DELITO há cinco anos


Pedro Correia,

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Cristina Torrão: «Apesar de ter tido a sorte de nascer num lar de professores primários e começado a juntar as primeiras letras com quatro anos, não preciso de ir muito longe, a fim de confirmar o analfabetismo que grassava no nosso país até meados dos anos 1980. Não tenho pejo em afirmar que, dos meus quatro avós, só o meu avô materno se sentou nos bancos escolares, concluindo o antigo quinto ano do liceu e tornando-se funcionário público.»

 

JPT: «Porque hoje reabriram as esplanadas li neste rossio facebook vários desvalorizando o nosso afã convivencial. Aos que aqui assim noto sei-os afectos a esse constante cerzir da pobre manta de retalhos que associa “direita” a “enfado” com o povoléu, o eunuco blaseísmo “lisboeta”. Lembro então que George Steiner, que não era “marxista cultural”, definiu a “Europa” como um espaço onde há … cafés.»

 

Paulo Sousa: «Dez anos volvidos após o pedido de assistência financeira, o PS, partido que governava e governa Portugal, desencadeou nesse acto uma sequência de dificuldades de má memória. Muita água já passou por baixo das pontes mas há uma pergunta que nunca foi respondida. Por que raio é que chamaram a Troika??»

 

Eu: «O jornalista perdeu a paciência perante tanto desrespeito à sua função em antena – que é a de obter respostas, não propaganda. «Vai andando à volta e não responde», concluiu, cortando a palavra ao sonso que afrontara Marcelo na rede social mas se furtava à polémica em televisão. Eram 15.39: tinham passado onze minutos. Voltava a imperar o jornalismo, a cartilha era devolvida ao Largo do Rato. Lá é que está bem.»

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