DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Joaquim Carlos: «Afastei-me para ser perfeito a sós, treinando muito e lendo muito, sem a contaminação da humanidade limitada e prosaica deles. Tempo de pose. Ânsia do infernal céu de Narciso.»

 

Eu: «Quando em 1995 a Cinemateca Francesa lhe prestou uma merecida homenagem, com uma retrospectiva dos seus filmes, [Richard] Widmark era já uma lenda viva da Sétima Arte. Mas numa entrevista concedida ao Le Monde não escondia a sua profunda decepção pela rota dominante nos filmes surgidos desde que se retirara dos ecrãs, quatro anos antes. “A imbecilidade tornou-se um valor positivo. Por isso Forrest Gump, um elogio da estupidez, é um triunfo”, observou então, com o desencanto característico de quem já vira tudo e já não se deixava comover com quase nada.»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. Bolas, gosto tanto de Forrest Gump. Mas é verdade que tenho um tique para o simplismo, sou um bocado Forrest, facto que só me é empecilho; um Forrest convicto, inteiro, isso sim, teria algum valor.
    Bom Dia

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