
Maria Dulce Fernandes: «Correm-me abundantes lágrimas à lembrança daquele Verão de 1984 em Albufeira, com a transmissão em directo da prova de Maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em pé junto ao balcão de um cafezinho apinhado de gente, em frente a um pequeno aparelho de TV. Ver o Carlos Lopes chegar à meta em primeiro, vê-lo subir ao podium, ver a nossa bandeira no mastro mais alto e ouvir o nosso hino tocar foi de uma emoção avassaladora.»
Paulo Sousa: «Por motivo de rotina familiar, frequento a piscina municipal da Batalha. É óptimo que este tipo de infraestrutura exista também fora dos grandes centros, mas a realidade é que não é invulgar estarem no edifício mais funcionários do que utilizadores. Cada vez que não consigo deixar de ignorar o que está à frente dos olhos, lembro-me que existem no país quase trezentos municípios, que a pobreza aflige um quinto dos portugueses e que um terço dos pobres têm emprego.»
Eu: «Como é possível o empresário Vieira ter chegado a acumular dívidas de mais de 410 milhões de euros a uma instituição hoje comprovadamente descapitalizada e ainda por cima agir como virgem ofendida, como se fosse ele o credor? Por que tortuosas vias se movimenta alguém que declara apenas possuir em nome próprio um palheiro com logradouro enquanto se gaba de gozar “uma boa reforma” e prescinde até de remuneração no exercício da presidência da SAD do Benfica? Como é que o autoproclamado “homem do povo” degenera em campeão do calote?»

frequento a piscina municipal da Batalha. É óptimo que este tipo de infraestrutura exista também fora dos grandes centros
Não somente existem, como também são frequentemente de melhor qualidade do que as que há nas grandes cidades.
Eu frequentei a piscina municipal de Oliveira do Bairro, que é excelente.