DELITO há cinco anos


Pedro Correia,

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João Pedro Pimenta: «Há uns quinze anos que João Lopes e Nuno Galopim nos dão as suas opiniões, críticas, sugestões e claro, imagens e sons de cinema e de música (a que se podem acrescentar outras artes, como a literatura, a arquitectura e a BD), numa lida imparável e incansável onde é difícil fazer a triagem e as escolhas. Mais do que um blogue, é um universo blogoesférico. O Sound + Vision é o blogue da semana.»

 

João Sousa: «O abnegado estadista António Costa, ecoam os jornais, “quer ficar para gerir a crise”. Nesta novilíngua que nos vai atropelando, temos agora uma nova unidade de medida: “milhares de milhões” (de euros de fundos europeus) passam a chamar-se “crise”.»

 

Pedro Belo Moraes: «No discurso da vida toda a contradição é recomendável. Numa contradição meramente aparente, digo-vos, a contradição é mesmo o caminho mais verdadeiro. Só convictamente acreditando numa coisa, experimentando-a e vivendo-a, teremos sobre ela propriedade, ao ponto de mais tarde e maduramente para o seu contrário mudarmos. Vimos, sentimos, estivemos, conhecemos. A contradição é mãe da mudança, essa filha da liberdade. Em tanto da nossa vida só assim verdadeiramente chegaremos à nossa verdade.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Parte cedo, muito cedo. E é sempre demasiado cedo quando se está na força da vida e se tem tanto para dar.»

 

Eu: «Transitaram da “emergência” à “calamidade” – escolha absurda das palavras. Como se ignorassem o idioma. Mantiveram o “dever geral de recolhimento”, para todos nós, como se isso fizesse algum sentido no momento em que apelam quase em desespero à vinda de turistas ingleses. Como se uma coisa jogasse com a outra. (…) Eis uma estranha forma de governar.»

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