Confusão


Pedro Correia,

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Faz-me confusão que os EUA tenham um sistema eleitoral tão anquilosado. Só há dois partidos, ambos geridos por contas milionárias, e nenhuma força política alternativa quebra este velho rotativismo – nem sequer a nível estadual.

Faz-me confusão que mais de dois terços dos eleitores se mobilizem numa espantosa demonstração de civismo, raras vezes vista sequer entre nós, para que o voto de mais de cem milhões de pessoas seja transferido para 538 “grandes eleitores” que confeccionam o destino da mais poderosa democracia mundial.

Faz-me confusão que em duas das últimas cinco eleições presidenciais o vencedor tenha sido aquele que menos votos recolheu nas urnas.

Faz-me confusão que por lá, aparentemente, nenhuma voz relevante se erga a contestar isto.

70 comentários em “Confusão”

  1. nenhuma força política alternativa quebra este velho rotativismo

    O sistema eleitoral não o permite. Há forças alternativas (há diversos partidos menores nos EUA), mas o sistema eleitoral não permite que os votos nelas dêem algum resultado.

    Há também nos EUA um fortíssimo sistema mediático orquestrado no sentido de calar as vozes alternativas.

    nenhuma voz relevante se erga a contestar isto

    Há vozes que contestam, mas o sistema mediático impede que se façam ouvir.

    Os EUA têm um sistema político unipartidário: um só partido (o partido dos business interests) com duas facções (republicanos e democratas). Quaisquer outros partidos, embora permitidos, são eficazmente e totalmente marginalizados pelos mídia.

    1. A sociedade americana é dinâmica e plural, excepto ao nível da representação politica, extremamente centralizada e afunilada. O duopólio – duas faces da mesma moeda – tem uma consistência granítica. E é raro ver alguém, por lá, insurgir-se contra isto.

  2. Pedro,
    Não sou especialista no sistema eleitoral americano, mas por motivos pessoais, tenho andado colado aos ecrãs e aos sucessivos desenvolvimentos das últimas duas noites. Esperava, por esta altura, partilhar da mesma perspetiva, mas ocorre-me que pode ser a nossa (e a deles) impaciência com os resultados que nos faz estranhar o sistema. Pergunto-me se a fragmentação, a diversidade de sistemas dentro do sistema, a complexidade e um certo sentido de titularidade que cada estado parece ter pelo funcionamento das suas eleições não funcionam, até certo ponto, como barreiras à fraude e centralização (e à diluição das realidades e políticas locais). Não estou a discordar com o post, só estou a tentar sugerir que, além dos defeitos (as demoras que introduz, a diversidade de métodos, etc), também pode ter algumas virtudes. Custa-me admiti-lo, mas esta é uma eleição renhida. Se o custo da transparência e confiança nos resultados for algum atraso e angústia (de ambos os lados), tanto melhor.

    1. Pedro, não é tanto a expectativa relacionada com a contagem e recontagem de boletins que me leva a assumir esta posição crítica, que aliás não é recente.

      Considero inaceitável que existam dezenas de procedimentos eleitorais, por vezes até antagónicos, conforme os estados dos EUA. Praticamente cada um tem uma legislação diferente. Ao nível do voto electrónico, do voto por antecipação, do voto por correspondência, dos prazos fixados por lei e até da representação – o Maine, por exemplo, elege agora delegados ao colégio eleitoral por método proporcional, contrariando a regra dominante. Uma balbúrdia incompreensível pelo cidadão médio norte-americano – e até por grande parte dos próprios decisores políticos e da opinião pública mais esclarecida.

      É para mim incompreensível a inexistência de uma autoridade eleitoral supra-estadual – equivalente à nossa Comissão Nacional de Eleições – que fiscalize e avalize estes procedimentos. Não havendo tal órgão, todos os conflitos relacionados com processos eleitorais são remetidos para a justiça comum. Com bloqueios políticos de toda a ordem, como bem se viu nas presidenciais de 2000.

      Não faz qualquer sentido, enfim, este desprezo pelo voto directo que se traduz na eleição de presidentes rejeitados nas urnas. Como sucedeu com George W. Bush, derrotado por Al Gore no voto popular em 2000, e com Donald Trump, que teve menos votos do que Hillary Cllinton em 2016.
      Isto já configura uma perversão do espírito democrático, mesmo decorrendo de regras ali instituídas há mais de 200 anos e aparentemente aceites sem grande contestação.

      Confesso-te que detestaria ver este sistema transposto – no todo ou em parte – para Portugal.

  3. É tudo uma questão de sistema.
    Nos EUA os partidos são apenas para show off, quem verdadeiramente governa são os lóbis e as máfias.
    Na Rússia quem governa é o partido que é o dono dos lóbis e as máfias.
    Em Portugal os partidos e o governo são para show off, quem verdadeiramente governa é a união europeia e as máfias.
    Mas a mim o que me faz confusão é ver que os dois melhores candidatos para representar mais de 100 milhões de pessoas têm psicopatologias graves; um é o exemplo típico de um narcisista antissocial, o outro sofre nitidamente de alzheimer.
    Perante este cenário, uma voz iria contestar o quê?

