«Normas da lei orçamental anual e o decreto-lei de execução orçamental impedem os gestores de usar em pleno as dotações aprovadas pelo Parlamento nas rubricas de pessoal e aquisições de serviços (neste aspecto, somando-se aos constrangimentos criados pelas cativações e outros instrumentos convencionais de racionamento da tesouraria), forçam-nos a escolher recursos de menor qualidade ou a solicitar autorizações a vários membros do Governo, acompanhadas de imensa burocracia, para praticar actos vulgares de gestão corrente – pedidos de autorização que muitas vezes não conhecem decisão em tempo útil.»
Do relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República, sobre a proposta do OE
(sublinhados meus)

Por falar em “constrangimentos” (mais uma palavra desta novilíngua que está rapidamente a entrar na minha lista de embirrações): alguns jornais relatam hoje tempos de espera nas urgências do hospital de Santa Maria que chegaram às 14 horas. Mas a culpa é, claro, do Passos, do Cavaco e, quem sabe, até do Sá Carneiro.
adaptação
«andava o esgarçadinho no gamanço
a trabalhar pró pagode estraveculoso»
finalidade governamental: 10 milhões de funcionários públicos e um empresário sem trabalhadores
A farsa governativa tem no orçamento uma das suas traves-mestras.