Doze obras-primas dos museus de França (4)


Sérgio de Almeida Correia,

Recortado na luz e na sombra, a imagem do apóstolo que só acreditou na ressurreição de Cristo quando lhe tocou na carne, regista o Santo como uma pessoa normal, rodeada pela sobriedade, como um homem cuja vida é igual à dos outros. Pintado por volta de 1663, São Tomás com uma lança é um produto da arte de Georges de La Tour, que viveu entre 1593 e 1652. O quadro faz parte da sua série de pinturas dedicadas aos apóstolos. Tem a particularidade de estar assinado e ter no canto superior direito uma inscrição em latim dando conta de que foi o próprio quem o pintou. A lança é um atributo tradicional da figura de S. Tomás, mas neste caso evocará a sua morte na Índia, segundo reza a lenda em Mylapore (Chennai), no estado de Tamil Nadu. Na sua mão esquerda estão os Evangelhos, essenciais para a divulgação da palavra de Deus.   

4 comentários em “Doze obras-primas dos museus de França (4)”

  1. em Chennai, no estado de Kerala

    Erro. Chennai – nome atual da antiga Madrasta, Madras em inglês – é a capital do estado do Tamil Nadu – o país dos tamiles – que fica no sudeste da Índia. O estado de Kerala fica no sudoeste da Índia e tem por capital Thirivananthapuram.

    1. Tem toda a razão, Luís Lavoura.
      O apóstolo chegou a Kerala, mas depois mudou-se e morreu em Mylapore, Chennai, 72 A.C. A minha fonte, por sinal recolhida numa anotação ao quadro, estava errada. Já foi corrigido.
      Agradeço a atenção.

      P.S. Entretanto, depois de também ler este texto (http://www.indiafacts.co.in/the-mylapore-st-thomas-myth-that-just-doesnt-seem-to-die-part-1/#sthash.HG3dxmx0.dpbs) cresceram as minhas dúvidas. Para já fiquemos assim.

  2. e para um português que vive na terra (e) da árvore das patacas, “the french may” é entendido como:
    – o maio francés;
    – o francês (língua) pode;
    ou
    – os franceses podem?

    1. Carlos Cunha,
      É anunciado e promovido como “Le French May”. Penso que a ideia é ambígua e visará exactamente os dois sentidos. Pessoalmente, tanto mais que é “Le”, e não “The”, interpreto-o como relativa ao mês de calendário, visto que é uma manifestação que ocorre sempre em Maio, semp prejuízo de actualmente se prolongar por Junho e este ano, pelo menos, também por Julho.

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