
Há dias aqui deixei ligação à minha análise do Chéquia-Portugal (0-4): na qual me limitei a expressar a minha estupefacção pela ausência de uma acção simbólica dos jogadores em solidariedade para com Mahsa Amini, a iraniana assassinada pela polícia por não cobrir devidamente os cabelos, e para com os inúmeros iranianos entretanto assassinados nos protestos subsequentes. Tal como referi algum espanto pelo silêncio do jornal da SONAE, carregado de identitaristas activistas, bem como dos sempre tão solidários em causas anti-americanas BE e LIVRE, que não se aprestaram à mobilização de arruadas contra estes factos. Em parte é compreensível, consabida que é a soez hipocrisia destes esquerdistas de “campus” e avenças… Mas o mesmo não se esperaria dos nossos jogadores, lestos a ajoelhar-se por uma morte masculina americana, mas agora prontos a encolher os ombros diante de inúmeras mortes iranianas. Por isso titulei o postal com um “O Futebol Não É Para Mulheres!“.
Fica agora a notícia que os jogadores da selecção do Irão têm a coragem de afrontar a sua vil ditadura, simbolicamente usando casacos negros sobre o equipamento. Está dado o mote – não a@s esquerdalh@s lus@s, que continuam algo silenciosos face a estas ocorrências, encerrados na sua vilania de prosápia identitarista. Mas sim aos jogadores da bola…

o que irão continuar a fazer?
O Irão é inimigo dos Americanos, logo os activistas do Público não vão atacar o aliado anti americano.
E na AR de cá?
Sordidez…e em estado puro…
JSP
Peço desculpa pela distracção, mas esse tal de “Público” ainda existe?
Deixei de o comprar (embora só o comprasse às sextas e sábados) em reacção viva àquele episódio vil e abjecto da “despublicação” de um artigo de opinião.
A última vez que o vi na banca, pareceu-me magrinho, languescente, muito muito longe do que poderia ter sido, pois que não depende do Governo (e outros malfeitores) e das suas benesses envenenadas.
Tive pena, coitado.
Se ele falecer, avisem-me, por obséquio. Gostaria de ir ao velório, dar os sentimentos à Família e acompanhar o enterro. (Ver para crer!)
Quando usa termos como “esquerdalho”, dá para perceber a escumalha que é. Como se alguém de esquerda fosse defender uma teocracia de extrema-direita. Mas ainda não vi o Delito de Opinião a criticar o Qatar…
Anónimo esquerdalho e iletrado (tanto que nem consegue perceber um breve texto): a questão é mesmo essa, é que esses “de esquerda” não surgem com a veemência que lhes é habitual noutras “causas” “identitárias” agora a criticar a tal “teocracia de extrema-direita”… Quanto à convocatória do Catar para este assunto é típico da vossa laia, quando se refere algo que vos fere as efectivas cumplicidades vêm agitar o que o “outro menino” também fez… É, e neste caso particular ainda mais, uma desfaçatez abjecta. Típica, repito, dos javardos anónimos.
Respeito âs culturas,etnoetnicidades.Burkas,chibatad as,ijabes,demais panos sacros enrolando umas pessoas,serão mulheres? Mulheres só no oeste capitalista,maxista,patriarcal.Diz que é para proteger.Respeitemos os costumes milenares.Calemos,apoiemos mesmo.
Will be an answer,let it be.
Como o termo “esquerdalho” ofende o anónimo esquerdalho que por aqui passou, deixo ligação a um recente texto em que descrevo o seu conteúdo: https://estan.blogs.sapo.pt/os-esquerda lhos-486475
A seleção que é de esquerdalha não se insurgiu contra os crimes do governo do Irão. A esquerda é assim, a direita também não falou do caso, mas como a direita apoia normalmente ditaduras não há aqui escândalo nenhum.
A seleção é famosa por se insurgir contra situações que atentam os direitos humanos, temos o exemplo do tratamento dado aos trabalhadores estrangeiros no Qatar em que a ofensa é tão grande que vão lá jogar futebol e dizer umas coisas ao emir.
Jo, o a atitude do seu comentário (e a de um outro anónimo acima) é tramada: uma jovem é assassinada pela polícia por não tapar devidamente os cabelos, há protestos reprimidos. Comparo com o acontecido há 2 anos, quando um polícia americano matou um cidadão e isso cá causou uma vaga de protestos dos racialistas (internacionalmente já a havia, mas agora também há uma vaga de protestos globais sem eco nacional). O que é que você (e o outro anónimo) dizem? Que no Catar e tal… Isto seria absurdo se não fosse até imoral.
Mais, o caso é relevante porque a campanha racialista originada no assassinato americano (ancorada na situação americana, a qual é dita pelos identitaristas demagogos como paradigmática da situação do mundo capitalista ocidental) causou uma inédita posição simbólica da selecção, associando-se a um movimento global de desportistas. É disso que falo, e agora? Resposta dos anónimos? No Catar, etc. e tal…
Há outra coisa que você diz que é errada, a direita apoiar as ditaduras (e a esquerda não). Pois a esquerda comunista (e a actual identitarista, que se diz pós-marxista) só apoiou ditaduras (e movimentos de inspiração ditatorial). E a direita, onde você coloca este blog ou parte dele, apoia democracias, em parte, havendo outras direitas que apoiam ditaduras. Ou ideologicamente, no caso da extrema-direita, ou pragmaticamente, como é o caso do usual encolher de ombros face a ditaduras mundo afora (típica posição da Guerra Fria).