    1. Não creio que Trump seja antissocial, nem me parece ainda evidente que Biden sofra de Alzheimer, embora ache muito verosímil que já esteja perto dela, tal como aliás Reagan já tinha Alzheimer quando era presidente.
      Mas parece-me evidente que o sistema político americano se tornou uma gerontocracia, com ambos os candidatos, tal como um grande número de senadores, muito para lá da idade em que ainda é tolerável que ocupem cadeiras.
      Ao contrário daquilo que muita gente pensa, o sistema político americano tem um fraquíssimo rotativismo, com a maior parte dos senadores e dos membros do Congresso a já o serem há dezenas de anos, pois que são sistematicamente reeleitos. Este facto está a tornar os EUA numa gerontocracia, com muitos presidentes, senadores e membros do Congresso (e juízes do Tribunal Constitucional) acima dos 70 e até dos 80 anos de idade.

      1. Você acha que ainda é cedo o Biden mostrar sintomas de Alzheimer? Então ele apresenta a neta como sendo o filho, e quando vai corrigir diz que a neta é de outro filho.
        O outro é maluco mas não é parvo. Este é um bocadinho mais perigoso, é parvo mas ao fim de 5 minutos já não se lembra, e vi continuar parvo.

        1. ele apresenta a neta como sendo o filho, e quando vai corrigir diz que a neta é de outro filho

          Okay, se ele fez isso, então não há dúvida, ele está mesmo demente.

          Mas, como eu digo, já não será a primeira vez que os EUA elegem para presidente e são governados por um demente.

          1. Deduzo, pelos vossos diagnósticos tão convictos, que sejam “experts” em medicina. Não querem oferecer-se para atender a linha Saúde 24, contribuindo para aliviar a pressão sobre o SNS?

    2. “narcisista antissocial”

      Como raio um narcisista anti social passou a vida em negócios com outras pessoas onde é preciso existir acordos? Quando muito podes dizer que é narcisista.

      “Mas a mim o que me faz confusão é ver que os dois melhores candidatos”

      Trump era o único candidato republicano a não ter medo de uma polémica e dos jornalistas. Por isso foi eleito. O eleitor Republicano habituado a ver os seus candidatos acusados de serem o próximo Hitler pelos jornais quer alguém que os defenda não que seja um Rui Rio.

      Biden foi eleito porque esteve sempre na política e é uma espécie de compromisso entre o novo extremista partido de democrata e a velha guarda. Ele não deixou de dizer que queria ver os CEO’s da empresas petrolíferas em julgamento para apaziguar a ala extremista.

      lucklucky

  4. É relativa essa informação “ambos geridos por contas milionárias”, na medida em que por cada 1 USD investido pelos apoiantes de Trump corresponde 30 USD dos democratas. Mostrando o desespero das organizações que apoiam os democratas, neste caso Biden que tem beneficiado de umas jogadas económicas com os chineses e até mesmo com russos.

    Mas no resto, sem me sentir confuso com o modelo americano, que também não me agrada em muitas coisas, estou de acordo consigo.

    1. Caro Vento, a simples consulta no google permite verificar com alguma razoabilidade – após escolher fontes fidedignas e comparar os dados para limpar disparates – que o rácio é próximo de 2:1, muito longe dos seus 30:1. Mais ou menos o mesmo rácio da campanha 2016. Este ano foram gastos uns astronómicos 14 mil milhões de dólares pelas campanhas, equivalente a mais de 6% do PIB anual português.

      Quanto às “jogadas” do Biden: sugiro-lhe simpaticamente e sem pingo de arrogância que leia muito menos redes sociais, e leia no seu lugar mais notícias de jornalismo (triste mundo este em que temos de definir notícias como sendo provenientes de jornalistas…): de fontes fidedignas e diversas, mesmo daquelas que não gosta. As teorias da conspiração caem completamente por terra com investigação séria. Precisamos cada vez mais de uma sociedade bem informada.

      Quanto ao modelo de eleição americano, é o que é desde sempre e, retirando o “efeito Trump”, democratas e republicanos têm muito mais parecenças do que diferenças, pelo que não o vão mudar: complicado e lento, mas à prova de fraude e de ruído, e intensamente escrutinado por todos.

      Melhores cumprimentos.

      1. “triste mundo este em que temos de definir notícias como sendo provenientes de jornalistas”. Por admitir que o autor desta frase seja jovem e/ou ingénuo, e de modo a livrá-lo dessa triste condição eu gostava de lhe dizer de que andar de cada ministério provém as notícias dos “jornalistas” (por exemplo) do jornal Público, mas, lamentavelmente, não posso. Mas pode puxar pelo bestunto, ver os títulos (e os “sobe/desce”) do mês passado, cruzá-los com o calendário político e pode ser que se faça alguma luz na sua angélica caverna.

