

Não me recordo de ter visto a cidade tão vazia – nem nos feriados de Agosto, há cerca de dez anos, quando Lisboa estava fora dos circuitos turísticos. Hoje, a meio da manhã, eram assim as vistas na Praça de Alvalade e na Avenida de Roma: podíamos circular a meio do asfalto sem nos preocuparmos com os carros, ausentes em parte incerta. Há vírus por aí – o ameaçador coronavírus. Mas, seguramente, respiramos menos dióxido de carbono.
Junto às farmácias, que abundam nesta zona da capital, concentram-se pessoas em estrito respeito das distâncias de segurança. Muitas delas, no entanto, vão em busca do que já não há. Os letreiros nas fachadas esclarecem os incautos: «Não temos álcool, álcool-gel, luvas, máscaras.» Ou seja, tudo quanto é mais procurado de momento.
Apesar de ser um bem escasso, cruzo-me na rua com várias pessoas de máscara na cara. Numa paragem de autocarro, duas mulheres discutem em voz alta, gesticulando muito – ambas mascaradas, o que torna a situação ridícula. Dois fulanos circulam de máscara na testa – outra imagem caricata, tal como a desta jovem que suspende a máscara para fumar, sem suspeitar sequer que a zona do filtro do cigarro pode estar contaminada pois acabou de lhe tocar com os dedos.

Não é de mais sublinhar que as máscaras devem ser usadas apenas por quem já está contaminado, como modo de precaução acrescido para esses doentes, ou para quem trabalha na área da saúde. O único meio seguro para travar a propagação do vírus é o gel desinfectante. Além, claro, do mais antigo, simples e acessível: água e sabão.
Boris Johnson recomendou aos britânicos que cantassem duas vezes os “parabéns a você” enquanto lavavam as mãos, cada vez que chegassem a casa. Boa recomendação: é precisamente isso o que faço. Enquanto vou sabendo que em Espanha o número de mortos já ultrapassa as duas centenas e a própria mulher do presidente do Governo, Pedro Sánchez, está contaminada. Há uma semana, irresponsavelmente, Begoña Gómez e as ministras da Igualdade, Irene Montero, e da Política Territorial, Carolina Darias, participaram num grande desfile em Madrid para assinalar o Dia Internacional da Mulher. Ignorando todos os avisos e as mais elementares medidas de precaução, distribuíram beijinhos e abraços durante horas: na quinta-feira, as ministras ficaram a saber que também são portadoras do vírus. Consequência de terem menosprezado as mais elementares normas de saúde pública.

Com os péssimos exemplos a virem de onde vêm, não admira que Espanha seja já o segundo país na Europa e o quinto à escala mundial com mais vítimas mortais e mais infectados. Agora Sánchez e Pablo Iglesias – companheiro de Irene Montero e vice-presidente do Governo, que apesar de estar de quarentena compareceu ontem no Conselho de Ministros, noutra evidente demonstração de irresponsabilidade – correm atrás do prejuízo, declarando o estado de emergência e mandando aplicar as primeiras multas aos transgressores.
Entretanto os espanhóis, sobretudo os residentes em Madrid, fogem para o nosso país. E vários deles, contaminados, estão a ser tratados nos nossos hospitais, tão carecidos de meios técnicos e recursos humanos. O que justifica este comentário de Miguel Sousa Tavares: «É inacreditável que o Governo nos recomende que fiquemos em casa enquanto a porta está aberta para os espanhóis virem para cá tratarem-se.»
Um desabafo compreensível, sem tropeçar nas palavras. E sem necessitar de máscara.

“Não é de mais sublinhar que as máscaras devem ser usadas apenas por quem já está contaminado, como modo de precaução acrescido para esses doentes, ou para quem trabalha na área da saúde.”
Isso não é correcto, a máscara protege.
Depois, a maioria dos contaminados não sabe que está.
lucklucky
Não há máscaras para todos. Os bens escassos devem ser preservados.
Só quem está contaminado ou os profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar) devem usar máscara. Não o cidadão comum que vai ao supermercado ou passear o cão.
“Não há máscaras para todos” Pois, e não se deve dar máscara aos marxistas que é para ver se eles aprendem. E assim sobram m ais para gente útil.
Vocês continuam com a mania de meter política em tudo. O vírus não tem ideologia.
