Potencial conflito de interesses com o ministro da Saúde: é casado com bastonária dos Nutricionistas.
Novo ministro da Saúde não informou que é casado com a bastonária da Ordem dos Nutricionistas.
Manuel Pizarro delega competências por ser casado com bastonária dos Nutricionistas.
Duas empresas do marido da ministra Ana Abrunhosa receberam fundos comunitários.

Não estou a ver qual é o problema. Isto no Brasil deu resultado, veja lá se o Lula agora não é o melhor candidato.
Ainda o hei-de ver a aplaudir o Sócrates na eleição para a presidência.
Se o Lula é o seu modelo de referência ética, fica tudo esclarecido.
É um modelo de referência ética para mim e para toda a comunicação social que eu nestas coisas não gosto de ser sozinho.
Do Lula ao Sócrates, há todo um modelo ético a enaltecer. Ambos se distinguem nesse domínio, como “toda a comunicação social” bem sabe.
Estamos lixados! Ai a minha rica reforma onde irá ela parar !?!! Quanto me irão reduzir??
Ai jasus…
Pedir reformas a este governo é como implorar por milagres.
Costa foge das reformas como o diabo da cruz.
O melhor é acabar com a Ordem dos Nutricionistas. Acabava-se o problema. E, de caminho, poderiam eliminar mais meia dúzia de Ordens profissionais.
Acabem com todas.
Metam as Ordens na ordem. Por decreto do governo absoluto.
Algo a que nem o Salazar se atreveu.
Quem ajudou ao parto da Ordem dos Nutricionistas foi o actual ministro da Saúde. Saiba que isto anda tudo ligado.
As Ordens são criadas pelo Estado. O mesmo Estado que as cria tem o direito de dissolvê-las.
As Ordens, por definição, desenvolvem funções que cabem ao Estado e que os governos decidem delegar como é o caso da certificação e controle dos seus agentes. Todavia, ao criar a Ordem dos Nutricionistas, o governo do nosso Estado pode ter cometido um erro.
Para controlar os agentes daquela profissão não bastaria a lei geral? Creio bem que sim. Se continuarmos assim, qualquer dia vamos ter a Ordem dos padeiros, dos calistas, e por aí adiante.
Além disso, é notório que essas Ordens funcionam muitas vezes como sindicatos, por norma defensores oficiosos dos seus associados, desviando-se das funções nobres para que foram concebidas, ou seja, a maioria das nossas Ordens são mais para chatear do que para ajudar.
As ordens profissionais são como o sol: quando nascem, é para todos.
Se há ordem dos nutricionistas e dos psicólogos e dos enfermeiros e dos técnicos oficiais de contas, porque não uma Ordem dos Padeiros?
Eu defendo há muitos anos uma Ordem dos Jornalistas.
Exatamente, Carlos. Por isso mesmo, eu digo que a melhor forma de evitar o conflito de interesses do ministro da Saúde é dissolver a Ordem dos Nutricionistas. E, de caminho, eliminar também muitas outras Ordens.
Mais fácil substituir o ministro, que nunca devia ter sido designado para esta função havendo tão óbvio conflito de interesses.
Outro erro lapidar de Costa. Mais um para colar na caderneta de cromos.
Os cidadãos são iguais perante a lei. Nenhum empresário pode deixar de receber apoios do Estado pelo facto de a sua mulher ser ministra.
Há coisas que não de devem fazer. A falta de ética é o que distingue os católicos dos protestantes. É por isso que uns são mais ricos e têm mais bem estar do que os outros.
O que é que não se deve fazer? Um empresário não deve pedir ao Estado um apoio a que tem direito, pelo facto de a sua mulher ser ministra? Ou uma ministra não deve aprovar um apoio a que um empresário tem direito, pelo facto de esse empresário ser seu marido?
Sim, não deve.
Não é “ser ministra” nem “ser um empresário”, é ser a pessoa que aprova os fundos ser casada com a pessoa que pede os fundos. Capisce? Ou é assim tão difícil de entender?
Então os ministros “casados” com empresários?
Então deixa de haver candidaturas, sempre poderá haver algum membro do governo “casado” ou “amigado” com candidatos.
Neste caso não é “amigada”.
É mesmo casada.
A ministra que gere os fundos europeus é casada com um empresário que beneficia deles.
Mais uma bronca neste governo absoluto onde elas se sucedem a um ritmo alucinante.
Nem os socialistas como você conseguem tapar o sol com a peneira, por mais que tentem.
E depois não é “um apoio a que tem direito”, foda-se: é um apoio ao qual ele tem de fazer uma candidatura, o que coloca a sua empresa numa situação de informação privilegiada.
Tal como o oportunista do Bloco, o Robles, que recebeu em primeira mão informação privilegiada. Porque motivo algumas pessoas que trabalhavam/trabalham câmaras compraram por tuta-e-meia terrenos que lhes interessavam ou que iam mais tarde ser incluídos na zona urbana dos PDMs? Porque tinham acesso a informação privilegiada. Se trabalham nesses departamentos têm direito a comprar esses terrenos? Não, não têm porque estão numa situação de privilégio? Querem comprar terrenos? Mudem de emprego.
Trabalhar para o Estado implica uma série de regalias que se destinam a compensar esses incómodos. Uma pessoa que trabalha para o Estado não pode estar em situação concorrencial com pessoas que não trabalham para o Estado.
