2 comentários em “Das alterações nos conceitos socialistas”

  1. Caro jaa
    o que se passou não foi manifestar o direito à indignação.
    O que se passou em Faro foi simplesmente provocação. Dirigida por membros de outros partidos, como o caso de um assessor do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, que era um dos mais activos.
    Como sabe há regras para manifestações e independentemente de serem ou não autorizadas (dou isso de barato) existe uma norma de distância mínima que não foi cumprida. Esses elementos estavam a escassos 15m do perímetro do recinto do comício e a polícia, que está sempre presente em todos os comícios, não lhes disse nada sobre isso.
    Só quando a questão começou a ultrapassar certos limites e alguns elementos – de ambos os lados – ficaram mais exaltados é que interveio.

    Deve perceber que sou do PS, mas não sou cego e por isso digo-lhe acho muito bem que hajam manifestações de todos os sentidos, mas que saibam respeitar a liberdade dos outros, e aí dou razão ao comentário do Sócrates -é pena que haja gente que não saiba viver em democracia.

    1. Caro Anónimo (assumindo que é esse o seu nome):

      Eu acho que as pessoas que se manifestavam contra Sócrates cometeram excessos. Mas, no final dos anos 80 e início dos 90, o «direito à indignação» servia ao PS para justificar, ou pelo menos fechar os olhos a, coisas muito piores. Ou vai-me dizer que, por exemplo, os distúrbios da Ponte 25 de Abril foram legais, não foram manipulados por partidos, etc? Na altura não ouvi socialistas queixando-se de que as pessoas não sabem viver em liberdade.

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