      2. Caro Eduardo do R, com que então o Google é fonte fidedigna para contrariar minha afirmação. Tá bem.

        Percebi também que e caro aproveitou o tema para fazer uns louvores ao Biden.

        Como você escreve sobre rácios e não diz mais nada, eu também não direi onde consubstancio minhas fontes, em tom de suspense por enquanto.
        Mas uma vez que o amigo trabalha com algoritmos invisíveis eu deixo-lhe outros para que o meu caro sabedor os decifre
        Procure saber quais foram a cadeias de televisão e de notícias, incluindo a Bloomberg, que se associaram a Biden e faça cálculos ao custo por cada 30 segundos de publicidade, publicidade também em tom noticioso, e apresente-me resultados. Depois use também esta metodologia para o lado do grande Trump, um macho, que fez a América great again.

        Mais ainda, e para contrariar a feminista Biden – sim, utilizei o feminino -, imagine a América sem Trump. Mesmo sem ele, ficou um legado de um homem, macho, que conseguiu dar voz a uma América silenciada até então que não mais se calará; e nenhum presidente futuro ousará contrariar.

        Estou a fazer muita conversa porque também gosto de propaganda em favor de Trump e contra ignorantes que se julgam sabichões e avançados, onde se icuem os e as feministas.

        Sobre o tema em apreço, remeto para meu primeiro cometário.

        1. Continuando: Como me parece que o meu caro Eduardo do R está um pouco atrasado e eu piedosamente não quero trazê-lo para minha armadilha, deixo aqui mais uns valores para ajudar em seus cálculos:

          Sabe quanto representa o apoio a Biden em termos da media mainstream?
          92%.
          Sabe o que isto significa? Que a media lá como cá são caciques do capital e do capital que apoia políticos sem vergonha e sem pudor na mentira.

          Sabe quanto Michael Bloomberg gastou para fazer que Trump não ganhasse a Florida?
          100 Bi USD. E Trump ganhou.

          Sabe quanto foi gasto para evitar que Trump ganhasse o Texas e outras localidades?
          100 Mi. E Trump ganhou o Texas.

          Fico a aguardar o seu reply.

          1. Caro Vento, vou fazer-lhe a vontade deixando-lhe alguns exemplos:

            https://www.opensecrets.org/news/2020/10/cost-of-2020-election-14billion-update/

            https://www.cnbc.com/2020/10/28/2020-election-spending-to-hit-nearly-14-billion-a-record.html#close

            https://www.pordata.pt/Europa/Produto+Interno+Bruto+(Euro)-1786

            E sim, cheguei a estas páginas através de busca no google. Sou coca-bichinhos e gosto de confirmar o que me cheira a esturro. As consultas no google (neste caso procurei “2020 fundraising totals”) permitem chegar a sites com qualidade e com a isenção como preocupação. Mas é sempre necessário verificar a idoneidade dos sites consultados. Não tenho presença nas chamadas “redes sociais” e portanto fico livre dessas “notícias”.

            O que escreve e como escreve transmite muito bem a sua posição; nada do que escrevi transmite a minha, as suas conclusões são precipitadas e alguns comentários escusados. Mas se isso o alegra, deixo-lhe a minha opinião acerca do Biden: fraquinho, fraquinho, fraquinho.

            @Desta_vez_Anonimo: “novo e/ou ingénuo”? A sério? Se calhar ainda tenho de lhe agradecer… Caro senhor, na minha “angélica caverna” entra quem eu deixo.

            Melhores e respeitosos cumprimentos.

          2. A mim não e alegra suas conclusões sobre Biden. Portanto, para si eu baseio-me nas redes sociais. Os open sercrets não me dizem nada cientificamente.

            Por favor, conteste e diga que é mentira o que escrevi e mostre-me a rede social que expressa o que refiro.

          3. Caro Vento,

            Essa é fantástica: eu tenho de lhe provar a si, que expôs aqui uma série de “factos”, que estes estão errados. Não é suposto ser você a provar-me a mim que estes estão correctos? Já aprendeu com o mestre?

            Melhores cumprimentos. Fico por aqui.

          4. Caro Vento, quando escrevi “fico por aqui” a minha intenção era não responder mais. Mas como sou curioso e gosto de aprender, não resisti e fui ver os links que me enviou e que vi até ao fim:

            Link 1: FOX News (what else), Kellyanne Conway (seriously?!)

            A FOX News não é isenta nem imparcial. O que a senhora tem dito foi tantas vezes escrutinado e refutado que não preciso acrescentar nada.

            Link 2: FOX News (há mais media), governador republicano Jim Jordan

            Não conhecia, por isso fui consultar o currículo deste senhor: resumindo, republicano de extrema direita (Tea Party). Estamos falados.

            Eu envio-lhe links para sites imparciais e factuais, recebo de volta propaganda ao Trump. Fiquei a perder.

