Duas coisas


jmmcc,

1. De regresso a casa, apresso-me a desejar a todos que tenham um bom ano e ofereço uma salada mista de saudades, beijos e abraços. Ou julgavam que se livravam de mim assim sem mais nem menos?

 

2. Entro em casa, ligo o aquecimento, desfaço as malas e ligo a televisão. Pacheco Pereira abre o seu Ponto Contra Ponto com uma coisa engraçada: «O Bloco Central das Lareiras», em que estabelece os pontos de união das mensagens de Natal de Manuela Ferreira Leite e de José Sócrates. Nos dois casos, a lareira acesa, a ideia de recato famíliar, o conforto da intimidade do lar e o décor natalício correspondem a um estilo decalcado que se repete. Com uma pequena diferença, segundo diz Pacheco Pereira: o elemento religioso no Presépio de Manuela Ferreira Leite e a falta do elemento religioso, substituído pela Árvore de Natal de José Sócrates. Ora, acontece que ambos têm um Presépio visível em cima da respectiva lareira, embora o de Sócrates seja mais pequeno, esteja mais afastado e não inclua um par de lunetas para ser visto por quem não quer vê-lo. Como não sou suspeito, isto permite-me concluir que o Ponto Contra Ponto, com pretensões a varanda crítica do que se lê, se ouve e se vê por aí, adivinha-se um programa igual ao ano novo. Ou seja: é pior ‘do-có-que’ ficou para trás.

27 comentários em “Duas coisas”

  1. Não sejas mauzinho: o homem avisou que só falava do que tinha visto e ouvido. Se calhar vê mal, coitado, e como o menino Jesus não deve ter chorado durante a reportagem da mensagem de Sócrates, também não o ouviu…

    Bem-vindo de novo às lides, companheiro. Bom Ano!

    1. O que ele diz é: «o que eu não vi, não ouvi e não li não falarei» (erro discursivo incluído). Ora, ver um Presépio e falar dele está correcto. O que está mal é não ver um Presépio e falar dele…

      Obrigado, Ana.

  2. Bom ano, caro João Carvalho.

    E acrescentaria que, de resto, tendo o Vaticano abençoado, por assim dizer a árvore de natal ao colocá-la na sua praça principal, é de pensar que talvez já seja um membro de pleno direito da iconografia religiosa do Natal (mesmo que de raízes pagãs, como tantas outras coisas da Igreja, como a própria data do Natal…).

      1. Sim, na verdade constou-me que tinhas estado no Porto pelo Natal e o Natal no Porto, (ainda por cima com malhação, visto que é a terra do malhador-mor) é melhor “do-có-qué” nos outros lados, não é?

  3. Bons olhos o leiam, caro João, isso é que foram umas saídas e entradas prolongadas…:))) Eu cá não estava nada a pensar que me livrava de si, estava era já a cismar que o João é que se queria livrar de nós, eheheh.
    Bom Ano e que este seja melhor ‘do-có-que’ ficou para trás…

  4. Pois o Porto deve ter-lhe metido um presépio no olho porque na sala onde José Sócrates falou é que não está nenhum.

    1. Confesso que o vídeo que vejo aqui me deixa sérias dúvidas. Mas posso garantir que, na televisãio, o que anotei é exactamente a ideia que deixa.

      Apesar do anonimato, sempre lhe digo: tem alguma dúvida de que me retrato sempre que necessário? É normal haver pessoas que julgam os outros pelos seus próprios padrões…

  5. Deixe de ver televisão. Eu faço questão que tenha um bom ano.
    E que tal estava a Casa Agrícola? Já não vou lá há séculos.

  6. Pois se tem sérias dúvidas sobre o vídeo devia dizê-lo com o mesmo destaque com que anunciou que tinha visto lá o presépio. Ou seja, em post no blogue.

    É que faz toda a diferença.

    E sim, os nossos padrões são de facto diferentes.

    1. Eu sei, eu sei. Mas fiquei à espera de o ver mais bem identificado do-có-que está. Enquanto o seu padrão for diferente do meu por via do anonimato, ficamos assim. Sempre serve de mote a um apontamento para o “Ponto Contra Ponto”.

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