A resposta não deveria ser essa. Deveria ser: você é mesmo um estafermo. Quer a morte ou no mínimo a doença de quem não pense como você?
Deixo a classificação “ista” para quem a queira fazer. Eu só lhes chamo cabrões.
O vírus é democrático…
WW
Isso é um outro argumento. Válido, temporariamente até existirem em número.
lucklucky
As máscaras só devem ser utilizadas por quem está infectado – para proteger os outros da contaminação. Não por quem não apresenta qualquer sintoma.
Também devem ser usadas, naturalmente, por médicos, enfermeiros e funcionários auxiliares de hospitais, sobretudo de unidades de cuidados intensivos.
É um desperdício de recursos escassos ver tanta gente a deambular aí pelas ruas de máscara. Sobretudo gente como eu hoje vi, a pôr e a tirar máscara, sempre com os dedos sujos a mexer naquilo.
Pedro, ao contrário do que a iluminária luckylucky pensa (?), as máscaras têm uma efectividade muito reduzida para quem não tem o vírus. Serve para quem o tem não o transmitir, mas não ajuda quem não esteja doente, especialmente se depois acabar a tocar a cara, mesmo com máscara. Além disso a maior parte das máscaras não serve mesmo para nada. Aquelas que estão certificadas para vírus são específicas.
Tenho andado a dizer isso aqui há dois dias, João. As máscaras destinam-se a proteger quem já está infectado ou os profissionais da saúde. E não são máscaras quaisquer: devem ser máscaras cirúrgicas, que têm uma duração limitada – devem ser mudadas no máximo de cinco horas.
As máscaras não servem para fazer “estilo”, na rua, enquanto se leva o cão a fazer as necessidades.
Acresce que enfrentamos um sério (e dramático) problema de esgotamento de ‘stocks’. Directores de unidades hospitalares queixam-se por não haver já máscaras disponíveis nos serviços que dirigem. Este é um problema muito grave, tal como a falta de ventiladores em número suficiente. E a falta de camas: Portugal dispõe, em média, de 4,9 camas por cem mil habitantes nas unidades de cuidados intensivos. A média, União Europeia, é de 12,5 camas por cem mil habitantes.
“Não há máscaras para todos.”
Não foi esse o seu argumento que contestei.
Aliás parece que a atitude de toda a gente é pensar em pensar fechar-se em casa quando já se deveria estar a preparar para as coisas funcionarem com o vírus.
A situação é insustentável. A reacção ao vírus foi atrasada e a continuam idem. Têm todos o pensamento parado no tempo.
Como é óbvio deve haver um aumento exponencial de produção de máscaras.
Quanto ao João André que tal informar-se sobre os testes a máscaras, qual as dimensões em vez de escrever asneiras.
Pode começar por ler sobre as máscaras usadas na China contra a poluição. Que partículas dimensões e tipologias travam, quais os valores dos fit tests.
lucklucky
Aqui em cima está igual. Ontem, à noite, era tão pouca a gente que pensei ser domingo.
Quanto às afirmações de Miguel Sousa Tavares custa – me a acreditar. Por vezes, exagera.
Também não entendi bem aquele painel de ontem, na TVI, reunido a propósito do Covid-19. Sousa Tavares, Portas, e Medina. Mas este “pessoal” tem formação médica? Um disparate. Só faltava falarem, também, sobre Corbusier. Lugares comuns e ares compungidos para emprestar gravidade à ligeireza daquilo tudo
Sousa Tavares tem formação de tudo.
É a plenitude do conhecimento humano, não só o de agora como do que ainda se vai descobrir.
Ferreira Leite também. Deve assistir-lhe alguma autoridade em matéria viral.
Pudera!

Não há bola não há vida.
Por falar em bola: parece que o Porto será campeão. Não haverá mais campeonato, fica tudo como está agora.
Grande medida, essa.
Não é, de facto, a maneira mais bonita de ganhar 🙂
O melhor de tudo isto é não haver programas desportivos. Corrijo: programas sobre tudo o que gira à volta do futebol. Se fossem desportivos até teria alguma graça.
O Covid 19 tem forma de bola
Que saudades do Domingo Desportivo, “todas” as modalidades e resumos até da divisão de honra = 2ª liga.
WW
Faz sentido. E o Sporting é desde já campeão virtual de futsal.
