
Helena Sacadura Cabral: «Religião, fé, espiritualidade, não são, por norma, matérias atractivas na Blogosfera. Aqui eles são encarados de uma forma que merece atenção a quem se interesse por estes assuntos.»
Patrícia Reis: «A mulher desfez a mala com gestos de cansaço que, à partida, por serem de cansaço, a irritam ainda mais. O corpo mantém o nível de doer, mas ela insiste: é apanhar a roupa, dobrar o corpo, voltar ao cesto da roupa suja. Na memória tem ainda as palavras trocadas antes, a inutilidade das palavras quando se quer fazer o melhor e se faz o pior. Um ser humano deveria ser um jogo de computador e passar apenas de nível de acordo com as suas competências. As dela não servem sequer para fazer roupas de máquina.»
Teresa Ribeiro: «Antes, quando ficava feliz na expectativa de algo que depois não acontecia, recriminava-se pela sua precipitada euforia. Agora já não lamenta esse género de equívocos. Prefere pensar que apesar dos enganos ninguém lhe tira a alegria que sentiu, mesmo sem motivos.»
Eu: «Sei de cor a letra da Grândola e de muitas outras canções de José Afonso – e garanto que sou capaz de cantá-las sem desafinar. Até por isso, tenho-me espantado de ver tanta gente eleger como forma de protesto este tema enquanto ignora os versos e desfigura a música até ao limiar da caricatura, como os telediários têm registado. Mais surpreendido ainda fiquei ao tomar conhecimento, pela reportagem do Público, da fraca adesão que teve ontem – dia do 26.º aniversário da morte do autor de Menino do Bairro Negro – a romagem ao cemitério de Setúbal, onde o cantor está sepultado numa campa humilde. Sem pedra tumular, como era seu desejo.»

Década depois do seu comentário só posso concordar com a transcrição.
Acontecem essas manifs de calendário,desde que a cantiga lhes abriu as bocas.
Náo conhecer a letra,não conhecer o programa,não saber alicerçar uma proposta também faz parte.E barulho,muito barulho.