Tenho saudades da Clara.
Fomos boas amigas, colegas, companheiras de carteira e até cúmplices durante o liceu.
O meu pai chamava-a de Clara Gema do Ovo e sabia que era a melhor influência que naquela altura poderia desejar para mim.
A Clara era o que agora se chamaria uma “croma”. Mediana de altura, cheiinha e com uns óculos redondos e grandes, tinha sorriso fácil, uma mente brilhante e uma acuidade artística fora de série. Qualquer tarefa para a qual a Clara se propusesse tinha a garantia da excelência da execução e do primor da conclusão.
As miúdas populares ressentiam-se com a atenção que os professores dispensavam à Clara pelo seu admirável desempenho a todas as disciplinas, com notas a alternar entre os 16 e os 20 valores. Eu não era uma miúda popular. Também não era uma croma. Balançava agilmente entre umas e outras; nunca tomei posição, mas sentia-me bem mais confortável com os cromos do que com a superficialidade que a popularidade confere.

Como todas as adolescentes, a Clara amou com ardor. Desenvolveu uma paixão platónica pelo grego Demis Roussos, exacerbada por uma possível falta de afecto paternal, de tal modo que lhe escrevia intermináveis cartas em tom de diário, contando cada segundo da sua vivência e do seu pensamento que não o abandonava nunca. Escrevia sempre que podia, em cadernos do liceu numerados que a acompanhavam para onde quer que fosse, aos quais acabei por perder a conta.
A Clara trazia consigo recortes de notícias, posters, tudo o que a imprensa nacional e estrangeira pré-revolução era autorizada a disponibilizar ao público jovem em Portugal. O meu primo Dietmar trabalhava na altura na editora da Revista Bravo e arranjava-nos muitas revistas com vários pósteres estupendos (cheguei a forrar a parede do meu quarto com pósteres, alguns de tamanho natural, como foi o caso do Alice Cooper e também do Mark Spitz, com as suas sete medalhas de ouro), muitos deles do Demis Roussos. Pelo liceu era normal ouvir o trautear de “We Shall Dance”. Aos poucos conseguiu coleccionar-lhe toda a discografia. E assim a Clara era feliz.
Um belo dia em que levei para o liceu os meus fantoches feitos com colheres de pau, lã e restos de tecidos das costuras da minha mãe, nem sei bem a que propósito, prometi que lhe faria um Demis Roussous em pano, costurando o Titã lírico em escala reduzida, com um “colosso” bem microscópico. Foi uma risota pegada, mas nunca imaginou a Clara que eu cumprisse o prometido.
Foto do Google