Futsal? Cada clube tem um título à sua medida.
Futsal, sim. Somos campeões da Europa. des/sporting-campeao-europeu-futsal/spor ting-e-campeao-europeu-de-futsal
https://maisfutebol.iol.pt/modalida
E de hóquei em patins: i-em-patins/detalhe/sporting-vence-fc-po rto-e-sagra-se-campeao-europeu-de-hoquei-e m-patins
https://www.record.pt/modalidades/hoque
Não, Pedro. O campeonato é anulado e o Benfica continua a ser campeão nacional 🙂
Idem para o Europeu. Se não se realizar, continuamos a ser campeões.
Tudo indica que o Campeonato da Europa será adiado, provavelmente para 2021. Isto significa que Portugal se manterá pelo menos durante mais um ano como campeão europeu em título.
Só uma vez uma selecção manteve o título durante mais de quatro anos consecutivos – a de Espanha, no período 2008-2016. Portugal habilita-se desde já ao segundo período mais longo de sempre.
Quanto ao título de campeão nacional, faz mais sentido que a classificação final seja homologada como está agora, a dez jornadas do fim. Ou seja, o FCP sagra-se campeão.
Mas a última palavra, parece-me, será da UEFA. As federações nacionais devem seguir o que for determinado pelo organismo europeu. Excepto a inglesa, que se prepara desde já para atribuir o título ao Liverpool, que este ano esteve imbatível. Salvo erro, sagra-se campeão 30 anos depois da conquista do último campeonato.
Pedro, a minha sobrinha chegou do Nepal. No Aeroporto Sá Carneiro, zero de fiscalização/controlo. Nenhuma pergunta. Zero. Bola.
Começo a pensar que sou parvo ao seguir as recomendações das “intimidades” competentes.
O Governo empurra com a barriga, crente de que o excelente astral do primeiro-ministro acabará por resolver tudo. Com o supremo magistrado recolhido no domicílio, mesmo sem estar infectado, e o parlamento praticamente encerrado, a fiscalização dos actos governativos – e dos respectivos erros e omissões – é quase inexistente.
Caro Vorph Valknut, depois de tudo o que tenho lido aqui postado por si, confesso que até me surpreendeu com esta sua intervenção de «a minha sobrinha chegou do Nepal. No Aeroporto Sá Carneiro, zero de fiscalização/controlo. Nenhuma pergunta. Zero. Bola.»… é que o Nepal, até há bem pouco tempo, só registava 1 caso de um infectado!
Claro, isso até nem quer dizer nada… possivelmente, o “problema” até reside nos outros países em que até ela teve de aterrar para chegar a Portugal, vinda do Nepal mas que lá está, ficaram ausentes no seu comentário.
«Começo a pensar que sou parvo ao seguir as recomendações das “intimidades” competentes.»
E até é assim que eu começo a pensar que afinal, toda aquela sua retórica em anteriores comentários, apenas é típica deste blogue: porque raio é que terá de lavar as suas mãos quando “a sobrinha vinda do Nepal” entrou em Portugal sem qualquer controlo»? Talvez a pensar em si, diria eu!
Mas se V. insistir que, porque o governo não o segue, então o melhor é abandalhar a “coisa”, qual a racionalidade da sua posição?
A minha sobrinha esteve na Índia, no Nepal e regressou via Dubai. Não acredito muito nas estatísticas de determinados meios- Estados, como Índia, Nepal, Irão, Rússia,…
Penso que, escusado será dizer, dentro de um avião, com passageiros de diversas proveniências, ou no interior de um aeroporto, o risco de transmissão é ligeiramente superior àquele de ir à praia do Meco
Não me leve a mal dizer-lhe que, independente do que V. julga, eu, definitivamente, até não sou estúpido: é que não é por repetir mais 3, ou 4 vezes, a sua mensagem, que eu, finalmente, a conseguirei perceber…
Quando daqui a umas semanas, os países europeus ocuparem as posições cimeiras dos infectados,voltamos a falar.. claro, sempre lhe restará o argumento de que não acredita nos dados: China, Coreia do Norte e Irão, é sabido por si,
que escondem os dados…
A contiuarmos a agir de forma desconcertante e desconcertada será natural a anormalidade dos casos registados
E você acredita nos dados da Arábia Saudita, do Egipto, da Polónia ou Inglaterra.
