O que eu gosto disto, Teresa. É mau ter o país neste estado e ainda a ter de passar por mais estas misérias. Mas é bom ver o pessoal dar um passo atrás em matéria de futebóis e acordar para exercícios de cidadania. Gosto. Gosto, pronto.
Tem razão. Foi um lapso ao alterar a frase que estava a escrever. «É mau ter o país neste estado e ainda ter de passar por mais estas misérias…» Que tal?
Fiquemos quites: não se escreve «…É», mas sim «… É» (com espaço entre as reticências e a palavra seguinte.
Eu sei, eu sei. Também foi uma picardia minha que enviei de volta. No melhor papel cai a gralha…
O crime compensa. De falidos a êxito de vendas. Qual será a comissão de quem pôs as escutas cá fora? Cada vez mais somos um país de chicos-espertos . E de coscuvilheiros. Razão tinham ontem o Lobo Xavier, o MST e o Eurico Reis.
Sérgio O arquitecto Saraiva não só vai conseguir salvar o jornal, à custa do voyeurismo, como ainda vai receber a tal estátua e o Prémio Nobel que reclama, desde que escreveu o primeiro livro. Alguns dos que antes o criticavam e agora o endeusam, serão os primeiros subscritores de tal pedido. Há por aí muita gente para quem a justiça só funciona quando lhe interessa, como dizia ontem o presidente do STJ. Lançar inflamados gritos histéricos dizendo “Vem aí a Censura”, esquecendo ( ou fingindo ignorar) que se tratou de uma providência cautelar que visa proteger os interesses de quem a interpõe , não é indignação. É má-fé. Gostaria de ter visto essas pessoas indignadas quando a jornalista Manuela Moura Guedes interpôs uma providência cautelar para evitar que fossem revelados certos aspectos da sua vida privada. É óbvio que ela tinha esse direito.Tal como o tem o administrador da PT. Ou será que a justiça só deve ser aplicada para um lado? Há gente que me faz lembrar a história do “Pedro e o Lobo”. Quando houver realmente censura, ninguém vai acreditar neles. Ninguém percebeu ainda, que dentro de alguns meses as escutas poderiam ser divulgadas sem qualquer problema? Ah, pois… nessa altura o arquitecto Saraiva não tinha o monopólio da informação e lá se ia a oportunidade de recuperar o jornal falido que, nas suas palavras, iria acabar com o “Expresso”.
Claro que o Administrador da PT tem direito à sua vida PRIVADA; só que, neste caso, estamos a tratar de dinheiros PÚBLICOS. Exemplificando: A Maria vai para a cama com o João. É um assunto privado. Mas se o João é ministro e a Maria tenta pela via horizontal obter benefícios para si ou terceiras pessoas, lesando o Estado, então estamos no domínio PÚBLICO. Não será assim?
Nem mais. O seu texto diz tudo, pelo que entendo, salvo raras excepções ninguém percebeu que fizeram o joguinho do AJS, que precisa urgentemente de vender jornais, basta reparar nas pilhas de ” Sóis ” para devolução nos quiosques dos jornais. Qual censura ? abram os olhos meninos escribas da nossa praça entraram no jogo dos vossos patrões, para vender jornais… Carlos, é de apreciar um texto lúcido como o seu.
Está explicado a porcaria de tempo que faz hoje.
Grande título, Teresa! Mas parece que a “outra face da Lua” não conseguiu fazer desaparecer o Sol, felizmente.
O que eu gosto disto, Teresa. É mau ter o país neste estado e ainda a ter de passar por mais estas misérias. Mas é bom ver o pessoal dar um passo atrás em matéria de futebóis e acordar para exercícios de cidadania. Gosto. Gosto, pronto.
“…É mau ter o país neste estado e ainda a ter de passar por mais estas misérias….”.
“a” ter? A quê? A quem?
Tem razão. Foi um lapso ao alterar a frase que estava a escrever. «É mau ter o país neste estado e ainda ter de passar por mais estas misérias…» Que tal?
Fiquemos quites: não se escreve «…É», mas sim «… É» (com espaço entre as reticências e a palavra seguinte.
Não vem daí qualquer mal ao mundo, foi só uma picardia minha, uma vez que essa área é recorrente nos seus artigos.
Eu sei, eu sei. Também foi uma picardia minha que enviei de volta. No melhor papel cai a gralha…
O crime compensa.
De falidos a êxito de vendas.
Qual será a comissão de quem pôs as escutas cá fora?
Cada vez mais somos um país de chicos-espertos . E de coscuvilheiros. Razão tinham ontem o Lobo Xavier, o MST e o Eurico Reis.
A habitual lucidez de Lobo Xavier voltou a marcar pontos. Mas não me fales naquele juiz…
Sérgio
O arquitecto Saraiva não só vai conseguir salvar o jornal, à custa do voyeurismo, como ainda vai receber a tal estátua e o Prémio Nobel que reclama, desde que escreveu o primeiro livro. Alguns dos que antes o criticavam e agora o endeusam, serão os primeiros subscritores de tal pedido.
Há por aí muita gente para quem a justiça só funciona quando lhe interessa, como dizia ontem o presidente do STJ.
Lançar inflamados gritos histéricos dizendo “Vem aí a Censura”, esquecendo ( ou fingindo ignorar) que se tratou de uma providência cautelar que visa proteger os interesses de quem a interpõe , não é indignação. É má-fé.
Gostaria de ter visto essas pessoas indignadas quando a jornalista Manuela Moura Guedes interpôs uma providência cautelar para evitar que fossem revelados certos aspectos da sua vida privada. É óbvio que ela tinha esse direito.Tal como o tem o administrador da PT. Ou será que a justiça só deve ser aplicada para um lado?
Há gente que me faz lembrar a história do “Pedro e o Lobo”. Quando houver realmente censura, ninguém vai acreditar neles.
Ninguém percebeu ainda, que dentro de alguns meses as escutas poderiam ser divulgadas sem qualquer problema? Ah, pois… nessa altura o arquitecto Saraiva não tinha o monopólio da informação e lá se ia a oportunidade de recuperar o jornal falido que, nas suas palavras, iria acabar com o “Expresso”.
Claro que o Administrador da PT tem direito à sua vida PRIVADA; só que, neste caso, estamos a tratar de dinheiros PÚBLICOS.
Exemplificando: A Maria vai para a cama com o João. É um assunto privado.
Mas se o João é ministro e a Maria tenta pela via horizontal obter benefícios para si ou terceiras pessoas, lesando o Estado, então estamos no domínio PÚBLICO.
Não será assim?
Nem mais.
O seu texto diz tudo, pelo que entendo, salvo raras excepções ninguém percebeu que fizeram o joguinho do AJS, que precisa urgentemente de vender jornais, basta reparar nas pilhas de ” Sóis ” para devolução nos quiosques dos jornais.
Qual censura ? abram os olhos meninos escribas da nossa praça entraram no jogo dos vossos patrões, para vender jornais…
Carlos, é de apreciar um texto lúcido como o seu.
Contundente e certeiro, como sempre.
Lá vai ter os inimigos de estimação à perna…
Quando foi com o Santana Lopes não falava assim.
E as comissões que o PS recebeu do Casino Lisboa?
Para um sol de inverno, esteve na realidade muito forte, e é capaz de haver quem tenha apanhado alguns bons escaldões…
Talvez não, mas tiveram de enfiar alguns bonés…