            Mas já que aqui estou, e quanto ao que lhe enviei, deixo-lhe as provas que pediu:

            Do site da CNBC:

            “By Election Day, next Tuesday, the presidential campaign is expected to end up seeing $6.6 billion in total spending, while congressional races are anticipated to finish with just over $7 billion.

            Democrats have nearly doubled the spending by Republican candidates up and down the ballot. Democratic contenders are going into the final week of the election spending $6.9 billion while Republicans have put in $3.8 billion into the 2020 fight.”

            Traduzindo: por cada 2 dólares gastos pelos democratas, os republicanos gastaram 1 dólar. 2:1. Longe, mas mesmo muito longe dos 30:1.

            Quanto ao outro link: site do Center for Responsive Politics; trata-se de uma organização criada por 2 senadores, um republicano e outro democrático, com o objectivo de escrutinar as contribuições para as campanhas e os lóbis. Os valores que apresenta são basicamente os mesmos do outro site.

            Em relação ao Biden, China e Ucrânia – não é a Rússia -: envolve o Hunter Biden, filho, não o Joe Biden, pai. Deixo-lhe leitura de cabeceira:

            https://www.bbc.com/news/world-54553132

            https://www.washingtonpost.com/outlook/2020/10/24/hunter-biden-laptop-disinformation/

            Faço-lhe o resumo executivo: inconclusivo e nebuloso, o que é mau para a democracia. Mas o Biden que poderá ficar mal na fotografia é o Hunter, não o Joe. Noutros regimes o pai pagaria pelo filho, não nos nossos.

            Não voltarei a escrever.

            Melhores cumprimentos.

          5. Eu apercebi-me que você é curioso.
            https://www.casino.org/news/michael-bloomberg-gives-joe-biden-campaign-115m/

            https://www.nbcnews.com/politics/meet-the-press/blog/meet-press-blog-latest-news-analysis-data-driving-political-discussion-n988541/ncrd1164846#blogHeader

            https://www.reuters.com/article/us-usa-election-bloomberg-idUSKBN2640JH

            https://www.cnbc.com/2020/11/04/bloomberg-sees-losses-after-spending-over-100-million-in-florida-ohio-texas.html

            https://www.washingtonpost.com/gdpr-consent/?next_url=https%3a%2f%2fwww.washingtonpost.com%2fpolitics%2fbloomberg-money-florida-biden%2f2020%2f09%2f12%2faf51bb50-f511-11ea-bc45-e5d48ab44b9f_story.html

            https://www.businessinsider.com/bloomberg-spent-1-billion-ads-races-losses-2020-11

            https://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Bloomberg_2020_presidential_campaign

            Fico à espera de seu contacto pra chegarmos aos 100 BI USD

  5. Não andarão muito diferentes de um parlamento que ignorando quem os elege funciona com guião de claques de bancada.

  6. Acontece. Trabalhistas e Conservadores no Reino Unido, por exemplo. Até por cá, e temos bastantes partidos, o poder tem alternado entre o PS e o PSD.

    1. Por cá, temos o voto proporcional, que assegura a representação de minorias. Há vários partidos representados no parlamento. Não como existe no Congresso norte-americano, em que existem 535 lugares (100+435) só com membros de dois partidos.
      A maior democracia do planeta vive em sistema de duopólio. E não tem sequer partidos regionais ou estaduais. Neste aspecto é um dos sistemas mais centralizados do mundo.

      1. Lá também são representados, mas de forma diferente.
        Nos US todas as pessoas podem ser representadas, a diferença é que aqui são representadas por pequenos partidos, com determinadas agendas e ideologias, no próprio parlamento.
        Lá são representadas nas primárias.
        Durante as primárias, vão a votos uma panóplia de ideologias, políticos e projetos.
        Depois escolhe-se aquele que mais votos consegue angariar.
        Seria algo como aqui irem a primárias o Costa, a Catarina, o Jerónimo, a katar e mais uns quantos políticos de esquerda, cada um com as suas convicções, contra Rio, Chicão, Ventura e mais quem aparecesse da direita.
        Cada ala escolheria um candidato, que se degladaria com o outro numa eleição.
        Bernie Sanders, por exemplo, é um político mais à esquerda que Biden. No entanto Biden veio mostrar que é uma autêntica prostituta política, que se deita com todos, na ganância de ganhar votos e automaticamente poder. Vale tudo para Biden.
        Quem acompanhou as primárias democratas não pode deixar de rir com a lata deste homem, a começar com a escolha para vice.
        Escolheu alguém com quem não tinha, e digo tinha, porque se vendeu, nenhum ponto de vista comum. Depois com os problemas blm e antifa, vendeu-se e deitou-se com estes. A cereja no topo do bolo foi ter escolhido Harris, uma das suas mais acérrimas defensoras e com quem não partilhou uma única ideia, durante as primárias.
        Será melhor, será pior. Não se sabe. Mas uma coisa é certa, se tivessemos este sistema aqui, provavelmente o parlamento era muito mais rentável. Discutiam-se e trabalhavam-se nas coisas realmente importantes e não se andava a encher chouriços com propostas da treta e a perder tempo com assuntos que não interessam a ninguém, só para alguns deputados e partidos dizerem que fazem alguma coisa.
        Mas como disse, nunca se saberá se seria melhor ou pior.