Vocês são os maiores, num momento andam aí aos pulos com as causas fracturantes mas quando a porca torce o rabo são os 1ºs a abandonar o barco.
WW
Caro Pedro,
Embora esteja genericamente de acordo contigo, tenho um comentário a fazer relativamente a esta parte do teu post:
“Não é de mais sublinhar que as máscaras devem ser usadas apenas por quem já está contaminado, como modo de precaução acrescido para esses doentes, ou para quem trabalha na área da saúde.”
Digo-te que detesto as máscaras, cheguei mesmo a escrever um post sobre isso, que diz quase tudo sobre o que penso sobre o seu desconforto (https://vistodemacau.blogs.sapo.pt/inc omodos-180356)
Mas neste momento, até pelos resultados obtidos, julgo que haveria tudo o interesse em se usarem máscaras.
Há gente que estava contaminada, e contaminou muitos mais já depois do início do surto epidémico, mas porque não tinha tosse nem febre não usava uma máscara, continuando a largar alegremente perdigotos por todo o lado.
Pode não ser, nem se esperaria que fosse, 100% eficaz, mas seguramente que reduz substancialmente as possibilidades de numa relação de proximidade se aumentarem as hipóteses de contágio.
Os resultados obtidos quer na China, quer aqui em Macau, quer em HK e na Coreia aconselham o uso da máscara.
O Presidente Xi apareceu inicialmente sem máscara, depois passou a usar máscara. A Carrie Lam em HK primeiro apareceu, ela e todo o governo, de máscara. A seguir veio sem máscara e disse que não era necessário as pessoas usarem máscara. Passados uns dias apareceu de novo de máscara.
Há gente que não sabe espirrar nem tossir, que o faz da forma mais imponderada possível, sem curar de saber que há mais gente ao lado ou nas proximidades, que o faz de boca aberta, para a frente, para o ar, e sem ter sequer o cuidado de colocar uma mão/braço à frente.
Tu não sabes com que contactas, nem com quem te cruzas na rua, no autocarro ou no supermercado. Uma pessoa pode estar sem febre e infectada, e andar pela rua a contaminar toda a gente, tomando paracetamol ou anti-inflamatórios porque está com uma dor de garganta.
Os funcionários públicos, e todos os que contactam com o público, deviam neste momento usar máscara em Portugal.
Hoje em dia é irresponsável entrar num avião, passando largas horas dentro dele, sem saber quem tens ao lado, ou andar por um aeroporto internacional sem máscara. Ou apanhar um autocarro ou o metro sem máscara, em veículos e carruagens cheias e no meio de uma pandemia.
Até os tipos do Irão, país de onde não chega a informação que devia chegar e onde suspeito esteja a ocorrer uma mortandade de dimensões bíblicas, agora reúnem-se todos com máscara. Por alguma razão passaram a fazê-lo.
Eu percebo que se diga que as máscaras não fazem falta, ou que são pouco eficazes, ou que devem ser reservadas para os profissionais e saúde, porque não as há disponíveis para distribuir por toda a população. Mas o seguro morreu de velho e é preferível prevenir do que remediar.
Eu contacto diariamente com pessoas que chegam dos mais variados locais, alguns acabaram de passar a fronteira horas antes. Não tenho outra solução que não seja impor regras. Durante este período de pandemia, no meu escritório não entra ninguém sem máscara e sem desinfectar as mãos com uma solução adequada para o efeito. E depois de saírem é tudo desinfectado, canetas, mesas, etc.
Lavar as mãos é o fundamental mas não posso controlar se o fizeram antes, nem quando o fizeram da última vez, nem se sabem lavá-las, nem se entretanto as levaram às mucosas.
As luvas para os adultos são muito menos eficazes. Os adultos não andam com as mãos na boca, a esfregar os olhos ou a limpar o salão. Se não forem porcos e tiverem um mínimo sabem que têm de cumprir regras de higiene básicas.
As máscaras nesta altura são bem mais importantes. Sendo obviamente importante também saber usá-las.
Em resumo: tudo o que puder ser feito para minorar os efeitos desta pandemia nunca será demais. E isso passa também pelo uso de máscara sempre que possível. Por muito desconfortável que o artefacto seja, e é.
