De luto pela Ucrânia


Pedro Correia,

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Foto: Maksim Levin / Reuters

 

O número de militares ucranianos que perderam a vida ao longo deste ano de invasão da Rússia pode ascender a 100 mil.

Pelo menos oito mil civis foram mortos. Outros números apontam para quase 30 mil.

Cerca de 13.300 civis feridos – números mínimos.

Pelo menos 487 crianças assassinadas.

Outras 954 feridas com gravidade.

«Nem o mais simples aspecto das vidas infantis foi poupado neste conflito», salienta a UNICEF, acrescentando que para elas este foi «um ano de terror». 

A percentagem de crianças a viver na pobreza na Ucrânia quase duplicou ao longo deste ano, passando de 43% para 82%. 

O número de refugiados ucranianos noutros países europeus ultrapassa já os oito milhões – o que corresponde a cerca de 20% da população do país, segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados.

Há neste momento cerca de 5,9 milhões de desalojados internos no país.

Milhão e meio de crianças ucranianas sofre de ansiedade, depressão, stress pós-traumático e outras doenças do foro psicológico.

Milhares de equipamentos civis foram arrasados na Ucrânia – incluindo escolas, infantários, creches, hospitais, enfermarias, maternidades, igrejas, conventos, teatros, museus, salas de concerto, oficinas, lojas e habitações.

O PIB da Ucrânia caiu 30,4% em 2022.

O défice orçamental do país pode registar uma acréscimo de 38 mil milhões de dólares em 2023.

Os prejuízos materiais causados pela agressão russa à Ucrânia ascendem já a mais de 750 mil milhões de dólares.

Os danos ambientais deste conflito ultrapassam 48 mil milhões de dólares.

22 comentários em “De luto pela Ucrânia”

  1. “Zelenski diz que a Ucrânia só vai parar quando os assassinos Russos forem punidos”
    Zelenski não deve ter um televisor no seu gabinete para ver os destroços amontoados e as vitimas inocentes, desesperadas e desprotegidas do seu sinistro heroísmo.
    Estará a espera de ser o último Ucraniano sobrante da guerra mortífera que lhe tolda os sentidos da razão.
    Para de seguida, no limite da morbidez do cinismo que o sepultará, pedir aos seus mortos que lhe façam uma estátua do sangue que derramaram.

    1. Milhões de vítimas de Putin, na Ucrânia e na própria Rússia, merecem-lhe a si, um ano depois, um chorrilho de insultos a Zelenski.
      Está ao nível de Paulo Raimundo e dos deputados do PCP, que hoje recusaram prestar homenagem às vítimas da agressão russa à Ucrânia num minuto de silêncio no parlamento.
      https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2023-02-24-Assembleia-da-Republica-cumpre-minuto-de-silencio-pelas-vitimas-na-Ucrania-92502d8f

          1. Opinar, acentuar, divergir ou ignorar não significa acompanhar. Isenção também se usa.

  2. A guerra é horrível, principalmente quando existem baixas civis e especialmente quando se trata de crianças.
    No Iraque aquando da invasão americana e dos seus parceiros, segundo relatórios oficiais, morreram milhares de crianças e o país ficou em destroços.
    Poucas vozes se fizeram ouvir nessa altura

    1. Um ano depois do início das atrocidades russas na Ucrânia, com Putin a transformar pelo menos 18 milhões de ucranianos em refugiados, provocando o maior êxodo populacional neste continente desde a II Guerra Mundial em poucas semanas e procurando quebrar também a espinha à economia da Europa, onde estamos inseridos, há quem venha a falar no Iraque.

      Se for preciso até falam das Guerras Púnicas para fingirem que nem sequer existe esta invasão ilegal e injustificada de um país soberano pela maior potência nuclear do planeta – com a agravante de Moscovo ter lugar permanente no Conselho de (In)segurança da ONU.

      Que tristeza. Parece que estou a ler o ‘Avante!’ enquanto leio estes comentários.

      1. Se quer algo mais recente para avivar a memória, veja o que Miguel Esteves Cardoso disse ao DN em 2021 sobre a invasão americana ao Afeganistão e se lhe interessar publique, como publicou hoje a crónica do mesmo sobre a Ucrânia.

    2. “No Iraque aquando da invasão americana e dos seus parceiros, segundo relatórios oficiais, morreram milhares de crianças e o país ficou em destroços.”

      Que eu saiba foi a Al-Qaeda aliada aos antigos esbirros do regime de Saddam que se explodiam em mesquitas, praças e pontes…

      O 25 de Abril também matou mais de 1 milhão de pessoas?

    1. Mais do mesmo.
      Na linha dos médicos de família para todos os portugueses prometidos em 2016.
      Na linha das 7500 casas do património habitacional público prometidas em 2016 e nunca saíram da propaganda.

      1. Como era o slogan do PS (PS/Geringonça) nos tempos da euforia, ou no pico da arrogância??
        Ah, lembrei: “Palavra dada, palavra honrada”!
        Que estranho, há muito que essa basófia ficou desmoralizada … sumiu …

  3. Hoje faz um ano que o Putin (conhecem?) lembrou-se de invadir a Ucrânia para anexar Donbass.
    Confesso que os meus conhecimentos de geopolítica são ao nível dos nossos comentadores da bola, mas mete-me muita confusão uma guerra com tantos mortos, tanta miséria, tanta destruição, para conquistar um território, que mais ou menos comparando as áreas envolvidas dos dois países e do território de Donbass, seria como Portugal e Espanha se envolvessem numa guerra por causa de Olivenç(z)a.
    Não percebo.
    Como também ainda não percebi o que o senhor Guterres tem feito, ou qual o resultado das sanções.
    Mas lá está, sei tanto disto como os comentadores da bola.
    Mas que isto está perigoso, está.
    Bom fim de semana Pedro Correia. (na medida do possível)

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