46 comentários em “Partir os dentes à reacção”

  1. Um ex-comunista é apenas um comunista que precisa de uma casa maior para arrumar os livros, e/ou que se fartou de passar férias em Armação de Pera e ir para lá num Clio de 2004.

      1. Eu não, mas comunistas que transitam para a maçonaria só mudando o tipo de roupa que vestem, arrisco que sim. PS: dito isto, sendo filho de donos de uma Dyane 6, dois Visas, um AX e um C3 (sucessivamente), sempre vi a Renault como o nosso inimigo figadal.

          1. Nada como uma Mitsubishi L300, um Ford Cortina ou o Toyota Starlet :-))))
            E a minha mãe com um mini… :-)))))

          2. Um Mini dos verdadeiros ou um destes “Mini” maiores do que um Golf que se vendem agora?
            Os Cortina tinham “pinta”. Também tenho um fraquinho pelos Capri (as duas primeiras gerações).

          3. Não, só do povo, os de hoje são de povo com a mania que é rico 🤣🤣
            Alguns parecem um autocarro. Era mesmo igual ao preto da página só que em azul: https://www.motorbiscuit.com/cars-and-bids-bargain-week-1988-rover-mini-jet-black-edition/

            O Cortina era amarelo com tejadilho preto, pouco me lembro dele. Então e o Datsun 1200? O meu pai ainda teve ideias de se meter num Audi Quattro mas aquilo era carro do diabo.

          4. Ah, sim, os famosos tejadilhos de vinil preto tão populares nos anos 70 porque faziam os carros parecerem descapotáveis.

            Os Datsun 1200 ficaram com alguma má imprensa no imaginário popular. Por um lado, eram razoavelmente baratos e tão fiáveis que foram usados em trabalho até caírem aos pedaços, deixando a imagem de carros ferrugentos e decrépitos aí nas estradas. E depois, tendo sido herdados por muitos adolescentes como primeiro carro quando os seus pais o trocaram por outro, foram das primeiras vítimas sistemáticas dos nossos tuners quando ainda nem se sabia cá o que era o tuning.

            Audi Quattro? Sim senhor, tínhamos aí um homem de cultura, um connoisseur, um epicurista.

            Mini: nice…

            Há vinte anos, tive a oportunidade de comprar um Mini 1000 por 750 euros (hoje, com sorte, compra-se um por mais um zero à direita). Não o fiz, uma das várias más decisões que fui tomando. Muitas coisas talvez fossem, hoje, diferentes se eu tivesse comprado aquele carro. Para começar, talvez não tivesse passado estes mesmos vinte anos sem sequer tocar no volante de um automóvel.

        1. Agora lembrei-me de quando Francisco Assis disse que “qualquer dia ainda queriam que o presidente do grupo parlamentar do PS andasse de Clio”. Talvez tenha razão e o Clio seja, de facto, viatura non grata na maçonaria.

  2. Depois vêm estes mesmos ilustres políticos “educar” as gerações mais novas no que diz respeito ao comportamento nas redes sociais [discursos de ódio, bullying, etc. etc. etc.]
    Cambada de hipócritas.

  3. Dará vontade de rir, Mestre!… O problema é que este sentimento está presente para lá destas duas personagens. O problema é que estes indivíduos só não concretizam o que afirmam por dois motivos:
    – são os habituais heróis de sofá – ah e tal mas fogem à primeira;
    – ou então porque ainda resta um bocadinho de Democracia e autoridade, porque não tenho qualquer dúvida que se esta onda de castração da liberdade continua são dos primeiros cobardolas a colocarem-se a jeito para o fazer, sempre apoiados pela tribo, que sozinhos…

    Grande Abraço,

  4. O camarada Rui é um verdadeiro socialista, e defensor da democracia popular. Ele não vai ao focinho desses pulhas, a comunidade é que vai, após deliberação em plenário. Porque a porrada não é uma acção individual, tem que pertencer ao Colectivo.
    O ciber-Magalhães tem razão quanto à dificuldade na interpretação das palavras. A única real é de que ele é um imbecil resguardado por uma família com décadas de usufruto de poder. A versão contemporânea daqueles filhos de nobres feitos tolinhos da cabeça por gerações de casamentos arranjados em espaço fechado, que se entretinham a empunhar a espada lá no meio das criadas fingindo que estavam no assalto a Jerusalém.

  5. Democracia só para os do partido,e nem todos,como se viu com o Trotski e os seguidores esqueceram.
    Instalando-se no poder é só copiar a História da urss.

    1. O que vamos vivendo é o resultado de se dar a um único lado do espectro político o poder absoluto para definir as regras do que é legítimo no “jogo democrático”.