Um abraço amigo.
Viva, Sérgio.
Estaria em sintonia contigo se as máscaras não fossem um bem escasso aqui em Portugal. Há várias semanas que estão esgotadas na generalidade das farmácias e há milhares de pessoas que as encomendaram e se mantêm em lista de espera sem verem os pedidos atendidos pois não tem existido renovação de ‘stocks’.
Perante esta manifesta escassez, toda a prioridade deve ser dada a quem trabalha nos hospitais e centros de saúde, bem como àqueles que estão manifestamente contaminados.
Açambarcar máscaras para depois passear com elas na rua enquanto se leva o cão a fazer chichi em ruas e avenidas quase sem ninguém é um mau uso de algo que não abunda, longe disso.
De resto, tem sido esta precisamente a recomendação da Ordem dos Médicos e da Direcção-Geral da Saúde.
Abraço retribuído, esperando ver-te algures este ano.
Pedro, porque é que não pomos os militares a fazerem máscaras, etc?
Os militares não têm competência para isso. Tal como não têm competência para apagar fogos, recolher lixo ou policiar as ruas.
Permita – me discordar. Os militares até laboratórios têm para sintetizar fármacos em situações de emergência nacional, quanto mais máscaras.
Policiar ruas?? Foi a Paris, ou a Bruxelas, há 2 anos? Era ver como os militares policiavam as ruas.
Os militares não têm formação nem vocação para policiar ruas. Pode acontecer em momentos especiais, quando ocorrem atentados terroristas. Mas essa missão do patrulhamento das ruas compete às forças de segurança, não às forças armadas.
Ver carros de combate no asfalto citadino, em regra, significa golpe de Estado.
E lembremos. Todas as situações de emergência legitimam a suspensão da democracia. A história está cheia de exemplos
Discordo Pedro Correia !
Até os combustíveis que têm nos quartéis estão nos veículos , se é que me faço entender.
WW
Vorph não existem militares , existem generais que comandam unidades virtuais, nem balas têm para treinar quanto mais meios para fazer mascaras ou outra coisa qualquer de relevante em prol do país e eles sabem-no, os que o dizem mais alto são afectuosamente passados á reserva.
WW
Claro, Pedro. Talvez a Renova possa fazê-las, como outras fábricas de papel fizeram por esse mundo fora. Fazem agora mais falta do que o papel higiénico. Como já alguém disse, o vírus não provoca diarreia.
Até breve (isto é, até que possa a voltar viajar)
Foi uma grande frase do Miguel Sousa Tavares, que tocou no ponto certo. Confessando-se envergonhado com esta corrida aos supermercados, de onde o fornecimento de papel higiénico desapareceu em poucas horas em muitos sítios.
Sabemos que não aconteceu só em Portugal, mas é o mau comportamento dos nossos compatriotas que mais nos envergonha, naturalmente. E que mais justifica a nossa crítica. Em termos muito duros, se for preciso.
Porque não apenas os políticos merecem ser criticados – também o chamado “cidadão comum”, quando age sem sombra de civismo.
O meu aplauso a MST, portanto.
E um forte abraço (não contaminado) para ti.
«Com os péssimos exemplos a virem de onde vêm, não admira que Espanha seja já o segundo país na Europa e o quinto à escala mundial com mais vítimas mortais e mais infectados.»
Resta-me esperar – confesso que até ansioso! – por um possível futuro “post” do PC, aqui no DO, onde ele até se decida a engenhar uma qualquer maquinação explicativa para a sua “não admiração” relativamente até ao, de facto, “primeiro país na Europa e o segundo à escala mundial com mais vítimas mortais e mais infectados”… a Itália! Em vez do «segundo país na Europa e o quinto à escala mundial»…
Porque raio, caro PC, anda tão preocupado com a Espanha? Foi de Espanha (ou de Itália) que vieram os mais significativos casos de “contaminadores” em Portugal?
Por acaso o mal nos dois, tirando o virus é o mesmo…tal como em Portugal.
WW
A outra mandou partilhar as hortas, alguém que arranje uns tomates ao Costa.
Isto que se fez, era para ser feito há um mês.
Doía? Tanto quanto agora.
Brincou-se ao carnaval, fizeram-se marchas e eventos, não se preparou Sns, as empresas (e o Estado) foi cagar e andar.
