Sei que já vem tarde, mas só agora li as sequelas da famosa altercação entre Teresa Caeiro e Alfredo Barroso, que começou quando aquela tratou este por “senhor Alfredo”. Durante o debate, Mário Crespo protagonizou uma moderação em que conseguiu a habilidade de simultaneamente evidenciar a sua larga experiência (não perdendo a calma) e a sua tendência para o ridículo (tentando, qual educador, que os seus pupilos fizessem as pazes em directo). Dias depois, no Expresso (o segundo palco do combate) lançou, no seu estilo sempre diplomático, uma ferroada a Alfredo Barroso: “o surpreendente é que um homem deste calibre tenha consentido em se deixar ofender por não ter sido interpelado por um título académico”. Crespo, na sua candura não percebe, ou finge não perceber, que o que interessa não é o meio por que o insulto é feito, mas sim o objectivo de insultar. A maioria dos insultos pode ser quase um elogio se dito amigavelmente, e aposto que, por exemplo, se Teresa Caeiro tivesse tratado o seu adversário pelo aparente mais simples “Alfredo”, este não se teria indignado. Por outro lado, se Barroso tivesse respondido ao artigo de Mário Crespo tratando este, por exemplo, por “o gordo” Crespo ter-se-ia logicamente indignado, não obstante tratar-se meramente de um juízo de facto.
Desplantes
José Maria Gui Pimentel,

Por acaso acho que chamar gordo é uma maldade porque nem sempre a pessoa tem controle sobre o peso. Agora, por exemplo, comentar negativamente as gravatas do Mário Crespo já seria apropriado e, convenhamos, muito justo!
Nessa contenda, meu caro, acho que o vencedor ainda é o Rui Santos, a léguas. Por outro lado a minha ideia passava por uma observação verdadeira mas despropositada, o que não seria o caso desta, que até seria propositada… 😉
francamente acho a senha que mostram contra mário crespo um bocado indigna. gravatas!!!!gordura!!!o que ´que tudo isso tem a ver com um homem que é, afinal, apenas o melhor jornalista que portugal tem. tenham juízo. caeiro e barroso são dois operadores politicos, estiveram bem um para o outro. o resto é banal
Ricardo, creio que não percebeu. O exemplo do “gordo” é propositadamente absurdo, para chamar a atenção para o facto de que o que importa num insulto é a intenção e não as palavras utilizadas.
De resto, se quer saber, eu até gosto do MC, mais do que do AB. Mas acho que o primeiro esteve infeliz naquele texto.
Nem mais.
Mário Crespo, ninguém te deixa em paz!
É pela barriguita é pelas gravatitas, mas tu lá vais levando a agua ao teu moinho e pé ante pé, lá vais tu de malas aviadas ao encontro do convite do ministro.
Acho que é um misto de dor de cotovelo e valor pela tua pessoa.
Vai-te a eles Mário e voa para bem longe a convite do ministro!
pergunto eu, então por que motivo não nos indignamos quando todos recorrem ao “senhora” para se referi a Angela Merkel?