Quanto ao Catar que você e o outro anónimo me atiram ao postal. Estou farto de repetir, a superioridade intelectual e moral de quem assina os textos que publica, face à miséria humana anónima, não é apenas o garbo. É o ser escrutável. Pois o assinar permite comparar com o que se escreveu antes sobre os assuntos – por irrelevante que se seja, por dislates anódinos que se escreva.
Já (até porque gosto de futebol, e escrevi num blog dedicado) botei sobre o Catar – não textos muitos informados, claro, mas há material sobre direitos humanos (e laborais) naquele país. Botei nos meus blogs, en passant, botei no meu acebook, e alguma coisa no DO (onde não ponho tudo).
Mais, a questão do Catar nem sequer se liga com o que boto neste postal, é muito mais grave: pois aqui falo dos jogadores da selecção (e dos activistas “intelectuais”, acolhidos no Público e nos partidos folcloristas) e da sua falta de reacção com os acontecimentos no Irão. Mas o Catar não se prende com estes universos, da “sociedade civil”. Tem mais a ver com a FPF, e suas relações implícitas e explícitas com o Estado (tutela do ministério e instituição de utiliidade pública, com benesses disso retiradas), o que implica que o seu apoio ao Catar-22 tem um aspecto oficial – bem mais relevante do que um acto simbólico do CR7 e seus pares.
Enfim, o que tenho a dizer sobre o Catar, vou dizendo-o em postais tão esparsos e curtos como este – como, p. ex., quando botei do meu “espanto”, aliás nojo, com uma cineasta portuguesa que faz um documentário denunciando o “escravismo histórico” português e o silÊncio actual sobre o assunto (o tema chu-chu desta esquerdalhada) e o emite na …. Aljazeera (canal estatal catari).
Ou, resumindo não só o que penso sobre o Catar mas também sobre isso que você (mais o outro apatetado anónimo) vem aqui reclamar sobre a “crítica da direita” e seu apoio às ditaduras, aqui lhe deixo um postal meu de há 4 anos!!! (e meto este porque está no DO): https://delitodeopiniao.blogs.sapo.p t/a-proposito-de-bolsonaro-10298661 .
E espero que assim perceba, mero jo, bem como toda a restante escumalha do anonimato confrontacional, as razões do meu desprezo por esses anonimatos. Repito, quem assina é escrutável – nós não temos o dever (ainda para mais no hóbi bloguista) de sermos coerentes ao longo do tempo ou exaustivos no tratar dos tópicos. Mas assim, assinando, podemos enfrentar o abjecto grasnar anónimo mostrando o que se escreveu.
Também no DO, para estes anónimos esquerdalhos https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/m alvada-historia-de-maldita-gente-1245161 8
Que diabo são “racialistas”?
Compreendo a sua procupação com a injustiça no Irão, e compartilho a sua opinião com a miséria que é escolher causas. Já compreendo menos a sua ligação entre a violência policial americana e a iraniana. Diz que os “racialistas” fizeram mal ao falar dos americanos e não dos iranianos, fica a dúvida de que se não tivessem falado nos primeiros, não haveria mal em não falar dos segundos.
Já notou concerteza que nisto cada um escolhe as suas lutas, e andar a dizer que tu clamaste menos que eu é pueril.
Quanto à minha identidade, ainda não consegui descobrir o que pretende fazer com a minha identificação completa. Se é para consultar outros escritos meus, é escusado, não sou jornalista nem escritor, não tenho escritos publicados, se é para me vir confrontar pessoalmente considero a coisa um pouco ameaçadora.
“jo” qual ameaça qual carapuça, que patetice… é mesmo isto. Vêm-me aqui uns anónimos de mão na cinta “está a falar de não-sei-o-quê mas não fala de não-sei-o-quê”. E para além de neste hóbi não se ter qualquer obrigação do cobrir os “não-sei-o-quês” que os mal-criados que não se apresentam quando conversam (gente silvestre, crescida ao deus dará, sem pais e famílias que lhes tivessem ensinado os rudimentos do comportamento curial) querem exigir, o que isto de assinar é mesmo esta resposta: “não falo de não-sei-o-quê?”, “está aqui, foda-se”. E segue-se em frente, com desprezo pela pantomina confrontacional.
O que é um “racialista”. O tio google ensina
Note que escreve num sítio público e aceita comentários anónimos, podia escrever só para conhecidos ou recusar comentários de pessoas que não conhece, está no seu direito. Não recusar comentários e insurgir-se porque não comentam como quer é um pouco tolo.
Para ter comentários menos agressivos basta moderar a linguagem, mas isso também diminui o número de leitores.
O jpt devia era de de elogiar o Taremi em vez de querer ser o Taremi do DO.
Anónimo, eu já aqui elogiei o Taremi, e até muito recentemente. Quanto à alusão que faz às minhas pretensões no interior do DO: se eu tivesse qualquer ambição pessoal a cumprir no Delito de Opinião seria sempre a de encarnar Samuel Fraguito e não qualquer Taremi.