Há uns dias, neste postal, quando me referia aos repetidos abusos do governantes socialistas que nos apascentam, usei como metáfora a escatológica expressão com que título o corrente texto. No momento da publicação até achei que poderia assim lançar uma rubrica que fizesse ecoar aqui no DO cada um dos frequentes atropelos do PS às nossas instituições, à nossa legislação e também à nossa vontade de pertencer a algo que poucas vezes se concretiza, e que é uma democracia razoavelmente decente. De forma a poder classificar o grau de desfaçatez de cada episódio, fazia sentido criar uma escala de dureza. Estou certo que esta existirá no mundo da medicina e que até seria fácil de obter num recanto da Internet, mas os compromissos assustam-me e por isso não prometo fazê-lo.
Prometo sim, e irei tratar disso em seguida, que no dia em que o PS deixar de nos governar, contarei aqui uma estória passada num bar em Kotor, no Montenegro, e de que deixo uma pista. O tipo do bar revelou-nos o equipamento para deixar de ser governado por esta elite serôdia.
Toda esta prosa para aqui trazer mais um caso. Desta vez é o recente Ministro Pizarro, que não consigo deixar de achar que se trata de um tipo bizarro. O dito cujo tomou posse como Ministro da Saúde, sendo ao mesmo tempo sócio-gerente de uma empresa de consultoria na área da saúde. Perante isto, não posso trazer aquela velha memória de Pina Moura, de que aqui falei também, e que segundo o qual a ética é a lei. Além da afirmação ser falsa, o caso do ministro bizarro constitui uma ilegalidade objectiva e em que a ética já foi atropelada há muitos quilómetros atrás. É o próprio que o assume.
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Foto DN
Os membros do governo têm de exercer as suas funções em regime de exclusividade. Tudo o que se possa elaborar à volta disto, não é mais do que areia para os olhos. É certo que muitos dos transferêncio-dependentes gostam de os ter bem areados, tal e qual como as panelas de alumínio de outros tempos exigiam às pessoas asseadas, mas por mais contorcionismos que consigam fazer com a respectiva coluna vertebral, isto é apenas mais um episódio de fezes ralas do governo PS.

que se pode esperar de merdinices com aumento de riqueza baseada:
no consumo interno
no turismo interno e externo ?
A questão nestes casos não é económica, mas exclusivamente política. manario2606/html/primeiro-caderno/opinia o/querer-uma-coisa-e-queixar–se-das-sua s-consequencias
Miguel Poiares Maduro escreve hoje sobre isso no Expresso.
https://leitor.expresso.pt/semanario/se
Que quereria o Paulo Sousa que os socialistas tivessem feito?
Hipótese (1): António Costa não convidava Pizarro para ser ministro, apesar de considerar que ele seria a melhor pessoa para aquele cargo. O país perdia a oportunidade de ter um excelente ministro da Saúde (supondo que ele o será – não estou a afirmar, nem sequer a sugerir, que o vá ser).
Hipótese (2): Manuel Pizarro aceitava ser ministro, mas somente depois de se ter desfeito da sua empresa, processo que poderia demorar algumas semanas. O país ficava durante um mês ou dois sem ministro da Saúde.
Eu considero ambas as hipóteses insatisfatórias e considero que a violação da lei tem uma gravidade irrelevante face a qualquer delas.
O Sr. Primeiro Ministro teve a anterior Ministra 15 dias a marinar, portanto era tempo suficiente para o futuro ministro resolver os “rabos de palha”
No Reino Unido quem ascende a ministro e a secretário de estado, é muito detalhadamente escrutinado pelos respectivos spin. A ideia é exactamente evitar estes casos que lá equivalem a demissão imediata. Mas lá a democracia tem outro nível de decência.
Se lhe parece que a violação da lei tem uma gravidade irrelevante neste contexto o azar deveria ser seu. A lei não pressupõe que o cidadão comum (como você, eu, ou os srs Pizarro e Costa) concorde com ela mas sim que a cumpra ou que seja de algum modo penalizado se a infringir, ponto! Não podem haver atropelos da lei porque de algum modo dá jeito a alguém fazê-lo sobretudo vindos do governo, órgão que deveria ser absolutamente exemplar nessa matéria.
O sr Costa sendo pm e ainda por cima jurista, deveria saber que o sr Pizarro não pode assumir um cargo desta relevância neste contexto, portanto, não há desculpas nenhumas para o que aconteceu. Se não sabe então é incompetente e se sabe então é ainda pior pois demonstra que se está a marimbar para a lei ou que se acha acima dela.
Sobre as hipóteses que colocou foi o sr pm quem deixou a situação chegar aqui por inacção e/ou incapacidade de antecipar e resolver problemas. Portanto, se agora teve que se desenrascar com o sr Pizarro a culpa é dele pois estava mais do que na cara que a antiga ministra já tinha perdido o rumo à bastante tempo atrás.
Enfim não há desculpa nenhuma para isto a que se está a assistir a não ser incompetência ou dolo. Nunca pensei dizer isto mas este dr Costa consegue ser talvez ainda pior que o seu ex-patrão Sócrates, é obra!
