Livros de Roald Dahl sofrem alterações para remover linguagem “ofensiva” (…)
Augustus Gloop, por exemplo, o rapaz gordinho de “Charlie e a Fábrica Chocolate”, com uma camisola às riscas vermelhas e brancas, viciado em chocolate, agora será “enorme” ao invés de “gordo” (…)
Segundo o Daily Telegraph, a editora Puffin contratou leitores “sensíveis” para reescrever fragmentos dos textos, garantindo assim que “eles possam continuar a ser apreciados atualmente por todos”. (…)
As alterações foram feitas, sobretudo, ao nível das descrições sobre a aparência física dos personagens, onde se encontram palavras como “gordo” e “feio”.
Em “The Witches”, de acordo com o The Guardian, no parágrafo em que as bruxas são carecas sob as perucas, é acrescentada uma frase que Dahl nunca escreveu: “Existem muitas outras razões pelas quais as mulheres podem usar perucas e certamente não há nada de errado com isso”. (…)
Nas publicações, as palavras “preto” e “branco” também não são usadas, e “louco” ou “insano” também já não é utilizado “em defesa da saúde mental”.
A editora Puffin e a Roald Dahl Story Company fizeram as mudanças juntamente com o “Inclusive Minds”, um grupo que o seu porta-voz descreve como “um coletivo de pessoas apaixonadas por inclusão e acessibilidade na literatura infantil”.
(no Jornal I)
(…) References to “female” characters have disappeared. Miss Trunchbull in Matilda, once a “most formidable female”, is now a “most formidable woman”.
Gender-neutral terms have been added in places – where Charlie and the Chocolate Factory’s Oompa Loompas were “small men”, they are now “small people”. The Cloud-Men in James and the Giant Peach have become Cloud-People. (…)
Alexandra Strick, a co-founder of Inclusive Minds, said they “aim to ensure authentic representation, by working closely with the book world and with those who have lived experience of any facet of diversity”. (…)
(no The Guardian)

O verdadeiro momento zen da semana passada foi a reação dos senhorios e da restante direita à proposta de António Costa de lhes pagar as rendas. Os psiquiatras do sector privado não conseguem ajudar?
Gostei dessa “…da restante direita”:
Quer dizer que não há senhorios de esquerda?
Ou quer dizer que os senhorios de esquerda estão todos felicíssimos?
E se são de esquerda por que é que não tinham as casas com rendas já baratinhas no mercado?
Eu conheço mais senhorios de esquerda do que de direita, a menos que eles me andem a enganar há dezenas de anos e sejam uns “reaças” do pior.
Eu se fosse a si saía à rua de vez em quando, talvez lhe fizesse bem.
Ou consultava um bom psiquiatra.
Tu deves é ser daqueles que vê esquerda em tudo quanto é sítio…
Vossa Excelência me desculpará de não o tratar delicadamente por tu.
Venho só solicitar informação sobre qual é a diferença em ver “esquerda” em tudo quanto é sítio ou ver “direita” em tudo quanto é sítio.
E argumentos a contrapor, tem?
Bem me parecia.
Passe como puder, que já se percebeu que não passa bem.
O gosto da esquerda pela violência fica mais uma vez demonstrado.
É já tempo para emancipação dos não socialistas.
A esquerda que faça socialismo com as coisas deles, os outros devem ter o direito a não ser obrigados a ser socialistas.
Ó lucklucky, pagar as rendas à escumalha senhoria não é socialismo mas tu és demasiado burro para perceber isso.
A fase seguinte será talvez eliminar referencias a quaisquer problemas de saúde, não vá isso afetar os hipocondríacos e todos aqueles que estão convencidos que vivermos todos até aos 100 anos é o novo normal.
Não vou tão longe como isso, mas já há movimentos para se deixar de dizer, por exemplo, “pessoa doente” e passar-se a dizer “pessoa com doença”.
“passar-se a dizer “pessoa com doença”.”
Não, dever é ser “pessoa portadora de doença”.
Não eliminaram já os deficientes através de palavras passando a dizer “portador de deficiência”?
Para curar males não se deve recorrer à Medicina mas sim
à Gramática.
É bem provável que eu esteja desactualizado. É complicado manter-me a par de todas as “actualizações” ao léxico propostas pelos activismos: vou-se sentindo como um jogador de futebol a preparar um penálti enquanto a equipa adversária carrega a baliza de um lado para o outro.
A “vantagem” da ditadura em relação a “isto”,istos,era assumir uma Comissão da Censura e depois do Exame Prévio.Nada de hipocrisias.
Houve também a Santa Inquisição,a sua Mesa.
Olha que sorte a do Camões,o Censor chefe achou piada à paródia dos deuses(as) e deixou passar.
O Camões é outro malandro que está a pedi-las. Os Lusíadas estão mesmo a precisar de uma “actualização”. A Ilha dos Amores, por exemplo, a bem da representatividade, passará a ter também alguns ninfos-homens e até, pelo menos, um@ ninf@-trans.