Vítor Constâncio está imparável. Com mais tempo agora para falar e o jeito que apanhou para tentar chegar ao Banco Central Europeu, já ninguém o segura. «Quando se fala e dramatiza em excesso este problema, é fácil passar por optimista» – disse ele sobre o endividamento da economia portuguesa. «Não é este o meu caso. Apenas não partilho de um certo pânico. Temos de situar estas questões com frieza.»
Ou seja: o endividamento da economia ficou na mesma, mas o País ficou muito mais feliz por saber que Constâncio não só situa estas questões (?) como até o faz com frieza. Já quanto ao nosso pânico, esse é só porque o drama do endividamento ficou na mesma.

Constâncio só há um. Este que (infelizmente) temos e mais nenhum!
É deixá-lo ir. E que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixa – como dizia o outro.
Eu diria: VAI.(com um gritinho, desculpa lá João, eu sei que os teus tímpanos oculares são muito sensiveis). E que nem saudades mande! Porque nunca se sabe o que vai mandar nas saudades…..
Depois de uma valente sesta, numa poltrona faustosa,…
Esfriando tanto as questões
com tão sábias ponderações
endivida-se mais uns tostões
as nossas futuras gerações.
Desta normal normalidade
para ficar surpreendido
emerge a boçalidade
de um pensamento perdido…
O problema é que se fala muito sem dizer nada, meu caro.
Mas que diabo, aqui há tempos falou-se de exportar o Constâncio para a Europa, para um Banco qualquer onde estejam economistas a sério que o impeçam de fazer bacoradas.
Mas parece que foi sol de pouca dura.
Não há um incentivozito à exportação, uma linhazita de crédito, um prémio para emprateleirar o cavalheiro num suave e dourado exílio ?
O homem merece e a Europa também.
Nós é que não o merecemos, isso de certeza.
Safa.