E continua. Este vai não vai para cortar as fronteiras com Espanha… palhaço, pensa que ignorando o vírus ele se vai embora? É o covid, não é o Tancos.
Já agora, batam palmas à polícia, bombeiros, camionistas, empregados de farmácia e hipers, homens do lixo e outros. Ou melhor, metam as palmas no terceiro olho, e usem as mãos (braços) para proteger o resto da malta dos vossos espirros.
PS: lei marcial nesta m…da. Era polícia de choque em cima daqueles camelos do Cais do Sodré.
Faz todo o sentido a suspensão de desembarques turísticos por via marítima e aérea. Mas faz pouco ou nenhum sentido o corte da nossa fronteira terrestre. É de Espanha – sobretudo por via rodoviária – que chega grande parte do nosso abastecimento alimentar, farmacêutico e energético, entre outros bens de primeira necessidade.
Claro que faz sentido haver triagem na fronteira. Entram mercadorias, e monitorizam – se motoristas.
A maior parte do tráfego rodoviário interfronteiriço é já de pesados de mercadorias. Os veículos ligeiros tornaram-se residuais, até pelas drásticas restrições à circulação que desde ontem vigoram em Espanha, onde foi implantado o estado de emergência sanitária. Em Portugal, ao que parece, isso só acontecerá na próxima quarta-feira.
Parece que um Cruzeiro, não tendo podido acostar em Lisboa, foi fazê – lo a Cadiz, e os passageiros foram, para Lisboa, de autocarro. Se isto não fosse estúpido, até era cómico. É tudo de uma ligeireza atroz. E depois mandam as empresas “fechar”. O pessoal é burro que nem uma porta
De facto, isso foi uma perfeita estupidez.
Lembrei-me daquela frase do Nelson Rodrigues: «Invejo a burrice porque é eterna.»
Hoje de manhã Belém estava pejada de camionetas carregadas de ruidosos reformados espanhóis.
Perímetros e distâncias de segurança? Pois sim…
Nada. A verdade é que não há restrição de movimentos: em Portugal continua sem vigorar o estado de emergência sanitária ontem decretado em Espanha (ali já com atraso, após ministras andarem a contagiar e a ser contagiadas na marcha feminista do passado domingo, que devia ter sido desconvocada). As autoridades, por cá, limitam-se a fazer recomendações, não imposições.
Em Espanha já nem o Trekking /BTT é permitido. Ou seja, não se pode sair de casa
Há muita coisa para fazer em casa. Ler e cozinhar, por exemplo. É o que tenho feito.
Grande coisa. E só agora descobriu? Que há muita coisa para fazer em casa?
Há que tempos me tornei sábio. Cozinhar, aspirar, arrumar, depositar o lixo, mudar a areia do gatinho. E nunca ninguém deu conta, o que de tão normal ser nem reparo merece.
Quando a mulher repara no marido, ( em percentagem)
Fazer a cama e arrumar o quarto, 1,82%
Aspirar e arrumar a sala, 2,1%
Lavar a louça e arrumar a cozinha, 2,37%
Depositar o lixo e mudar a areia do gatinho, 2,85%
Atestar o depósito e lavar o carro dela, 2,97%
A ver pornografia na Net, 100%
Você é uma autêntica fada do lar. Essas alíneas, exceptuando putativamente a última, quase o habilitam a desempenhar as funções de Presidente da República.
https://www.noticiasaominuto.com/tech/1 432162/site-pornografico-junta-se-ao-com bate-ao-covid-19-em-italia
https://pt.pornhub.com/
Agora a sério. Experimente a Netflix
Isto das ruas vazias é um fenómeno lisboeta.
Na minha aldeia a generalidade das pessoas trabalha em fábricas. As fábricas estão todas a laborar a 100%. As ruas e estradas continuam a ter tanto movimento como sempre têm.
Já agora, e como é evidente, os trabalhadores das fábricas continuam a contaminar-se mutuamente com o Covid-19. É por isso que eu digo, não basta fechar as escolas, é preciso também fechar as fábricas – como, ao que parece, Espanha está a fazer.
Fechar as fábricas? Já agora também os serviços. E as produções agrícolas.
É decretar já a falência do País.
Decretar a falência do país (? …)
O país já está falido, entre divida publica e privada são 750 biliões.
WW