Então agora não faço mais nada?


Paulo Sousa,

Só pode ser uma manobra de diversão relativa ao episódio do Ministro bizarro. Ainda o caso anterior não tinha arrefecido e já o governo está a braços de mais uma violação da lei das incompatibilidades.


Foto O Setubalense 

Desta vez é a empresa da família de Pedro Nuno Santos, e que ele próprio detém 1% do capital, que beneficiou de um contrato de ajuste directo. A história está aqui bem explicada no Observador. Não faltarão devotos socialistas a, do nada, arrancarem explicações que nunca serão mais do que explicações para si próprios. A ilegalidade é óbvia e inabalável e a sanção prevista pela lei é a demissão.

Ficamos a aguardar por mais reacções.

16 comentários em “Então agora não faço mais nada?”

  1. Demissão? Ui, vá esperando sentado de preferência numa bela poltrona. Este vem da escolinha da jotinha socialista, uma espécie de fábrica de boys e girls traficantes de influências e favores, que aprendem desde pequeninos que o PS tem uma espécie de direito divino sobre o Estado e os seus bens e ainda que, a lei só é para cumprir se for para entalar os outros sobretudo no que se refere à cobrança de impostos, essa função do Estado de que tanto os socialistas gostam para as suas “contas certas”, a que até à coisa de 7/8 anos chamavam de austeridade. No fundo tudo isto é normal para um rapaz que “estudou” nessa escola, ainda para mais para um aluno tão bom, um socialista tão distinto que até se perfila como um grande candidato à liderança do partido. Afinal não é qualquer um que poderá continuar o legado de Guterres, Sócrates e Costa.

    1. Coitados de todos aqueles jovens da universidade de verão do psd que todos os anos saem de Castelo de Vide. Toda a vida serão empregados de balcão pra alguma vez serem membros de governos.

      1. Oh sr anónimo lá vem tentar defender o PS com o habitual “ah e tal os outros meninos também o fazem”. Que fique bem claro que tanto o PS como o PSD têm estas práticas e que condeno ambos – não eu não tenho palas nos olhos nem sofro de “clubite” crónica no que se refere a partidos políticos e depois nem sequer sou do PSD ou de qualquer outro partido e muito menos dependo deles para receber avenças ou ter emprego num tacho qualquer. Quando ao sr Pedro Nuno se realemente fosse um estadista (que não é) já tinha seguido viagem. Mas volto a afirmar um sucessor da tríade Guterres, Sócrates e Costa não pode ser lá grande coisa definitivamente.

      1. A luz no seu cérebro para entender que o melhor que os defensores dos trabalhadores podem fazer é criar inúmeros capitalistas é que não se acendeu…

    1. Já pode mudar o tempo verbal já que a sra ministra já veio, após interpelação de alguns jornalistas, expressar a sua solidariedade para o sr ministro, família e especialmente ao paizinho. É o deboche total!

    1. Tem 1% mas, juntamente com 1 familiar direto (e o pai é um familiar direto não acha?), não pode ter mais que 10% mas a verdade é que os 2 juntos têm 45%… Afinal são só 4, 5 vezes acima do valor descrito na lei, realmente poderiam ser 10 vezes mais. Enfim mesmo que fosse por 0,01% a lei é para cumprir e ponto final. O sr ministro não só não pode estar acima da lei. O sr ministro não é um varredor de rua (com todo o respeito que eles merecem), é um ministro e como tal tem que se comportar exemplarmente. Depois lá está, eu como cidadão não sou obrigado a concordar nem a gostar das leis mas devo cumpri-las e, caso não o faça, deverei ser punido por isso. Caso contrário isto deixava de ser um estado de direito e passava a ser uma autêntica choldra. Se quer viver numa choldra então acho bem que apoie quem viola a lei com a desculpa de foi só 1% e coisas do género. Eu não quero.

      1. Tem 1% mas, juntamente com 1 familiar direto […] os 2 juntos têm 45%

        Certo. Na altura em que escrevi o meu comentário (limitei-me a comentar o post, não outras notícias) eu não estava ciente disso.

        a lei é para cumprir e ponto final

        Em princípio e em geral concordo, porém considero que neste caso a lei é má e portanto não me custa aceitar que ela não seja cumprida.

        A lei é má porque não se deve levantar muitos ónus a que um qualquer cidadão seja ministro. Caso contrário, ninguém quererá ou poderá ser ministro.

        A lei também é má porque se deve aceitar a independência das pessoas. Um ministro não é o seu pai nem o seu cônjuge. O ministro pode ser independente do pai e do cônjuge.

        A lei é má porque pressupõe que toda a gente é corrupta ou tende a sê-lo, o que em minha opinião é um ponto de partida errado. As pessoas devem ser julgadas honestas até prova em contrário.

        Finalmente, a minha opinião é idêntica à do PCP: o que importa não são as pessoas, são as políticas que elas desenvolvem. Não me interessa se quem está no poleiro é Pedro Nuno Santos ou outro qualquer, o que me interessa são as políticas que ele, ou o seu substituto, desenvolve.

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