A intuição é traiçoeira, sabe-se: Então o Sol, que de manhã está num sítio e ao cair do dia está noutro, não se está a ver que não pára quieto? E é ou não verdade que os Australianos, se realmente a Terra fosse redonda, tinham de se agarrar às raízes das árvores para não caírem para o céu, que naquele caso estaria por baixo e não por cima?
Aprendemos na escola como as coisas não funcionam como os nossos sentidos nos dizem. Infelizmente, nas ciências sociais não temos demonstrações científicas inequívocas que nos impeçam de nos enganarmos a nós mesmos, pelo que temos de nos bastar com o que nos diz o passado (daí a importância da História), a nossa experiência de vida e o longo e interminável debate sobre o que está e não está certo, o que resulta bem e o que resulta mal, e a litania de hipóteses que os cientistas sociais vão construindo em direcção a sociedades mais justas, eficientes, ricas e, espera-se, felizes.
Nestas, as ciências sociais, a porca torce porém o rabo porque não apenas a intuição não encontra o antídoto certo que a infirma como não poucas reputações e teorias se constroem em cima de crenças. E são precisos muitos desastres e muitos efeitos perversos para umas teorias, e mesmo assim nem sempre, serem abandonadas.
Por exemplo: a intuição diz-nos que se há pobres e ricos basta transferir de uns para outros para todos ficarem remediados. A riqueza, todavia, é menos um conjunto de coisas e mais um processo criativo, que a redistribuição pode matar ou enfraquecer de mil maneiras, variáveis consoante as circunstâncias locais, a tradição, a cultura e outros múltiplos factores. Acaso isto existe na consciência social? Não, e a prova é que há economistas comunistas com geral aceitação, uma evidente contradição nos termos, e uma quantidade prodigiosa de reformadores, sobretudo daquela área contemporânea de engenharia social e alquimia reformada que persegue a pedra filosofal do progresso a golpes de impostos e inveja travestida de generosidade. Adiante, que esse não é o meu assunto.
Foi notícia há dias que o Governo tenciona, à boleia de recomendação dos nossos patrões europeus, “promover a redução da velocidade máxima para os 100 km/h”. Parece que, para já, será sob a forma de campanhas de propaganda que, se não surtirem efeito, passarão a imposições legais e, se surtirem, também, porque fica no primeiro caso demonstrado que os condutores são incorrigíveis e, no segundo, que reclamam a punição dos recalcitrantes. E em ambos venha a nós a multazinha, que engordar a receita pública a expensas de infractores é uma gratificante missão dos poderes públicos.
O pretexto é a crise energética, como já tinha sido, no tempo da Velha Senhora, com a primeira (ou segunda, já não recordo) crise do petróleo, que decidiu limitar a velocidade nas estradas nacionais a 90 km/h. Este novo limite é para autoestradas e o velho, ao menos na minha região, praticamente não se aplica porque as estradas nacionais se transformaram na prática em arruamentos, onde a velocidade, mais vezes sim do que não, está limitada a 50 km/h.
Não deve ser difícil fazer cálculos que demonstram que diminuindo a velocidade em 20 km/h se poupam milhões de Euros. E também que, entrando em conta com externalidades (tempo perdido, aumento da densidade do tráfego, etc.) o resultado será o oposto. É o bom que têm os estudos, seja para escolher a localização de um aeroporto ou alterar a moldura penal dos crimes ou combater a sinistralidade rodoviária ou outra coisa qualquer: concluem pela demonstração do bem fundado dos preconceitos de quem os faz.
Sucede que há aqui uma teimosa intuição, que é a de que a velocidade, por si, aumenta o risco de acidentes. E aumenta: é ou não verdade que o automóvel, se guardado na garagem, não causa nem é parte em acidentes de viação? E é ou não verdade que um choque a 40 km/h tem consequências menos gravosas que um a 100 km/h?
