Noite de feira no Parque, a primeira este ano. Duas compras e uma desilusão. As compras foram Gaspar Ruiz, de Joseph Conrad, de quem tenho quase tudo, e A Asa e a Luz, de Rabindranath Tagore, de quem não tinha nada. A desilusão foi não ter encontrado o que quer que fosse de David Mourão-Ferreira, nem na Presença. Extraordinário!
Desilusão no Parque
modosdever,

Por coincidência, Fernando, também andei na Feira do Livro à procura de uma obra dele, ‘Gaivotas em Terra’. Não há. Encontrei ‘Um Amor Feliz’, em bom estado, num pavilhão de alfarrábios. Mas não era o livro de DMF que eu queria. Informam-me livreiros que as obras dele deixaram de ser editadas praticamente desde que morreu, em 1996. Assim vai o mercado editorial português: era uma vez um bom escritor, poeta admirável, ensaísta reputado, ficcionista outrora afamado, que morreu duas vezes.
Haverá um Sherlock que deslinde este caso?
Há duas hipóteses, Pedro, e ambas me atormentam, a primeira que as editoras estejam reféns da literatura-de-hora-de-ponta, a segunda que o erotismo esteja a desaparecer…
falando de Cultura
Depois da troca do “bofetadas” pelo ministro poeta, a cultura portuguesa subiu 564 pontos no ranking Universal.
Hoje Portugal pode orgulhar-se do trabalho insano do nosso “marciano” ministro.!
(
Não posso estar de acordo consigo, meu caro, pois as obras de DMF foram desaparecendo desde a sua morte, em 1996, e isso responsabilizaria se fosse caso disso vários ministros da Cultura e não apenas o penúltimo.