        1. Interessa-me pouco ou nada essa dicotomia esquerda/direita.

          Mas acho preocupante ver em Portugal tantos supostos defensores do sistema eleitoral dos EUA. Um sistema que reduz a representação partidária, há mais de século e meio, a dois partidos políticos: todas as tentativas de criação de outras forças partidárias foram condenadas ao insucesso. Um sistema que praticamente exige que um candidato à presidência seja milionário – ou que tenha o apoio de milionários, ficando refém desta redes de financiadores. Um sistema que não acredita no sufrágio directo: enfia 150 milhões de boletins de voto num funil estreitíssimo, onde só cabem 538 “grandes eleitores” encarregados de escolher o Chefe Máximo. Um sistema onde as minorias são desprezadas: quem vence com 50,001% assegura 100% dos representantes, enquanto quem recolhe 49,999% dos votos é empurrado para a borda do prato.

          Enfim, detestaria ver tudo isto – e muito mais – implantado em Portugal.
          E é para mim incompreensível ver portugueses sair em defesa destas aberrações.

  7. Também a mim me faz muita confusão. Tem sido o que tenho pensado mais nestes dias. Deve ser frustrante ir votar e depois assistir a esta “novela”. No ” Eixo do Mal” da semana passada,a Clara Ferreira Alves focou este assunto mas disse também, que nos tempos presentes não faz sentido e está mais que ultrapassado.

    1. Um atavismo dentro dum ancronismo. Ou vice-versa.
      Um sistema eleitoral que permite eleger os candidatos menos votados em 40% das últimas cinco eleições presidenciais tem de estar errado.
      Mas os americanos têm a mania de fazer regras só para eles – algo que não existe em mais lado nenhum do mundo. Nas mais diversas questões.
      Só eles, por exemplo, continuam a fazer medições com milhas e libras e polegadas.

      1. Entre o sistema deles e o nosso, qual representa melhor o seu eleitor?
        Se calhar o deles, já que o meu representante provavelmente nunca passou mais de 2h na minha zona do país, e vai para o parlamento com o objetivo de respeitar e defender o seu líder, estando-se a cagar para quem o elegeu e pelo sítio por onde foi eleito.
        Se o deles é melhor não sei, mas que o nosso é uma merda, tenho a certeza.

        1. O nosso, claro.
          Como aliás está à vista.
          Este sistema eleitoral norte-americano é vergonhoso. Há dois dias que andam a tentar saber quem é o presidente e ainda não conseguem.
          Que espectáculo penoso estão a proporcionar ao mundo inteiro.

          Nas cinco eleições anteriores, nos EUA, foi eleito o segundo mais votado. Coisa ridícula.
          Pela mesma lógica, em Portugal, teria sido eleito o Otelo em vez do Eanes. E em 1980 teria sido eleito o Soares Carneiro. E em 1986 teria sido eleito o Freitas do Amaral. E em 1991 teria sido eleito o Basílio Horta.

          Há cinco anos, pelo mesmo sistema, o eleito teria sido Sampaio da Nóvoa.

          1. Oh Pedro, você está a confundir as coisas. Lá por se chamarem eleições presidenciais, não quer dizer que o objetivo seja eleger um cabide que não serve para nada e só manda uns bitaites, que ninguém é obrigado a cumprir.
            Estas eleições são as nossas legislativas. Não é só a figura do presidente que está em causa. É o senado e a Câmara dos representantes.
            E é essa comparação que tem de fazer.
            Dizer que o nosso sistema é melhor é discutível. Pergunte a alguém de Portalegre se acha bem a forma como é representado no parlamento. Provavelmente votou num gajo que só lá foi durante a campanha e que não vai para o parlamento defender oa interesses da região, mas sim do partido.
            Esta demora acontece porque este ano se optou por votos online e via postal. Acho que sabe isso. São 3 eleições, não uma. Milhões de eleitores, 3 ou 4 fusos horários.

          2. Que comparação sem pés nem cabeça, homem.
            Conhece o método de hondt? Mas conhece mesmo?
            É que nós utilizamos este sistema. E se para um lisboeta é muito bom, para um transmontano acredite que não é.
            O alaska e o hawai são os estados menos representados, mas menos não quer dizer pior. Nós até podemos eleger mais de 3 deputados por, por exemplo Viseu, mas acredite que vão representar os viseenses bem pior… nem representam nada. Provavelmente nem são de lá.
            O colégio eleitoral serve também para negociar o que vai ser a política do presidente para aquele estado.
            Não pense que lá por determinado candidato ganhar num estado, vai ter os votos daquele colégio eleitoral. Nem pensar. Tem de negociar. Tem de explicar e comprometer-se sobre o que vai fazer.
            Esta negociação começa nas primárias e acaba agora.
            Não pense que as eleições americanas são assim tão simples.
            Não é só ganhar. É fazer.