Porém, alguma coisa haverá que leva a que os limites de velocidade não sejam iguais em todos os países, e não pode ser a diferença de qualidade de redes viárias: na RFA não há, senão em alguns troços das autoestradas, limites de velocidade nelas, que todavia não são geralmente melhores do que, por exemplo, as nossas. Ora, a sinistralidade alemã não se distingue pelo elevado dos seus números.
Porque o parque automóvel é muito mais seguro, dirá o leitor arguto – os carros alemães são conhecidos pela sua qualidade e nós não temos meios para circular em tais máquinas. Ah bom, então é a qualidade dos carros. Será por isso que o turista que vai a 180 se vê ultrapassado pelo velhinho que tranquilamente circula no seu Audi a 200?
Carros com qualidade quer dizer melhores suspensões, melhores travões, melhor direcção, melhor segurança passiva e melhor tudo. Tudo o que progrediu muitíssimo na RFA e nos outros países porque era necessário fazer veículos cada vez mais seguros porque andavam depressa, legal ou ilegalmente. Se andassem devagar a concorrência teria levado a apostar-se noutras coisas (luxo, design, conforto, dimensões, etc.) e as soluções ensaiadas em competição jamais chegariam à produção corrente porque não eram necessárias.
De modo que o condutor que beneficia de travões de disco, suspensões inteligentes, pneus ao mesmo tempo resistentes e seguros, direcções precisas e toda a extensa lista de progressos visíveis e invisíveis que fazem com que um automóvel moderno em bom estado de conservação bata em todos os planos, incluindo o da segurança, modelos de gama muito superior mas concebidos há algumas décadas, bem pode agradecer aos furiosos do volante.
(O meu primeiro automóvel, que foi um Fiat 600, não atingia a velocidade máxima permitida pelos costumes, acima dos teóricos 90. No segundo, que foi um Ford Escort 1100, o tempo que fazia no percurso Porto/Guimarães pela estrada nacional e atravessando uma cidade era o mesmo que faço hoje pela autoestrada num automóvel cerca de quatro vezes mais potente e incomparavelmente mais seguro, se respeitar o limite. Ambos aqueles carros consumiam pouco, tão pouco que hoje os utilitários não fazem muito melhor, a não ser nas indicações de consumo que os jornalistas da especialidade coonestam com característica inépcia.)
Nas sociedades modernas e desenvolvidas tropeça-se em todas as esquinas da vida mais no Estado do que em qualquer momento no passado. Aconselha, proíbe, regula, ensina, cobra, persegue. E como tudo isso é feito em nome da colectividade, e o progresso é interpretado como consistindo em quantidades crescentes de intervencionismo, há uma pulsão permanente para, do caixão à cova, vivermos com absoluta segurança a golpes de proibições e sanções.
O automóvel não podia ficar à margem. E é um sinal ominoso dos tempos que a moda sejam os SUVs: mais pesados, com pior aerodinâmica, menos seguros, com muito maior atravancamento e mais espaço – aquilo é para ir lá no alto com uma falsa sensação de segurança, a velocidades que parecem mas não são muito altas porque andar depressa não é um progresso.
O raio dos SUVs (para quem não saiba são misturas de furgoneta e jipe com pneus de camião, com motores frequentemente muito potentes para arrastar os mastodontes) gastam muito – mais do que as berlinas equivalentes, que tendem a desaparecer dos catálogos. Coisa curiosa: os limites fazem-se em nome da poupança energética e da segurança – incentivando o lançamento e promovendo o sucesso de veículos mais caros e, a velocidades iguais, menos seguros e sempre mais sedentos. Ou que assim ainda vão sendo, mas crescentemente eléctricos, consumindo uma energia que como se sabe é extremamente abundante por ser produzida em paredes que tenham uma tomada.
A intuição reina, portanto: e esta tem a sanção da União Europeia, a mesma que é entusiasticamente contra a poluição causada pelos combustíveis fósseis, razão pela qual o consumidor é hoje refém de uma potência atómica para a qual se quis exportar a poluição.

Sr.José Meireles Graça
“….economistas comunistas com geral aceitação………..(e o resto do que escreve)
E sendo economia dicionarizada como: ciência que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços, e a repartição de rendimentos.
