Tal como os aniversários, as eleições também se prestam a balanços. Olho para trás. Há quatro anos, ou mesmo há seis, arredondando, há dez anos, do que nos falavam os políticos em época de eleições? Não me refiro à espuma, mas à substância. Aos dossiers dos… como é que eles dizem? Dos "problemas estruturais". Educação, Justiça, a reforma da Administração Pública…
Os problemas estruturais que paralisavam o país, que era urgente resolver. Há quantos anos são urgentes?

Há uma urgência nova: a dívida externa. Apresso-me com isto para me adiantar ao Tric e ver se consigo dar um momento de descanso a quem nos visita.
Caro João, não esquecer que a culpa é de Sócrates Madoff. Sem mencionar este facto o trique-traque teria de cá vir de certeza absoluta…
Ei-lo!
Eureka “( oxalá eu esteja certa) – o João encontrou a formula eheh.
É escusado.
Quando Portugal se prepara para fazer Grandes Obras Publicas e consequentemente endividar o país, caso a aliança Socrates Madoff + Passistas vença, a questão que se coloca é, quem vai pagar ? existe alguma mina de ouro em Portugal ? os Governos passam, mas as contas ficam!!
é apenas mais um problema de outra natureza e dos graves, a ser acrescentado aos que a Teresa Ribeiro enunciou. Realmente, será que Portugal é masoquista!!??
Há quatro anos e meio vivíamos melhor.
Mas a definição de estrutural implica exactamente uma ideia de tempo longo. Apresento aqui um pequeno texto que nos lembra isso mesmo.
“Os tempos vão de reclamação e protesto. Contra os erros sociaes reclamam os povos. Contra os erros dos povos reclamam as classes. Contra os erros das classes reclamam os homens. Contra os erros dos homens reclamaremos nós. Miau! […]
E o que reclamamos nós?
Tudo!
Tudo, menos mais impostos.
Menos mais asneiras.
Menos mais empregos.
Menos mais tentativas de restauração monárquica.
Menos mais revoluções armadas.
E depois, e sempre:
Juízo!
Bom senso!Moderações de apetite à gamela do Estado!
E o bacalhau a três vinténs que nos prometeram, pois o prometido é devido!
Miau!”
Foi assim que se estreou o jornal humorístico portuense “Miau” a 21 de Janeiro de 1916.
O “menos mais empregos” será um antepassado dos jobs for the boys ? À excepção do bacalhau a três vinténs tudo o resto me parece muito actual (até a questão da monarquia).
Antes do (des)Governo de Sócrates, vivíamos MUITO melhor! Sobre a campanha socialista…
Na verborreia eleitoral
de tonalidade maliciosa,
é tal a jactância visceral
de propagação infecciosa.
O arroubo elevatório
é por demais evidente,
sendo público e notório
a essência decadente.
A lotaria eleitoral
distribuirá poleiros,
é a certeza visceral
de valores foleiros.
E sobre “contabilistas” criativos…
A contabilidade criativa
é uma grande habilidade,
para uma gestão putativa
cheirando a ilegalidade.
Os talentos empilhadores
das máquinas eleitorais,
são autênticos servidores
de negociatas imorais.