            AL

          3. Você defende o indefensável.
            Nos EUA não existe representação proporcional. O que é, de algum modo, a negação da democracia.
            Basta ver o Senado americano. Todos os estados estão lá representados por dois senadores, seja qual for a sua dimensão eleitoral.
            A Califórnia, com 40 milhões de habitantes, tem o mesmo número de senadores do Wyoming, o estado com menos população.

          4. “Pela mesma lógica”. Mas qual lógica? A de confundir estados com uma federação de estados? A de confundir uma federação de estados com um país?

            Não vai longe com essa lógica.

            Tanto assim que, em qualquer estado dos Estados Unidos da América, não teria sido eleito governador o Otelo em vez do Eanes. E em 1980 não teria sido eleito governador o Soares Carneiro. E em 1986 não teria sido eleito governador o Freitas do Amaral. E em 1991 não teria sido eleito governador o Basílio Horta.

            Será que é desta? É que dificilmente conseguirei ser mais claro.

          5. Com todo o respeito penso que o Pedro Correira está a fazer a analogia incorreta, as eleições presidenciais americanas têm de ser vistas por exemplo como as regionais dos açores (que aparentemente o presidente irá ser o segundo mais votado, mas que conseguiu mais votos dos representantes) o que é exatamente o que aconteceu nos Estados Unidos em alguns casos, assim como foi em 2015 aquando das legislativas em Portugal.

            A questão do tudo ou nada em em termos de eleitores (só Nebrasca e Maine têm uma espécie de distribuição, mas não equitativa ,62/35 ficou 4-1 e 54/43 ficou 3-1), a Geórgia para as outras eleições o eleito tem de ter mais de 50%, senão tem de ir a segunda volta, é o mesmo sistema que existe em múltiplas eleições em Portugal, nomeadamente associações, cooperativas, etc, como é o caso do seu Sporting.

            Não sei se os eleitores dos diversos estados são bem representados ou não, mas em Portugal sei que não são em especial das regiões do interior, por esse ponto de vista um estado do interior tem tanto poder no senado como um estado do litoral nos estados unidos, mas isto surge da lógica que um país não ser só as pessoas é também o seu território, a sua diplomacia e as suas relações e nesse sentido penso que faz sentido alguém que represente a sua região para que não sejam pessoas de outros lugares a decidir por elas (exemplos recentes, aeroporto do montijo onde se viu o CML e Ministro das infraestruturas a “decidir” que queria o aeroporto no Montijo e o Ministro do ambiente e o secretário de estado a dizer que minas de lítio são boas, mas lá nos pinhais longe deles). em Portugal não é muito bem visto como o caso do orçamento limiano, mas eu considero que os deputados deviam ser mais independentes dos seus partidos, por exemplo qual a explicação de deputados da Guarda, Castelo Branco, etc, votarem contra redução de IRC a empresas do interior.

            Resumindo existe diversas falhas em todos os sistemas eleitorais e portanto acho que o ataque acérrimo levado a cabo por si ao sistema americano exagerado em especial comparado com o português, quando também não escolhemos diretamente quem nos governa a nível nacional ou noutra perspetiva nos façam escolher “deputados” para que a pessoa que queremos ver ser primeira-ministra seja eleita.

        2. Há nos USA uma sociedade civil que é bastante interventiva.

          Deixo-lhe aqui um exemplo da declaração do cardeal Viganò, que até contesta as reformas do Vaticano no que respeita a questões de fé e interpretação das escrituras, moralizando os cidadãos americanos:

          https://www.youtube.com/watch?v=ZljeHmIaiy0

  8. O Federalismo tem destas coisas. Se calhar não percebemos porque não somos ou alguma vez fomos um estado federal.
    Todo aquele processo de Primárias é em si, para nós europeus, uma aberração. Se nos lembrarmos, o Trump nem sequer era um político carreirista (daqueles que fazem Condado, Senado, Congresso, etc), e ganhou a nomeação.
    Provavelmente os gringos também acham estúpido um partido fazer listas de deputados fechadas, meter lá tipos que nem do partido são, não deixar os militantes escolher as listas.
    É o país que elegeu o Arnie, o Jesse Ventura, mas também a Osorio-Cortez e o Obama.

    1. Tem diversas aberrações.
      Esta de um presidente ser eleito por um colégio eleitoral restrito, com pouco mais de 500 assentos, num país de 330 milhões de pessoas, é uma delas.
      Outra aberração é a Califórnia – o Estado mais populoso, com 40 milhões de habitantes – ter tantos representantes no Senado (dois) como o Wyoming – com pouco mais de meio milhão.

      1. Há quem defenda ser mais democrático para os Estados terem todos a mesma força no Senado. Há (havia) esse debate sobre a Europa Federal, se fosse proporcional os países grandes, meia dúzia antes de entrarem os de Leste, mandavam nos 15.