Será que na República Popular da China e na República Socialista do Vietnam não há economistas.
O Sr. Fonseca chefe da Secção de Pessoal de uma Agência Bancária não admitia empregados comunistas, não por eles poderem roubar dinheiro, mas por não terem o ideal do lucro e poderem não atender bem os clientes quando lhes explicava uma aplicação financeira. Mas eu sou licenciado pelo Instituto Superior de Economia da Universidade de Lisboa, explica o empregado ao Sr. Fonseca, e não estou na China nem no Vietnam, concluía.
O autor da publicação era defensor de Trump, nem vale a pena ler os disparates que escreve.
Gato faxista
Venho comentar, discordando, nesta minha “condição”, a ter tido como primeiro carro um Fiat 600 – mas o meu ultrapassava o limite legal de velocidade. Pois, sendo eu portador de uma licenciatura em ciências sociais, reclamo não ser curial imputar ao património disciplinar para cujo exercício obtive licença de exercício esta pulsão paternal de reduzir o limite de velocidade rodoviária aos 100 kms…
O meu era de 1958, ainda com portas suicidas, quando o comprei já tinha mais varizes do que as vendedeiras no Bolhão, sobreaquecia nas subidas se extensas, no Verão, e não estava portanto nas melhores condições. Saudades.
Sim, eterna saudade… O meu era de modelo posterior, portas “como deve de ser”. Ainda isento de cinto de segurança, lembro para espanto geral… Chegou-me por legado materno nos meus 18 anos, rutilantes achava-os eu. Em descida batia no fundo do conta-quilómetros. Constava (e certifico a correcção desses dizeres) que seguia com a mão de Deus por baixo.
com a redistribuição de riqueza enganam os tolos. o que tem de ser redistribuído é a propriedade e depois , cada um que trabalhe para si o que quiser e que se conforme com isso que ninguém é responsável por ninguém bem de saúde. distributivismo , chama-se esta teoria económica e social.
é só ler o príncipe de Maquiavel, o melhor analista político de sempre, que está lá o que se tem de fazer para uma governação ser boa : conter a ganância dos seus súbditos e a sua ,a do governante. a prova de que as últimas décadas de governação ocidentais foram péssimas está em que a ganância anda à solta sem freio , tal e qual antes da 2ª guerra mundial…Caos.
O seu tema proporciona uma abordagem a um espectro de áreas que convém dissecar. A ciência económica é também ciência social, política e administrativa. O grave problema dos cientistas é não compreenderem que a licença que lhes foi atribuída serve somente para aprender e não tanto para ensinar o que na realidade não sabem.
Vivemos um período de vaidades que se assemelham a outros períodos no passado em que alguém para ser promovido socialmente devia esquecer o seu nome e o nome de família para ser tratado por doutor, ou engenheiro ou arquitecto ou qualquer outra coisita mais.
Na situação portuguesa foi e é este o paradigma da redistribuição de riqueza, que se esgotou. Agora, completamente falidos, os doutores peroram pelas redes ditas sociais onde vertem sua lágrimas.
Sobre a velocidade, seus excessos e diminuições, uma breve imagem e discurso é o suficiente para que se possa progredir no entendimento das regras de circulação social, aqui: f-a-politician-telling-the-truth-about-b ankers.html 2/09/PROJECT-BRIEF-September-16th-2022.p df apse-usa-china ongol-doctrine-strategy-and-tactics/ st-kherson-offensive-fails-with-dozens-o f-troops-lost.html f-a-column-of-ukrainian-troops.html f-the-armed-forces-of-ukraine-after-blow ing-up-bridges.html tzer-destroyed.html he-crimean-bridge.html
https://rumble.com/v1m5pme-rare-footage-o
Avançando ainda para o dilema energético, será importante abordar o porquê de numa conjuntura de crise os caciques na UE, vulgo união europeia, terem bloqueado as pretensões africanas de constituírem a sua autonomia energética bloqueando a edificação do seu pipeline, este:
https://eacop.com/wp-content/uploads/202
https://eacop.com/?playlist=377b5879&video=a2d85bc
Para compreender este bloqueio e outros bloqueios, bloqueando-se ainda mais a redistribuição da riqueza, que é um acto de cidadania e não de economia, o mapa que agora deixo sobre como se distribui o comércio mundial entre USA e China desde 1980 até 2018 nos ajudará certamente a compreender como os caciques e seus “masters” agem:
https://howmuch.net/articles/trade-timel
Quero ainda associar a este momento reflexivo a situação de guerra que se vive e a propaganda que a ocidente dela se faz de forma mentirosa e desconecta de outras realidades.
