Discursos (1)


Ana Vidal,

 

"Consta-se que o Palácio de Cristal tem quatro mil cadeiras".

 

Jerónimo de Sousa, discursando-se no Porto, em campanha eleitoral.

 

(Errata: quatro mil e não quarenta mil, como por lapso escrevi primeiro)

49 comentários em “Discursos (1)”

      1. quem nunca tropeçou-se nas palavras que atire a primeira gralha.

        em todo o caso, isto é o quê, da parte da blogueira?

        mero comentário jocoso sobre o putativo parvenu? chalaça? soberba? parolice?

        1. O “putativo parvenu”? Caro Alexandre, essa classificação vai muito para além das minhas intenções. De qualquer maneira, entre chalaça, soberba e parolice… olhe, venha o diabo e escolha-se.

          1. ah, ok, não percebi que estava perante um exemplo acabado de sociedade patriarcal , em que a mulher da casa se resume ao silêncio e, em nome da honra da domus, dos lares e dos penates, fala por ela o pater familias, . 🙂

          2. Alexandre:

            Depois dos comentários patetas que aqui deixou, perdi a paciência para responder-lhe. Por isso, quanto à sua pergunta sobre as minhas intenções, digo-lhe só isto: nenhuma que você pareça ser capaz de entender.

  1. Cara Ana Vidal,

    Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do Partido Comunista, tem como habilitações literárias o 4º ano do Curso Industrial, e como profissão «afinador de máquinas». Esta informação é pública. Pode encontrá-la aqui:
    http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=212&Itemid=550

    Jerónimo de Sousa não é doutor nem engenheiro, nem consta que tenha pretensões a sê-lo. Mas, independentemente de se concordar ou não com as suas convicções, tem reputação de homem sério, honesto, correcto, e isto parece-me bem mais importante que uma gralha infeliz. Não lhe parece?

    Declaração de interesses: não sou nem alguma vez fui comunista e não tenciono votar no PCP.

    1. Cara Nicolina, há-de ser certamente a Ana a responder-lhe que gracejar com uma gralha é muito mais inofensivo do que considerar, no caso, que esta gralha foi infeliz, porque não teve importância para tanto.

      A minha intervenção, porém, vem a talhe de foice pela sua lembrança: pouco mais pessoas do que o próprio devem saber ainda qual era (é?) a profissão dele. Sabe há quantos anos ele não exerce a profissão e mantém (suponho, por ter cobertura legal) ocupado o posto de trabalho? Não que venha grande mal ao mundo com isso, mas a maioria dos líderes partidários e sindicais tiveram tempo bastante (o que não admira) para se valorizar academicamente. Alguns concluíram até licenciaturas e mestrados. Jerónimo de Sousa, por não ter feito o mesmo, não merece menos consideração. Mas também não merece mais.

      1. Obrigada pela intervenção antes da minha chegada à arena, João. Não te chamo pater familias porque tu não és assim tão velho, nem eu assim tão nova. Mas até te ficaria bem o nome, não achas?
        🙂

      2. Por estranho que possa parecer-lhe há pessoas que consideram que há coisas mais importantes na vida que ser doutor, engenheiro ou mestre. Provavelmente será o caso do Jerónimo Martins e é também o meu.
        Assim como há pessoas que têm um sentido de humor diferente, porventura mais exigente… Mas cada um é como é. Não somos obrigados a pensar todos o mesmo.
        Boa noite.

    2. Cara Nicolina Cabrita, não precisa de ficar tão enxofrada por tão pouco. Eu não disse que Jerónimo de Sousa era desonesto ou incorrecto, nem sequer se concordava ou não com as convicções dele. Não é disso que se trata aqui, caso não tenha percebido. E não vejo o que há de mal em apontar uma “gralha infeliz”, como lhe chama, num discurso político de JS ou de qualquer outro político. Ainda há poucos dias os Gatos fizeram um apanhado de erros de concordância de português nos discursos de Manuela Ferreira Leite e nem a própria se ofendeu. Quanto às habilitações académicas (não precisava deixar-me o link para confirmação, que excesso de zelo!), lamento desiludi-la: há muitos doutores e engenheiros a falar e escrever pior do que pessoas que nunca pisaram uma universidade.

          1. Ah, deixa-o lá testemunhar este momento tão bonito de “esprits” que se “rencontrent”, não sejas mauzinho. Não é todos os dias que se assiste à demonstração de superioridade do pater familias sobre as submissas e timoratas hostes femininas deste blogue…

      1. Pela sua resposta deduzo que quem ficou «enxofrada» não terei sido eu… 🙂

        Quanto à junção do link, confesso que gosto mais de pecar por excesso de zelo que por falta dele. Depois, por formação estou habituada a fundamentar as minhas opiniões. Para mim, uma opinião mal fundamentada é bem pior que um erro gramatical. Não leve a mal. É só uma questão de formação e … feitio 🙂

        Uma boa noite também para si.

      1. Ana, agora que me parece estar tudo mais calmo, não veja nisto um “reparo” , venho meter-me consigo:))
        Que Januário tropeçou lá isso é verdade mas, não foi em tanta cadeira – ele só falou em 4.000 ( eu ouvi 2 vezes)
        – a propósito das presumíveis “5.000 pessoas presentes”.
        A lotação do Palácio de Cristal (pavilhão Rosa Mota) é de 5.300 lugares – 40.000 cadeiras – é muita cadeira…:))

          1. Desculpem, Jerónimo de Sousa.
            Eu não tenho palácio – tenho telhados – de cristal:))

        1. E pronto, Maria, fui devidamente castigada por andar a apontar gralhas aos outros! Erros meu, má fortuna… eram 4.000 e não 40.000, evidentemente. Por outro lado, consta-se-me que também não foi o Januário que disse aquilo…
          😉

          1. Também eu Ana, também eu – “efeito ricochete”:))
            Estava a brincar consigo , Ana, mas, pensando melhor não deveria ter feito numa caixa de comentários, desculpe.

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