        1. Não faz o menor sentido que um estado com 40 milhões de habitantes tenha o mesmo nível de representação no Senado que um estado com 500 mil habitantes.
          Esta é uma das várias aberrações do sistema político e eleitoral dos EUA.

  9. Quando não se percebe checks & balances fica-se confuso. Os eleitores representam os Estados e são mais uma peneira.

    Os EUA são uma federação de estados.

    Os EUA não são uma Democracia são uma Republica com elementos democráticos.

    Todos os países são geridos por contas milionárias, não há um que não seja. E nos EUA é preciso chegar a 300 milhões de eleitores logo é inevitável os partidos serem bilionários ou tri ou + . Imagine a dimensão dos partidos para uma suposta Europa unificada.

    As vozes da extrema esquerda erguem-se contra isto pois querem destruir a Constituição e os seus limites ao poder.

    lucklucky

    1. Os EUA são uma república monárquica. Daí os clãs dinásticos que dominam durante décadas os cordelinhos da política.
      O clã Kennedy, o clã Bush, o clã Clinton… E já aí está o clã Trump a aquecer motores, já a pensar em eleições futuras.

  10. Entretanto a proposta 16 da Esquerda para permitir instituir discriminação racial, étnica e sexual institucional na Califórnia foi derrotada por 56% vs 44%.

    lucklucky

  11. Já a maneira como se vota nos EUA é que quase ninguém fala.
    Com tecnologias diversas mecânicas e software confusas e complicadas dependendo dos estados onde é muito fácil mortos votarem.

    Um esquema de rendismo para empresas politizadas. Os capitalistas votam socialista se estes lhes derem o capital…

    lucklucky

  12. Se se informasse melhor sobre os Estados Unidos ficava menos preplexo e talvez compreendesse melhor porque é que esse país é uma democracia há mais de 240 anos

    1. Nada com um anónimo para enaltecer um sistema em que só um milionário pode ascender ao poder supremo, apenas dois partidos políticos existem na prática, quem fica em segundo lugar pode ser o vencedor, 150 milhões votam para depois um colégio eleitoral formado por 500 mecos ter a última palavra e até o dia da semana escolhido para exercer o voto ser a terça-feira – dia de trabalho para a esmagadora maioria das pessoas – só porque há 200 anos alguém decidiu que dava mais jeito ser assim.

      1. ” um sistema em que só um milionário pode ascender ao poder supremo”.

        Mas, só para citar alguns exemplos, F. Roosevelt, D. Eisenhower, R. Nixon, R. Reagan, B. Obama eram milionários?

        Vai-me desculpar a franqueza, mas começo a ficar com a sensação que está apenas a ser provocatório.

        1. De Washington a Trump, é longa a lista dos presidentes americanos com imensa fortuna pessoal, usemos ou não a expressão “milionário”. Que pode ser aplicada a vários inquilinos da Casa Branca – como Kennedy, os Roosevelts, os Bush, os Adams, Hoover, Johnson, Jefferson, Andrew Jackson, Cleveland e tantos outros.

          Os não-ricos foram poucos. Com destaque para Lincoln, que chegou a viver na pobreza na infância.
          O último presidente sem fortuna pessoal foi Harry Truman. Já lá vão uns bons anos…

  13. Faz-me confusão que as idiossincracias eleitorais dos EUA lhe façam tanta confusão.
    A mim faz-me confusão que o nosso sistema, tão diferente do deles, produza resultados tão medíocres.
    António Lino

    1. Se você defende o sistema eleitoral americano gostaria então que os segundos classificados no voto popular ganhassem.
      Em 2006, por exemplo, o vencedor teria sido Manuel Alegre. E há cinco anos a vitória seria de Sampaio da Nóvoa.

  14. A mim não me faz qualquer confusão, antes pelo contrário.

    Não me faz confusão que os EUA sejam uma federação de estados. Não me faz confusão que nas eleições internas dos estados prevaleça a proporcionalidade da representação individual. Não me faz confusão que em eleições presidenciais, ao nível da federação, prevaleça a equitatividade entre estados, impedindo-se que os mais populosos se imponham sobre os outros.

    Faz-me sim confusão que em determinados estados (não vou enumerar quais, é só pesquisar) se possa votar presencialmente sem que se apresente identificação, sem que a qualidade de eleitor seja confirmada por qualquer meio, sem que se impeça a possibilidade de uma pessoa votar inúmeras vezes. Faz-me confusão que já tenha havido casos confirmados (é só pesquisar) em que houve mais votos do que eleitores registados. Faz-me confusão que qualquer um de nós, chegados até ao passado dia 3 de Novembro a um desses estados, pudéssemos votar várias vezes.

    Faz-me sim confusão que os votos por correspondência, à excepção dos legalmente registados como de ausentes, para os quais existe confirmação da autenticidade, possam sofrer todas as fraudes possíveis, nomeadamente a prática conhecida como “ballot harvesting” (é só pesquisar), a fraude calamitosa da “colheita de votos”, para a qual não existe qualquer prova de autenticidade dos votos.