Joseph Goebbels, o pai dos actuais propagandistas a ocidente, afirmava: “A propaganda funciona melhor quando aqueles que estão sendo manipulados possuem a confiança que agem de acordo com sua própria vontade”.
A actual dita contra-ofensiva ucraniana está a mostrar-nos uma doutrina de guerra agora aplicada pelos russos em algumas regiões, nomeadamente a norte do Donbass. Chama-se a isto a doutrina mongol, que se resume ao seguinte:
Dispor as forças militares em 3 a 5 linhas de combate para forçar o oponente a avançar, massacrando seus homens e destruindo seus equipamentos, e depois recuar para as linhas mais seguras. Como na região do Donbass estavam menos homens que aqueles que dizem estar na contra-ofensiva, resultou daqui mortes em número elevadíssimo por parte dos agressores da nato bem como da destruição de outros equipamentos.
Entretanto, os propagandistas ocidentais, incluindo pseudo-jornalistas, não informam sobre os avanços russos em outros redutos que lhes convém assegurar até que esteja completa a integração de novos reforços.
Para compreender a doutrina mongol:
https://weaponsandwarfare.com/2020/07/15/m
Algumas imagens interessantes:
https://rumble.com/v1l2jyn-ukraines-late
https://rumble.com/v1n06f4-destruction-o
https://rumble.com/v1n02hy-92nd-brigade-o
https://rumble.com/v1n0d6q-american-howi
Para os interessados, imagem do rebentamento de vagões de combustível na ponte da Crimeia, hoje:
https://rumble.com/v1n2ux8-explosion-on-t
Dizia-se que Salazar nunca permitiu o curso de sociologia em Coimbra. Na altura não percebi porquê.
Não há economistas em Portugal e, se calhar, poucos haverá no mundo, pelo menos com eles se consideram. Economia é um ramo do comportamento humano e nunca deveria ser rotulada de científica.
Há uma microeconomia que ou é auxiliar ou se confunde com a gestão. Tem uma componente que pode ser científica, a contabilidade que em Portugal nem o é pelas interferências e volatilidade das regras fiscais.
A macroeconomia, ou é política e ideologia ou é estatística e apenas esta última poderá ser ciência desde que circunscrita ao passado. Mas no domínio das projecções e previsões, toda e qualquer ciência desaparece.
Qualquer ramo do conhecimento começa por ser empírico até ao momento em que atinge um ponto de viragem (tem um nome próprio que já não recordo pois estudei filosofia há mais de 60 anos) em que já se permite a aplicação do método científico. A economia não é excepção e esse ponto é o lucro. Se não existir lucro, não é possível aplicar qualquer método científico à gestão. Se não houver lucro a questão é de sobrevivência e a lei da selva terá muito mais utilidade do que qualquer compêndio de economia. Alargando o âmbito, se uma sociedade não produzir os bens que precisa, entrega o poder a um juiz para fazer um rateamento justo ou a um general para ir conquistar bens a outro lado. Um economista tem como limite de utilidade uma direcção departamental.
De facto, a evidência mostra que os economistas só não erram quando estão a explicar porque correu mal. Lembro-me bem de um, aliás simpático, liberal q.b. e de boas famílias que, pouco depois do 25 de Abril, nos veio informar que iríamos todos viver melhor porque o dinheiro gasto nas guerras de África seria redirigido para investimento produtivo. Menos de três anos depois, com o mesmo ar seráfico e no mesmo programa televisivo, veio-nos explicar que estávamos a viver pior porque, perdidos os mercado africanos, mais ninguém comprava os têxteis e vinho de má qualidade que então Portugal produzia.