Você faz-me lembrar o Salazar, que em determinada altura obrigou as professoras primárias a serem solteiras. Mal se casassem, deixavam de poder ser professoras. Você parece querer obrigar as ministras a serem solteiras…
É claro que há informação privilegiada. Mas o problema é, como é que você faz para que deixe de haver? Obriga as ministras (e os ministros) a serem solteiras? Retira direitos aos maridos delas, proibindo-os de concorrer a apoios do Estado?
O problema é este: você não consegue evitar casos destes sem atropelar direitos mais básicos e fundamentais dos cidadãos, como sejam o direito a casar ou o direito a concorrer a fundos públicos.
Você não está a perceber. Nao somos nós que temos de proibir o que quer que seja como fazia o Saletas e os que gostam de proibir tudo. São eles que devem tomar a iniciativa de se abster desses negocios que configuram falta de ética. Por isso é que eu disse que o maior problema dos portugueses é a falta de ética. O que caracteriza tudo isto é a pouca de clareza conceptual e é por isso que tudo isto se confunde muitas vezes com falta de inteligência.
Todos os cidadãos deviam ter direito a casar com ministras.
Para garantir a igualdade perante a lei.
Geralmente as mulheres quando se casam ainda não são ministras. E um homem tem dificuldade em topar quais são as que têm potencial para vir a sê-lo.
Você não anda bem. Suspendeu a medicação?
Don’t be naïve
Li esta história cheia de tons cinzentos da ministra da Coesão e a minha reacção foi encolher os ombros: é só mais uma a juntar a todas as outras que já aconteceram. O país, cada vez mais, parece ser impunemente governado por uma corte (sem nada de nobre).
A ministra hoje até chorou numa comissão parlamentar.
Justificou-se dizendo ser muito “chorona”.
No fim secadas as lágrimas, fugiu literalmente dos jornalistas. Sem nada esclarecer, sem clarificar coisa nenhuma.
Não parece, é! O país é hoje governado por uma série de gente que o gere como se ele fosse um “bem próprio” e não um “bem comum” a todos os portugueses. Aliás é pior ainda do que isso, já que garantidamente ninguém no seu perfeito juízo gere o seu dinheiro (os bens no fundo são dinheiro) da forma lamentável como os nossos governantes o fazem. Ninguém com juízo iria assistir à destruição dum SNS impávido e sereno (como o nosso primeiro assistiu) se ele (o SNS) fosse seu. Esta gente governa com base no ditado “isto não é meu nem do meu pai, se der raia que se ….!”. É a total falta de responsabilidade que, obviamente, advém da impunidade de que esta gente goza.
Io sono nato in un dolce paese
Dove chi sbaglia non paga le spese
Dove chi grida più forte ha ragione
Tanto c’è il sole e c’è il mare blu
Que bonito, um momento de poesia. Em italiano.
Xuxaland, what else?
Isto faz parte daquela série chamada “resultados eleitorais em Itália são uma ameaça à democracia”, não é?
Em Itália não há problema ‘aquilo vai durar como habitualmente uns meses’, e prontus.
Agora até aparece um boneco articulado, com a cara do Berlusconi, movimentado por um artista ventrículo.
Há quem prefira ver a cara do Putin. Deduzo que seja o seu caso.
Faz parte da interminável série “A culpa foi do Passos”.
A velha confusão do “servir o estado” com “servir-se do estado”
Luís XIV dizia: “O Estado sou eu.”
Este PS, mais moderno e colectivista, proclama: “O Estado somos nós.”
Segundo uma deputada do PS, isto é para eliminar da acta e das gravações.
Essa deputada proto-estalinista amanhã nem deve sair à rua, tão fortes foram as descascas que hoje levou de todo o lado – incluindo do seu camarada de bancada Pedro Delgado Alves, que falou muito bem e não hesitou em pedir desculpa por ela e pelo próprio PS na AR.
Só em democracia há alternativa. Muito bem, com democracia como a portuguesa, antes a ditadura. Sim ditadura, mas de Direita que ponha esta espécie de país nos eixos, e além de tudo porque com esta poder-se-á voltar a uma verdadeira Democracia.
Esta é a minha opinião perante os inqualificáveis factos do poder instalado.
Se você fosse russo, entoava hossanas ao Putin.
Na boa lógica republicana “e se o rei for pateta?” devia ser igual a “e se a Ministra ajudar o marido?”. Mas parece que não é, sobretudo quando se trata de socialistas.
A ministra com a tutela dos fundos comunitários está casada com alguém que beneficia de fundos comunitários, nomeadamente através de uma empresa criada para o efeito.
Situação clássica de conflito de interesses, como é óbvio.
Chamada ao parlamento, nada esclarece, desata a chorar e vai embora sem passar cartão, recusando falar aos jornalistas.
Tudo errado neste comportamento que parece agradar a alguns comentadores aqui do blogue.
Só lhes faltou dizer que a culpa é do Passos.
Oclocracia .
colige factos que indicam claramente qual o regime em que vivemos. e não alcança o significado , suponho que por cegueira ideológica…vá se lá perceber os homens.
Eu sou da velha escola. Prefiro mesmo a democracia. A boa, sã e tradicional democracia liberal – o pior dos sistemas exceptuando todos os outros.
Tudo o resto, para mim, está numa escala inferior.
Apenas “deputados” (deputadas) do partido (não dos eleitores) e “ministros” da respectiva família.
Nada de novo, pois a vida está cara e isto é um salve-se quem puder.
‘La Famiglia’.
Podem não crer em Deus, podem estar-se borrifando para a pátria, mas nunca esquecem ‘La Famiglia’.