
É ético, pois requerido, que amanhã entre a Pátria em pousio, todos nós no dever de seguirmos “concentrados na selecção”, assim no empenho comum de que os Nossos venham a regressar das (luxuosas) areias arábicas com o místico – e regenerador – “caneco”, qual Graal actual. A rota começará às 16 horas, num temível embate com os ferozes ganeses, sempre protegidos pelos seus ímpios manipanços. Cruzado esse Cabo, e se assim nos acudirem São Jorge e o Grande Engenheiro Santos, nos dias seguintes esperam-nos outras tormentas impostas por acoitadas hostes nórdicas, dinamarquesas, alemãs, belgas. Ou, pior ainda, pela maldosa vizinha, esta vil peçonha espanhola.
Mas apesar da grandeza da Missão há indulgência para que entretanto.nos ausentemos desse dadivoso estupor frenético, nisso simularmos o normal quotidiano – desde que o façamos apenas por breves momentos, que não abalem ou mesmo rompam a comunhão que nos engrandece lusos.
E o primeiro desses momentos autorizados ocorre já amanhã, logo após a conclusão do glorioso episódio dos das “Quinas” – às 19 horas na Cinemateca Nacional é estreado o filme “Editor contra”, de Luis Alvarães, centrando na vida do peculiar editor Fernando Ribeiro de Mello (haverá quem logo o associe à editora Afrodite – até pelo recente livro de Pedro Piedade Marques que lhe foi dedicado).
Ou seja, e para os da Grande Lisboa: jogo terminado, cinzeiros despejados, vasilhame apartado, restos dos víveres guardados. E ala que se faz tarde, que o Metro ou qualquer bolt ou uber (n)os colocará na Cinemateca a tempo.
E depois do filme poderemos regressar à Nação televisiva, congregando-nos nos comentários à patriótica demonstração dos nossos bem-amados “Quinas”.

Embora nunca tenha conhecido a personagem , só por não respeitar a estupidez já tem o meu like:). E se é ele o banhado da foto, também. Pela originalidade.
não será fácil levantar ‘o caneco’ por causa do peso
a cinemateca da calçada da Glória pertencia aos ‘senis’ e ficava na vizinhança duma ‘casa de pássaros’ e do ‘sempre em festa’
Nem tanto nem tanto. Era eu um jovem entusiasta e fanático da Selecção qdo há talvez 20 anos enfrentámos e perdemos 3-2 com os EUA depois de estarmos a perder 3-0. Desde então o entusiasmo é minimo