Mas a maior evidência foi a adesão ao Euro. Entre economistas conceituados – e, por favor não me venham com Eugénio Rosa ou outros comunistas – só Ferreira do Amaral, de esquerda e então assessor de Daniel Sampaio se manifestou contra. Houve um outro, Miguel Cadilhe que pôs reparos à paridade mas não se opôs à adesão. Ora a moeda é uma categoria económica. Não se pode postular. Saindo do âmbito da filosofia e baixando ao da economia, a moeda em circulação deve ser equivalente à totalidade dos bens transaccionáveis. A adesão ao marco alemão redenominado Euro só poderia dar asneira. Os próprios economistas – alguns, pelo menos – produziram tratados em que que consideram que um espaço de moeda única, implica harmonização fiscal e das regras laborais e de mercado. Já outras disparidades, como produtividade, acesso aos meios de produção e aos mercados de venda, têm de ser objecto de correcções ou compensações pois não podem ser harmonizadas por decreto.
Os políticos, sejam federalistas ou apenas egoístas, sei onde estão. Mas onde param os economistas? Em Portugal, não.
Não sou tão negativo, Francisco Almeida: conheço alguns (e acho que também conhece) que, nos bons dias, adiantam coisas razoáveis. Mas isto eu digo aqui num canto e não a eles, que, como são levados no mesmo andor em que dantes se transportavam os santos, precisam que se lhes grite aos ouvidos que o que lhes falta em humildade lhes sobra em ignorância.
Hoje José Meireles Graça tocou em três assuntos que me me fazem comichão. Já falei de sociólogos e de economistas, faltam os SUV. Estou 100% de acordo com o “post” mas apetece-me especular sobre o que podia ter sido diferente. Totalmente inútil, eu sei.
Quando Obama entrou na Casa Branca em 2009 a indústria automóvel americana estava à beira da falência. A GM estava mesmo tecnicamente falida. À boa maneira socialista – ou democrata que, neste caso, é igual – Obama injectou dinheiros públicos na indústria, prejudicou os credores, financiadores e accionistas – interferiu com as regras da graduação dos créditos – beneficiando os sindicatos.
Como consequência, desapareceu o financiamento privado e da banca de risco a actividades económicas em dificuldades – talvez um dos grandes trunfos da cultura económica americana – e, desaparecida esta, ficou o Estado. Não tenho qualquer dúvida que, sem esta intervenção de Obama, os elevadíssimos pacotes aprovados por Trump e por Biden por causa da Covid, nunca seriam necessários em tão alargada dimensão (excessiva na opinião de economistas democratas e republicanos) e o Fed não estaria hoje a lutar contra uma inflação que se aproximava dos dois dígitos.
Mas houve outra consequência: os SUVs. O SUV, tão bem criticado no post, faz sentido em algum mercado dos EUA. No icónico anúncio da Marlboro, facilmente imaginamos o cowboy ao lado de um SUV. Como se sabe, a moda dos SUVs, dos EUA, estendeu-se à Europa e ao mundo. Se Obama tivesse deixado a economia seguir o seu rumo, apoiando apenas os desempregados até os empresários americanos regirem – e estou certo que reagiriam – o mercado automóvel nos EUA seria tomado de assalto pelo Japão e talvez os europeus tivessem alguma fatia. De qualquer forma, o carro pequeno dominaria o mercado e o cowboy do Marlboro teria de se contentar com qualquer coisa como o Range Rover (antes deste ter evoluído para o mercado petro-árabe). Mesmo que não houvesse um regresso ao “small is beautiful”, sem os SUVs, os consumos mundiais de petróleo diminuiriam sensivelmente. Pelo menos não assistiria ao absurdo de ver SUVs a circular no Bairro Alto de Lisboa ou na cidade velha de Zahlé, no Líbano.