Fixem estas datas: 10 de Maio de 2010, 29 de Setembro de 2010, 15 de Outubro de 2010. Em todas elas, o primeiro-ministro e o seu principal acólito revogaram o programa eleitoral do PS, as mais emblemáticas promessas e “garantias” anteriormente expressas e todo o cenário macro-económico em que baseavam a governação, traindo as expectativas dos portugueses em geral e dos eleitores socialistas em particular. Em nenhuma destas datas ouvimos um pedido de desculpas do primeiro-ministro e do seu principal acólito. É todo um estilo de governar que está aqui. Nas expectativas defraudadas e na arrogância de quem é incapaz de reconhecer um erro.
Desculpem qualquer coisinha
Pedro Correia,

E, mais surpreendente do que isso – que já seria suficientemente surpreendente -, há quem goste e defenda. Somos um povo de sádicos e de masoquistas, cada qual ocupando o seu respectivo papel, e só isso explica esta paz, embora podre, em que vivemos.
Pois, Carlos. Custa-me a crer, de qualquer modo, que ainda haja 35% de masoquistas, prontos a premiar tanta incompetência e tanta ‘inverdade’.