Cerca de 60 mil eleitores já votaram na eleição legislativa de 6 de Outubro, tendo optado pelo exercício antecipado desse direito.
Interrogo-me como puderam votar em consciência se não dispuseram do famigerado dia de reflexão.
Cerca de 60 mil eleitores já votaram na eleição legislativa de 6 de Outubro, tendo optado pelo exercício antecipado desse direito.
Interrogo-me como puderam votar em consciência se não dispuseram do famigerado dia de reflexão.
O dia de reflexão ainda é o menos. O pior é que não dispuseram de toda a segunda metade da campanha eleitoral.
Nem sei como é que eles conseguiram assumir uma opção de voto.
Às tantas acham que têm direito ao arrependimento, como nos contratos de consumo. De outra forma, também não vejo como podem votar assim de ânimo leve.
Isabel
Que ânimo leve? Eu não preciso de estar à espera que chegue a campanha eleitoral para saber em quem vou votar, não faço parte daquela percentagem de indecisos.
CarlosC.
Aviso: era a brincar!
(nunca fiando.)
Isabel
Hoje em dia é preciso avisar sempre, Isabel. A ironia é um bem de compreensão cada vez mais escassa.
Lá vão os tempos em que se dizia: não se explica uma piada.
Isabel
Isso já era. Agora é preciso explicar tudo, tintim por tintim.
As patrulhas da Polícia do Pensamento andam atentas, a vasculhar cada palavra.
Muita gente se vai ausentar nesse domingo… é que não beneficiam do dia de reflexão, nem de cinco dias de debates e esclarecimento. O que me agradava saber é a percentagem dos esclarecidos pelo tempo de campanha eleitoral. Isso é que sim. Que nos debates ganha quem detém poder de argumentação mais forte, e só por coincidência quem, para o país e portugueses em geral, tem melhores ideias e vontade de as pôr em prática.
a percentagem dos esclarecidos pelo tempo de campanha eleitoral
Eu em geral faço parte deles.
Nunca me preocupo com em quem votar antes da campanha eleitoral. Depois, durante a campanha, ouço os tempos de antena para saber ao que cada partido vem, como se apresenta, com que ideias. Decido assim em quem votar.
Não me preocupo com os debates, que para mim de nada servem, mas sim com os tempos de antena.
Fico sempre bem esclarecido e voto em consciência desta forma.
Não procedo desse modo. Mas aceito quem o faz. Quem sabe o seu voto é mais abalizado que o meu, apesar de terem idêntico valor nominal:).
Votar é um dever cívico que entendo ainda como direito e que muito me honra poder exercer. Nunca ao acaso.
Poder de argumentação mais forte não é sinónimo de boa ou melhor governação. Prova que tem mais lábia e faz uso de uma bagagem devidamente estudada em longas vigílias nocturnas, e horas diurnas roubadas aos seus deveres profissionais para não meter a pata na poça no momento da evangelização das massas famintas rezando pelo salvador, no futebol os senhores da bola chamam-lhe cartilha, o que deixa de ser sinónimo para ser velhacaria bem estruturada, e ganha o debate.
Eu voto porque sou obrigada a votar e escolho sempre o que perde os debates. :)))
Violeta Gina.
Vota nos que perdem só porque perdem, ou porque acredita neles? É que há grande diferença.
O seu nome é assaz invulgar. Mesmo se é nickname. Há um livro de Dulce Maria Cardoso em que a personagem principal é uma Violeta. Bastante azarada. Mas Violeta.
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Não quer reflectir primeiro?
Eu voto por razões ideológicas e uma semana ou duas não chegam para me fazer mudar. Mesmo que os do partido em que voto estejam com azar e percam todos os debates. A mudança para mim é coisa lenta, pensada e repensada. A propósito: ando desanimado com o partido em que voto mas se vier a mudar não será por causa de um debate que correu mal. Já votei no domingo e não me vou arrepender até ao dia 6. Se me arrepender vai demorar mais tempo e estudo. Penso que há muitos como eu e que há ainda mais que vão pelo folclore da campanha.
Fica implícito que não vota no PAN. Nesse partido só se vota por razões pós-ideológicas.
Pois eu gostaria que houvesse uns 3 meses de período de reflexão, sem esta porcaria de arraial rasca.
A sua reflexão sobre a dilatação do prazo da reflexão merece uma reflexão profunda.
Para que serve a campanha eleitoral? Os políticos vão para “a rua”, dançam o vira, bebem umas minis, visitam mercados e beijam velhotes e bebés. Deve ser isso que acham que é ser povo. Vão para o meu centro de saúde esperar por uma consulta! Andem de metro! Vão para o registo renovar o CC!
A sério, passava bem sem esta porcaria. Debates. Promessas. Debates sobre os debates. Arraiais. Arruadas. Sócrates.
Uns ovos podres nas ventas, é o que deviam levar cada vez que as mostram. É que todos. E é esta merda, esta gente que teria vergonha de ter na minha família, que quer que eu vote neles?
O Costa anda de comboio.
E foi às urgências do Hospital.
É um homem do Povo.
Não creio que Costa seja um homem do povo, e acho que faz muito bem em não querer ser povo, e o problema não é Costa não querer ser povo, é o povo querer ser Costa.
Pois eu acho que vou precisar de mais quatro anos de reflexão antes de me atrever a macular um boletim de voto.
Não faça isso. Coitado do boletim: ainda morre virgem.
Muito bem.
Eis-me em reflexão antecipada:
Eu fiz parte dessas 60.000 almas. Foi horrível votar sem reflectir. Senti-me discriminada e passei o resto do dia em casa a recuperar do trauma.
Faço ideia. É caso para isso.
Aconteceu-me uma vez, há vários anos, numas presidenciais.
Nunca cheguei a recuperar verdadeiramente.
How dare you???
Antes de sair de casa para votar, olhar ao espelho
E levar uma caneta de casa. Sabe-se lá que dedos pegaram na que está disponível na cabina de voto.
Já agora, informo que é uma situação normal, na Alemanha. Cerca de um mês antes de cada eleição, é possível começar a votar por correspondência. Em princípio, este voto estaria reservado a pessoas que não o podem fazer, no dia das eleições, mas ninguém impede quem quer que seja de votar assim, se o desejar. Até porque, quando se faz o pedido dos papéis, ninguém tem de se justificar.
Dia de reflexão não existe, por aqui. Pode-se fazer (e faz-se) campanha eleitoral também no dia anterior. E pode-se ir votar com emblema de partido! Normalmente, os eleitores prescindem. Mas não é proibido.
Peço imensa desculpa, submeti um comentário anónimo sem querer.
Nota-se que é meu, fala da Alemanha.