Da série “Excelentes Capas”


Pedro Correia,

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Primeira página do diário espanhol Marca, hoje

26 comentários em “Da série “Excelentes Capas””

  1. A capa do diário espanhol “MARCA”, da série “Excelentes Capas”.
    As capas dos nossos jornais são alarmistas, só mostram pessoas a fugir.

      1. Então, e peço desculpa dos direitos de autor, com tantas imagens …..de jornais nacionais de milhares de pessoas a fugir à canalha talibã para escolher publicar, começa por escolher esta Capa. da “MARCA” espanhola.

  2. Aquilo é da inclemência dos climas.
    Seguem o camarada Varufaki, —Aguentem-se aí irmãzinhas que eu cá vou bem no imperialismo,capitalismo,em todos os neos do ocidente vou benzinho.Ir aí festejar convosco?
    Só quando for obrigado,obrigado.Aguentem-se!

  3. A “BOLA”, uma espécie de “MARCA” para os pequeninos, tem na capa de hoje outro tipo de preocupação, se o ENCARNADÃO mete a quinta (seja lá o que isso for) devidamente ilustrado com uma foto a página inteira do Ayattolah Jesus.
    Cada mais tem o jornalismo desportivo que merece

  4. Despacho hoje publicado em Diário da República integrado na série “Os Talibãns”

    Lista de alimentos PROIBIDOS nos bares das escolas:
    Pastelaria; bolos ou pastéis com massa folhada e/ou com creme e/ou cobertura ou bolos tipo queque.
    Salgados; rissóis, croquetes, empadas, chamuças, pastéis de massa tenra, pastéis de bacalhau ou folhados salgados.
    Pão com recheio doce, pão-de-leite com recheio doce e croissant com recheio doce.
    Charcutaria;sanduíches ou outros produtos que contenham chouriço, salsicha, chourição, mortadela, presunto ou bacon.
    Sandes ou outros produtos que contenham ketchup, maionese ou mostarda.
    Bolachas e biscoitos.
    Refrigerantes de fruta, bebidas energéticas, bem como os preparados de refrigerantes.
    Rebuçados, caramelos, pastilhas elásticas com açúcar, chupas ou gomas.
    Snacks doces ou salgados.
    Sobremesas doces.
    Barritas de cereais.
    Refeições rápidas, hambúrgueres, cachorros-quentes, pizzas e lasanhas.
    Chocolates.
    Bebidas com álcool.
    Molhos, designadamente ketchup, maionese ou mostarda.
    Gelados.

    Lista de alimentos que passam a ser OBRIGATÓRIOS:
    Água potável gratuita.
    Garrafas de água mineral natural e água de nascente.
    Leite simples meio-gordo e magro.
    Iogurtes meio-gordo e magro sem adição de açúcar.
    Pão, de mistura com farinha integral e com menos de 1 g de sal, por 100 g de pão.
    Fruta fresca,da época, podendo ser apresentada como salada de fruta fresca sem adição de açúcar.
    Saladas.
    Sopa de hortícolas e leguminosas, no caso dos estabelecimentos com ensino nocturno.

    Estamos quase lá. Só espero é que em Setembro os putos para irem para a escola não tenham de ser acompanhados por um elemento masculino da DGS.

    1. Água engarrafada não é anti-ecologica?

      O diploma estabelece ainda o fim das bolachas e biscoitos, nomeadamente as “bolachas tipo belgas, biscoitos de manteiga, bolachas com pepitas de chocolate, bolachas de chocolate, bolachas recheadas com creme e bolachas com cobertura”.

      Aquela eliminação no Euro foi vingada.

  5. Sim, Pedro, “que vai ser delas?”
    Quando começou esta torrente infeliz, com o desfecho que se adivinha, lembrei-me delas, as “zohras”, as meninas que protagonizaram esta excelente reportagem da Antena 1.
    Se me permite coloco aqui o link:
    https://www.rtp.pt/antena2/videos/zohra-uma-partitura-para-a-liberdade-orquestra-feminina-do-afeganistao_4078

  6. Tenho forte convicção de que a Joacine e as Capazes vão a caminho para prevenir qualquer agressão do patriarcado.

      1. Sem dúvida. Aparentemente estão a ser tomadas algumas medidas que fazem sentido, como retirar de lá os que estiverem ao serviço dos ocidentais e as famílias, no entanto, ficará sempre alguém para trás.
        Vamos ver mas não se augura nada de bom.

        1. Entretanto acontecem coisas como estas. Um avião militar australiano que hoje descolou de Cabul transportou apenas 26 pessoas, mesmo tendo capacidade para levar 128.
          https://www.theguardian.com/australia-news/2021/aug/18/australia-rescues-just-26-people-from-afghanistan-on-evacuation-flight-with-space-for-128

          Recordo que a Austrália foi um dos 89 países – Portugal incluído – que participaram na vasta coligação internacional que se manteve desde 2001 no Afeganistão. Largos milhares de pessoas – médicos, juristas, militares, professores, funcionários públicos, tradutores, motoristas – colaboraram durante estes anos com essa coligação, devidamente mandatada pela comunidade internacional. Estarão seguramente na primeira linha dos que sofrerão às mãos dos novos detentores do poder em Cabul.

          Interrogo-me se não haveria, com inteira justiça, mais do que 26 pessoas dignas de serem resgatadas neste voo militar. Que envergonha a Austrália.

      1. Nunca alguém quis saber, não seria agora que iria mudar. Embora seja dos países mais “conhecidos” mundialmente, antes pela resistência aos soviéticos, recentemente pela invasão americana.
        Mais um Estado falhado. Um cenário de assaltos militares e pouco mais.
        Reconheça-se a, ainda que óbvia, sinceridade de Biden, ao afirmar que os Estados Unidos “jamais tiveram o objetivo de construir um país” no Afeganistão.

        1. É perguntar aos afegãos se preferiam viver como viveram neste “estado falhado” que lhes trouxe liberdade durante 20 anos (uma geração inteira) ou se preferem viver agora novamente sob o domínio cavernícola dos talibãs.

          Eles – e elas, sobretudo – estão a responder há várias semanas, abandonando o país em massa. Por vezes sem levarem mais nada senão a roupa que têm vestida.

          Quanto a Biden, nada de novo. Repete o triste papel desempenhado por Ford em 1975 em Saigão e por Carter em 1980 em Teerão. Mais do mesmo. Terá direito a um belo rodapé nos futuros manuais de história.

          1. Também se pode dizer que a fraquíssima resistência ao avanço dos talibãs e as deserções em massa do exército mostram bem qual o grau de adesão que havia ao governo que a NATO foi lá impor.
            O que tem lógica se pensarmos nisso.
            Imagine que um exército de barbudos vinha a Portugal e declarava que o governo português passava a ser nos moldes que eles exigiam e eles tinham a última palavra sobre quem governava. Ao mesmo tempo guerreavam militarmente os opositores com total desrespeito por danos civis e instituía tribunais de exceção para julgar os crimes cometidos pelas próprias forças. Qual seria a sua adesão a um governo desse tipo?

      2. Não tratei de desvalorizar a desgraça que se abate sobre o Afeganistão, cuja história de intervenções interesseiras e abandonos calculados dão que pensar. Apenas e só lembrar que pode ser ruinoso focar toda a atenção em incêndio longe de portas enquanto a nossa casa vai cheirando a queimado, com a desconfiança teimosa de que o fósforo detonador pode ser ativado pelas mesmas mãos.

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