada? eheh

        Cristina, comece a gravar esses filmes, escusa de comprar dvd´s do Noddy.
        Já agora, parabéns.

  6. 1. Mais ou menos tão lixada quanto as anteriores.
    2. Nunca.
    3. Filhos, sim; neurónios, não.
    4. Porque assim é que é politicamente correcto (donde se depreende que “politicamente correcto” pode em alguns casos querer dizer “estúpido”).

    E, como a Margarida, também não percebi muito bem o que é que ele estava a fazer ao peito dela mas deve ser uma daquelas diferenças culturais que temos de aceitar e respeitar.

  7. Eu tenho filhos pequenos e tem sido muito fácil. É só responder às perguntas deles com honestidade. Por vezes o mais difícil é mesmo abstrairmo-nos de emitir juizos de valor, mas consegue-se.

    1. O tema não é fácil de abordar com crianças, apesar de tudo. Mas acho que o caminho é esse, Susana: responder às perguntas delas com naturalidade e à medida da curiosidade que têm, e não impingir-lhes estas tretas massificadas que podem fazer-lhes muito mal à libido ainda meia adormecida, como se todas as crianças tivessem o mesmo desenvolvimento, ao mesmo tempo. Assim não vamos lá, na formação de adultos saudáveis de cabeça…

  8. Já vi o filme ontem e não me saíu palavra.
    O filme é feio. E como, no limite, a estética implica a ética no seu melhor… percebe-se porque é que tudo nos cai tão mal.

    :)))

  9. Tenho um amigo que meio a sério meio a brincar costumava dizer que fora do Mediterrãnio não há civilização, são todos uma cambada de bárbaros. Era o que ele diria se visse o filme.São uns bárbaros estes dinamarquezes.

  10. O filmezinho também não respeita os diferentes estadios de desenvolvimento psicológico da criança. Falar de Ed. Sexual a uma criança com 4 anos é diferente de falar do mesmo tema com uma criança de 10 anos (e de todas as idades de permeio). A apresentação massificada deste filme também tem este problema (digo eu agora, que já consigo pensar um pouco melhor no assunto…).
    De qualquer forma… também ainda não vi uma solução viável neste capítulo…

    1. O problema da educação sexual massificada é esse mesmo, Susana. E mesmo com a mesma idade, as crianças não têm todas o mesmo grau de desenvolvimento (mental, emocional, etc.)

  11. Mais um bocadinho e faz-se como em “O Sentido da Vida” dos Monty Phyton: um prof convida a esposa para uma aula prática e faz sexo com ela em frente aos alunos, interrompendo o acto diversas vezes a fim de prestar os devidos esclarecimentos à plateia.

  12. Bem, depois disto, começo a ficar com dúvidas quanto à educação sexual nas escolas… Se o canal público de televisão transmite isto sob o pretexto de ser pedagógico, já acredito em tudo.

    1. Não consigo aceitar a ideia da educação sexual nas escolas. Qual seria o curriculum? Qual o objectivo? Prevenir as doenças sexualmente transmissíveis? Evitar a gravidez precoce? Não iríamos encher de papões as cabeças das crianças? O sexo está carregado de preconceitos e moralismos: como se evitariam as convicções pessoais dos professores sobre este assunto tão delicado?

    2. Pois é, Susana. A educação sexual nas escolas tem muito que se lhe diga e os pais não podem (não devem!) delegar tudo nos professores. Este é um bom exemplo do que não deve ser delegado na escola, pelo menos assim sem mais nem menos.

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