Disseram-me o que ele disse de mim. Quem assistiu desdiz o que o outro disse que ele disse. Quem não assistiu, mas de quem alguém disse o que disse, garante que o outro disse o que quem assistiu, garante que não disse.
Este é o grande tema de discussão em Portugal. Que importa o défice, se o Benfica vai ser campeão e o Nuno Santos já veio desmentir o Crespo?
O melhor é mesmo ler as palavras de Silva Lopes e enviar cópia a MFL.

Oh, Carlos, mas que grande alegria me dá. Então já tem a certeza que o Benfica vai ser campeão? Se o Carlos o diz, eu acredito! Neste momento é só isso que me interessa, já sabemos que esse Silva Lopes não interessa nadinha…
:))
Qual certeza, qual carapuça, Ariel! Eu é que telefonei ao Carlos a contar uma conversa absolutamente inócua sobre o Benfica que ouvi hoje de manhã na esplanda do Velásquez. Quando ouvir uma picante, de preferência com o Sócrates ao barulho, telefono ao Zé Leite Pereira e depois à Zita Seabra, para o inevitável livro, prefaciado pelo Silva Lopes.
Assim não vale maloud, já estava eu aqui a esfregar as mãozinhas de contente, mas que desmancha prazeres… :))
Não me digas, maloud, que ainda vais roubar à Zita Seabra o record de edição de um livro.
Absoluta, Ariel! Mas não lhe revelo como soube, porque ainda me acusam de atentado à liberdade de expressão, por divulgar conversas privadas.
Está a ver como me dá razão no “caso Crespo”? O Carlos quer tanto que a coisa corra mal ao Crespo que até descobre “desmentidos” onde apenas existem esclarecimentos. Pois Nuno Santos confirmou a existência da conversa, corrigindo apenas a “forma” da mesma. Não há nenhum – repito, nenhum – desmentido do conteúdo. Abraço!
Admito que a independência seja para ti uma palavra difícil, José.
Enquanto naõ perceberes e continuares a insistir que estou a tomar posição contra o Crespo, creio que não vale a pena mais conversa.
Abraço
«Andamos mesmo a debater o défice, o endividamento, o peso do Estado na economia e o papel dos privados no combate ao desemprego. Mas também temos debatido o garrote anti-democrático em que este primeiro-ministro gosta de meter a imprensa e todos os seus opositores. Os problemas do país não passam só pelo défice que o governo escondeu antes das eleições. Passam também por aqui: a política de interferência sistemática deste primeiro-ministro nos meios de comunicação social. Não é aliás um tema diferente da sua interferência na economia. É o mesmo tema: sempre o peso do Estado. Na economia, nos media, na sociedade ou na Administração Pública. Se de facto Mário Crespo é tido por José Sócrates como um “problema a solucionar”, não é só o défice que deveríamos estar a debater. É também isto.» PL