Uma pergunta ainda sem resposta


Paulo Sousa,

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Dez anos volvidos após o pedido de assistência financeira, o PS, partido que governava e governa Portugal, desencadeou nesse acto uma sequência de dificuldades de má memória.

Muita água já passou por baixo das pontes mas há uma pergunta que nunca foi respondida. Por que raio é que chamaram a Troika??

19 comentários em “Uma pergunta ainda sem resposta”

  1. Resposta óbvia: Por causa do Cavaco ou do Passos ou do Portas, ou qualquer outro pós-neo-ultra-liberal , por causa da governação miserável de Sócrates é que não foi

    Pedro Cunha

  2. Toda a gente sabe: foi o chumbo do PEC IV. Se não tem sido essa irresponsável coligação negativa, ainda hoje o Eng. Sócrates seria PM e a conta Suíça do amigo dele já iria nuns 100 milhões, e não naqueles embaraçosos 34.

  3. Na sua edição “online” de hoje (a outra não a consultei), o Público, em noticiário, não como opinião, recorda esse pedido de assistência financeira, feito a seis de Abril de 2011 pelo governo de José Sócrates. Fá-lo notando que “Portugal fechou em Maio [de 2011] o memorando, no qual constava a lista de medidas de austeridade e reformas que foram aplicadas pelo governo de Passos Coelho”. Faltou, é claro, acrescentar que esse governo de Passos Coelho tomou posse a 21 de Junho de 2011, na sequência de eleições a cinco desse mês, o que seria talvez de elementar objectividade e tornaria evidente, para os mais distraídos (e parecem ser a maioria) que um governo negociou o que foi imposto a outro governo.

    Mas seria esperar demasiado do Público: uma grande maçada quando a liturgia e a catequese oficiais, de que o jornal é fiel apóstolo, dificilmente se permite uma semana sem culpar Passos Coelho de todos os males do país. Em todo o caso, vem esse texto do Público apresentar as medidas resultantes desse memorando e que o executivo de António Costa ainda não reverteu (mas com o cuidado de deixar claro que “muitas delas foram revertidas”, embora de facto ainda as haja, escreve-se,”nunca ‘destroikadas'”).

    Enfim, alguém andará distraído.

    1. Tem toda a razão mas o problema é que Passos ganhou as eleições com base em anúncios que prontamente foram desmentidos e isso é grave e resultou na maioria negativa que o tirou do poder e permitiu ao actual PM e sobretudo ao PS manter-se no activo para infelicidade de uns poucos quantos teimosos (mas com razão) que pensam e agem em oposição ao vale tudo.

      WW

      1. Ah ok, I get it.

        Mas também ficou a sensação de uma oportunidade perdida — a mesma oportunidade que o PR Marcelo viu na pandemia, de virar a gestão do País para a governação com verdade. E houve uma incapacidade de Paulo Portas (e do PSD) de interpretar o que os seus 15% representavam. Isto é, por que razão as pessoas lhe tinham dado tantos votos. Porque a maioria que obtiveram não era da mesma natureza das que Cavaco obteve (não era o mesmo deslumbramento saloio com a Europa e com as pastinhas azuis de Bruxelas). Depois, o tipo de escolhas para a equipa ministerial, o tipo de opções executivas e de coisas que tinham dito que não seriam feitas e que acabaram por ser feitas da maneira errada — tudo isso acabou por defraudar todos esses eleitores que queriam uma mudança que não chegou a acontecer.

        Tudo isso demonstrou que Portugal não tem partidos nem pessoas capazes, suficientemente bem-formadas para transformar o País. Não tem. É tudo gente ignorante, com uma enorme fraqueza moral e outras co-morbidades políticas.

  4. Eu acho que chamaram por causa do Passos Coelho.
    Mas quem deve saber ao certo são Ministros do Governo liderado pelo Sócrates. Ainda se algum deles estiver em cargos públicos, seria de perguntar. Mas assim de repente não me lembro de quem esteja nessas condições.

  5. Toda a gente de boa fé sabe que a vinda da Troika nunca foi um problema, o mal foi ter ido para além da Troika.
    #Socratesbem
    #Passosmuitomal

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