    (Veja-se, a título de exemplo: “District Attorney investigating potential Election Day ballot harvesting operation”
    https://www.ocregister.com/2020/11/03/orange-county-das-office-investigates-ballot-harvesting-in-westminster/ )

    Faz-me sim confusão que os chamados democratas lá do sítio, mesmo na posse desse conhecimento, tenham incentivado o voto universal por correspondência, escudados na pandemia. Faz-me confusão (ou talvez não…) que se constatem padrões de “colheita de votos” aqui

    http://prntscr.com/vdkq6y

    e aqui

    http://prntscr.com/vdl7zx ,

    padrões esses sempre favoráveis aos ditos democratas.

    Faz-me sim confusão que se afirme que estas foram as eleições mais participadas, que quem vencer será o presidente dos EUA eleito com mais votos de sempre, sem que se tenha em consideração os factos e a evidência daquilo que escrevo acima.

    1. Boa tarde caro Elvimonte,

      Aconselho visita ao Polígrafo. A não ser que não acredite em verificação de factos.

      Melhores cumprimentos.

  15. Antigamente a política nacional aborrecia-me de morte mas a política internacional escapava — era um sinal de que havia um mundo melhor.

    Agora a política internacional também me aborrece de morte.

    Noto que os jornalistas, tirando raríssimas excepções, são os mesmos e todos iguais, repetindo as mesmas patetices e usando os mesmos truques, sem conseguirem esconder as suas pobres e aborrecidíssimas preferências e parcialidades — a sua falta de profissionalismo, em suma.

    Se calhar é disso.

      1. Há várias excepções, não tenho dúvida nenhuma. Ana Lourenço, etc nº1 e etc nº2.

        Quanto às redes já restam poucas dúvidas: é tudo varrido por um proselitismo ignorante. Aí as excepções são automaticamente sugadas pela bestialidade do todo. Nem se vêem.

  16. A mim não me faz qualquer «confusão que os EUA tenham um sistema eleitoral tão anquilosado» já que ele, o sistema eleitoral ou/e o facto de ele ser tão anquilosado, é explicado pela própria evolução histórica do país: nasceu torto, da necessidade de unir diferentes regiões (mais tarde, chamadas de Estados) dessa colónia Britânica, numa possível confederação de colonos contra a metrópole colonial, onde a chantagem dos seus interesses particulares (é que nem todos os colonos que entretanto se tinham tornado Senhores aceitavam passar a ser supostamente apenas senhores em nome de uma tal de república de burgueses…) até imperou e, como dizem os portugueses, quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

    Sobre tudo o resto, basta considerar que é uma nação de supostos revolucionários (tortos… ou entortados) que julgam ser revolucionário o acto de defender o seu individualismo, quer seja num suposto direito a ter outros seres humanos como escravos (mesmo que até fossem brancos o que, evidentemente, não serve como argumento inteligente para, qualquer oportunista, os desqualificar de como racistas) ou, no mais recentíssimo, suposto direito de exigirem que se pare ou que se continue a contagem de votos, aqui e ali, de acordo com a possível vantagem que o seu candidato até poderá vir a conquistar disso…

    Há esperança: um gajo como o Bernie Sanders, nos anos 60/70, acabaria por descobrir que até teve um caso extraconjugal como uma das suas estagiárias quando ele andava na escola primária… para já não falar da sua actual, mais do que evidentemente assumida, ligação a um terrorista membro activo, em liberdade incondicional, de um famoso grupo de terroristas daquele período – a diferença entre ambas as situações? Bom, a 1.a faria parte de uma campanha organizada pelo FBI, a outra parte, parte da iniciativa liberal de um qualquer cidadão porque, naturalmente, o Estado até não cumpre as suas tarefas mais básicas…

  17. Estamos a criticar/elogiar o sistema americano, mas é um país à parte, pelo tamanho, cultura, heterogeneidade, é-nos difícil ter uma opinião fundamentada.
    Lembrei-me do velho Gorbatchev a responder ao sábio Pacheco, um tipo que vive num país em que o avião começa a aterrar mal passa a fronteira não entende um país com 8 fusos horários.

  18. Entre si, os candidatos presidenciais dos partidos Libertário e Verde obtiveram nesta eleição cerca de dois milhões de votos, cerca de 2% dos votos expressos. O que não é negligível. Ainda há gente que não se conforma.

    1. São opções simpáticas, como esboço de alternativas políticas, mas irrelevantes no quadro geral.
      O que é muito preocupante. O sistema americano vive fechado sobre si mesmo, perpetuando siglas e famílias dinásticas geração após geração. Mesmo quando surge alguém de fora só ganha a corrida se montar num dos dois cavalos partidários com hipóteses de sucesso.
      Este quadro oligárquico é pouco recomendável como promotor da democracia a nível mundial.

  19. A mim o que me faz confusão é que seja sexta-feira, já quase meio-dia, e ainda não haja no Delito uma “belle toujours” que nos recompense pela semana de árduo trabalho.

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