Pelo poder tudo. Estes socialistas são os mais delicados apontadores de qualquer corrente de ar com que sonhem quando estão fora. Depois é isto.
A lei serve para quê? Não responda, é apenas uma pergunta retórica.
OMG!!! o bar no Montenegro era do Škaljari ou do Kavač,? posso adivinhar o que lhe mostrou…
Mesmo dentro da zona amuralhada. Škaljari, acho.
“que no dia em que o PS deixar de nos governar”
Para o PS deixar de governar é preciso o povo querer… E o povo quer o PS no poder. As empresas de sondagens tentaram sugerir o contrário e foi o que se viu.
Um dia isso irá acontecer.
Um dia. E até sabemos como bem poderá ser: saber-se-á que não haverá dinheiro para pagar à função pública no mês seguinte – que é o que de facto interessa – e o resto da história é conhecido.
A função pública manterá os seus empregos, com a grande maçada (intolerável) de adiar uns aumentos e promoções. Pelo sector privado (e que interessa isso?) haverá uma razia entre desempregados e patrões irreversivelmente arruinados (e desonrados, às mãos da banca, do fisco e da segurança dita social que manterão pacatamente – até aumentarão – a sua insaciável rapina).
Haverá um governo não socialista que fará o trabalho sujo, permanentemente flagelado pelas virgens ofendidas – e socialistas – que evidentemente nada terão a ver com aquilo e berrarão indignadas o que o povo quer ouvir.
Povo que, uns anitos depois, o barco com os rombos no casco contidos (mas não reparados), as voltará, às virgens socialistas, a pôr no poder. E tudo recomeçará.
A História repete-se, sim senhor. Em Portugal.
Pois, ó “Costa”, desde 1995 que o PSD não consegue ficar mais de 4 anos no poder… Mas é claro que a culpa é do “estúpido do povo” que é “virgem ofendida” e “socialista”. Continuem assim que continuam a perder eleições. Insultem quem poderia votar em vocês que continuam a perder eleições.
Sabes uma coisa, anónimo, este Costa não depende de votos populares ou confianças e escolhas políticas para o seu sustento: este Costa é avaliado várias vezes em cada ano, e em cada uma delas as coisas podem correr muito mal, por critérios de exclusiva competência técnica objectivamente avaliada.
De modo que este Costa diz do povo e dos políticos o que muito bem quer.
Depende de votos populares, sim. Ao contrário do que a direita pensa, vivemos em democracia. Agora se há uma certa direita que preferia outro tipo de regime, isso é outra história…
Essa foi forte. O melhor é começar já a afinar a garganta para grandolar no dia em que a democracia fique ameaçada, isto é, para o dia em que a esquerda for corrida.
Anónimo, eu, ou seja: “este Costa”, não ocupo cargo público, político, ou por qualquer outra forma dependente de legitimidade eleitoral ou confiança política. A coisa, no que me toca, é exclusivamente de carácter técnico.
Claro que se a escolha desse povo que pelos vistos, achas tu, anónimo, nunca erra (e todavia estamos onde e como estamos…) rebentar ainda mais com a economia, aí – depois de ser ainda mais saqueado pelo fisco e tendo cada vez menos em troca – bem posso acabar por perder o emprego. Muito que vá provando que reúno as capacidades técnicas para o exercer. E nesse sentido, sim, dependo, dependemos todos, do voto popular.
O que não me impede de dizer o que penso do soberano. Ou seja, do povo.
Quanto ao outro Costa, refiro-me ao que alegadamente nos governa, esse, anónimo, depende dessa legitimidade eleitoral e dessa confiança política. Ele e a sua gente. E não há dúvida, o eleitor gosta do que tem e quer mais do mesmo.
De modo que deves estar feliz.
Cavaco Silva chegou a ter 51% dos votos e também passou à mó de baixo. Vamos aguardando.
A questão é quando… Merkel esteve 16 anos no poder. Na Suécia os sociais-democratas (no verdadeiro sentido da palavra) estiveram 40 anos no poder. Em ambos os casos democracias consolidadas.
Por cá, enquanto o PSD continuar a namorar a extrema-direita e a fazer propostas despesistas e irrealistas, não voltará a formar governo. Por muitas desgraças que desejem ao país na esperança que o povo se farte do PS.
Todos o governantes, em qualquer sistema político, tendem a abusar do seu poder (Executivo). O poder corrompe e quanto mais poder maior a corrupção.
No actual Portugal “democrático” de meio século, os titulares do poder político sabem que irão perdurar no poder e que nunca serão nominalmente sacionados.
Sabem que uma reduzida minoria de eleitores, 1/4 do eleitorado, lhes vai conferir uma discutível maioria na Assembleia da República, apesar de o outro 1/4 dos votos exepressos os claramente repudiar…inconsequentemente.
Impunidade no poder, falsa representatividade, gera corrupção e muita basófia.
Sem os fundos europeus o regime já teria caído.
Quem não vota prescinde do direito de se queixar.