  6. Posso estar confusa… Mas quando o João Soares disse a alguém que tinha de levar uns tabefes, não foi convidado pelo António Costa a demitir-se? Qual é a diferença da situação presente? Começo a estar farta desta malta que apelida tudo e todos os que discordam

    deles de fascista. O whataboutism tão apregoado por eles, nunca, mas nunca se aplica, e eles p0dem ameaçar tudo e todos. Ao fim ao cabo, não passam de reles ditadorzecos…

    1. É sempre possível encontrar uma “circunstância” para justificar uma decisão diferente. No caso de Costa pretender segurar José Magalhães, seguramente argumentará (e isto se algum jornalista tiver o topete de incomodar o nosso Querido Líder com estas minudências) que João Soares era um ministro e José Magalhães é apenas deputado.

      Na minha opinião, a pressa de Costa em demitir João Soares não teve qualquer relação com o que este fizera. Desde quando Costa se preocupa com conceitos como “decência”? Foi, sim, uma boa desculpa para eliminar a influência que a ala herdeira de Soares ainda pudesse ambicionar.

      1. Bom dia João. Eu percebi isso, mas os dois pesos e duas medidas vindos do mesmo partido, e as pessoas que são incapazes de ver isso, dão cabo de mim. Eu olho para apolitica feita no presente, e parece que não aprendemos nada. Há uma incapacidade total de os politicos acordarem soluções para um bem comum, e como eleitora, não me revejo em ninguém (e infelizmente muitos outros pensam como eu). Eu quero exigir maturidade e sobriedade por parte dos nossos politicos, mas a voz parece ser sempre calada. As pessoas andam desiludidas com a politica, e estão numa inércia que não muda nada. Desculpe o desafabo a esta hora da manhã, mas toda esta conjuntura politica, que só respeita o capilatismo selvagem, deixa-me sem alento 🙁

        1. O eleitorado olha para o Estado da mesma forma que o camponês de há setenta anos olhava, gabando-lhe os sapatos e a “cultura”, para o fazendeiro rico lá da terra: uma possível fonte de trabalho e, com sorte, de uma esmola no Natal.

          Há uma frase no filme “Prince of Darkness” de John Carpenter que me vem com frequência à memória: “só os corruptos são ouvidos agora e eles dizem-nos aquilo que queremos ouvir”. Este é o maior problema do nosso eleitorado: pobre, inculto e ainda com a memória colectiva do Portugal fortemente piscatório e rural de há setenta anos, apoia quem diz aquilo que ele quer ouvir, não quem diga aquilo que tem de ser feito. António Costa diz que “a uma crise não se responde com austeridade” e o eleitorado bate palminhas, esquecendo (ou fazendo de contas que o esquece) a austeridade encapotada da brutal carga fiscal, das cativações pré-covid e da dívida sempre em crescendo (e sempre empurrada com a barriga). O ministro da Economia diz que os números do emprego são “impressionantes” e ninguém o confronta com a larga fatia de “formações” a maquilharem esses “impressionantes” números. Uma indústria partidária cujo “objecto social” é a conquista do poder, governando com uma gestão do Estado apenas para o prazo das próximas eleições; uma indústria de jornalismo, cúmplice, que prefere comentar a eficácia dos jogos políticos em vez de discutor a eficácia das políticas; um eleitorado sonâmbulo que gasta quase um mês por ano nas viagens entre casa e trabalho… cada vez mais descreio de uma solução. Não num país onde as pessoas olham para a famosa “bazuca” como uma vitória do país – em vez de mais uma prova da sua subsidiodependência.

  7. Havia alguém que dizia qualquer coisa como “para os amigos tudo, para os inimigos nada e para os outros aplique-se a lei”. Acho que era correligionário de um outro que quando se sentava na sanita tinha sempre em mente o segredo de justiça.
    Coincidências.

  8. Mas indo à questão na génese:
    Como é possível todos aqueles pategos estarem há anos a discutir (e sem resolver) a eliminação/substituição de nomes de ruas repetidos dentro do próprio município?!

    1. No Seixal, considero como problema de fundo a latente politização na escolha de muitos nomes de ruas (a discussão e os esgares que houve por causa de uma Rua José Hermano Saraiva…).

      Em tese, ruas com o mesmo nome num município não me chocam. Se estão em localidades distintas, a confusão entre elas é uma quase não-questão: a rua José Afonso na Amora é diferente da rua José Afonso na Quinta do Conde e ambas são diferentes da rua José Afonso na Arrentela. Acredito que se possa tornar mais problemático por as várias localidades, bairros e sítios se estarem a aglutinar, devido à constante expansão da construção, numa mesma massa urbanística indistinta. Num médio-prazo, terá de haver algumas mudanças em ruas com o mesmo nome em localidades vizinhas.

      Mais confusão me causa, a mim, Lisboa ter uma Avenida da República e uma Avenida 5 de Outubro – paralelas.

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