A revista Bravo!
Eu tive um Cliff Richard com 1,80m que me deu uma trabalheira a montar e pendurar.
E tinha as paredes do quarto completamente cheias de capas de EP; quando as retirámos para pintar o quarto, as paredes estavam cheias de marcas de fita cola: uma loucura
Outras revistas daquela altura: Salut les Copains e Mademoiselle Age Tendre.
Que de souvenirs!
Boa ponte e bom feriado.
(no meu tempo era o Dia da Mãe e durante uns anos continuei a festejá-lo nesse dia: depois, como sempre, o marketing venceu…)
🎄
Maria
Convenci os meus pais a deixarem-me pintar o qusrto de verde veludo e o Dietmar que trabalhava na Electroliber contribuiu profusamente para a desgraça com carradas de revistas da editora, entre as quais a Bravo, que era a minha favorita. Acredito que tivesse poucos centímetros de parede vazios. Depois é como diz a Maria e muito bem, a fita cola e a luz fizeram das suas e na fase pós- posters foi uma trabalheira para amenizar a textura que muitos anos de colagens conferiu às paredes. Saudades pricipalmente das pessoas e da despreocupação.
Também nunca entendi a mudança da data do dia da mãe.
Bom feriado para si também 💐
Ninguém escapa. 😉
Não estou certa da proveniência, mas talvez da TV Guia. As portas do guarda-fatos aos 13 anos tinham apenas 3 posters: Sting, Bruce Springsteen e Tina Turner, o meu trio maravilha.
Boa semana.
No início dos anos 70, não eramos muito conhecedores do rock moderno. A música que nos chegava era através do cinema, dos festivais da canção, dos amigos que iam ao estrangeiro… era muito cedo ainda para o Bruce e para o Gordon. Havia o “Quando o telefone toca” e muita música portuguesa. O meu pai tinha discos do Sinatra, bandas sonoras de filmes, e muita música portuguesa e brasileira.
De cerca de 70% das bandas cujos pósteres tinha no quarto, não conhecia uma música sequer. Mas eram lindíssimos , Isabel. Boa semana para si também 😊😊
Maria Dulce, já havia o Bob Dylan, o Cliff e os Shadows, os Beatles e os Rolling Stones, para não falar no Elvis (que eu não apreciava).
Havia muita música italiana (Gianni Morandi, a Gigliolla que ganhou a Eurovisão), francesa (Françoise Hardy, Hervé Villard, Sylvie Vartan, Claude François) e também os veteranos Bécaud e Aznavour, mas o meu pai é que gostava destes.
Eu e o meu irmão (mais velho) só ouvíamos os Ekos e os Sheiks (música Ró); nada de Calvários, Garcias, Madalenas ou Simones.
Depois apareceu o Calhambeque do Roberto Carlos, a Banda do Chico Buarque e o Zeca e o Sérgio e o resto da malta. Ah e também o Joan Manuel Serrat e o Patxí Andion e tantos outros.
Não, nunca tivemos falta de boa música; e a prova é que continuo ainda hoje a ouvi-la passar na rádio.
Beijinho e boa 🎵
Maria
Claro, Maria, como eu referi, música que nos chegava pelos festivais da canção, a Gigliolla, o Gianni, o Adamo, o Cliff, o David Alexandre Winter, a France Galle… também Mammas and Papas, Holies, Kinks, toda uma panóplia de bandas com mensagens de valores e famíla. Os Beatles e os Stones ainda não tinham grande impacto por cá. Eram os famosos guedelhudos britânicos e os seus albuns só tiveram edições portuguesas no pós revolução. Eu por acaso trouxe o White Album de Londres em 74, que emprestei a um “namoradeco” que nunca mo devolveu.
Ouvia-se a Jovem Guarda, mas creio que bastante censurada até 74.
A música teve um grande impulso e uma enorme abertura a partir de 75/76, quando se aligeirou na música de intervenção e se abriu as portas ao mundo.
Eu tinha uma boa e bastante eclética colecção dos singles da moda, Michel Delpeche, Mungo Jerry, Paul MacCartney, George Harrison, Stones, por aí fora, mas apenas a iniciei em finais de 72.
Muito bom gosto, Isabel, só que esses apanhei-os já sem os colar nas paredes.
E que tal o último do Boss?
Fantástico, não é?
Bom feriado!
🎄
Maria
Estou em crer , querida Maria , que vos estou a ganhar por talvez meia dúzia de anos, e é por isso que as modas não batem certo.

Não, eu é que sou a mais velha 🙁 e comecei a ouvir os Beatles em 62/63.
Nessa altura até lhes pedi uma fotografia autografada e a verdade é que a recebi;
e ainda a tenho, embora não em muito bom estado, já lá vão muitos anos…
Eu e o meu irmão tínhamos uma bela colecção de EP, só mais tarde comecei a comprar LP – e agora só tenho CD.
Em 1966 o meu pai chegou a casa com a revista Flama e disse-me: olha quem comprou casa em Albufeira. Era o Cliff e tinha vindo com vários amigos, entre eles a Cilla Black. Aliás, em 68/69, ele trouxe cá o Paul McCartney , que até compôs uma canção chamada Penina (ali para os lados de Alvor), e nessa altura já os Beatles eram famosíssimos.
O Cliff é o grande responsável pela invasão britânica do Algarve. Os ingleses costumavam ir para Espanha, mas resolveram vir espreitar o Algarve (o que é que o Cliff terá visto ali?) e descobriram o paraíso 🙂
Por isso, Maria Dulce, no início dos anos 70 já se ouvia muita música rock e folk britânica e americana. Nós ouvíamos o Rádio Clube Português, a Rádio Universidade e a Renascença (que chegou a proibir os Beatles); os pais era mais a Emissora Nacional.
Claro que tudo isto foi há mais de mil anos…
📻
Maria
Quem sabe , a minha família não fosse afinal tão desempoirada como eu pensava?
Em 62 eu ainda não tinha noção de outas músicas que não as infantis. Acredito que a educação católica meio espartana tenha tido alguma influência nisso tudo e que depois da ruptura do meu pai com a igreja enquanto instituição, mudou muita coisa e que tudo aconteceu antes do nascimento do meu irmão mais novo em 1970.
Quanto à Maria ser a nais velha, não se nota nada, muito pelo contrário 🙂🙂
Educação católica e 100% espartana, Dulce, com direito a tudo: missa, catequese, confissão (ridículo, que pecados teria eu cometido aos 7, 8 e 9 anos?).
Sempre com os pais atrelados, às vezes, com sorte, lá me deixavam ir com o meu irmão ao cinema, mas era raríssimo.
Passeámos bastante mas sempre em família… eram outros tempos.
Fui eu que rompi com a igreja há décadas: deixei de acreditar, deixei de frequentar… mas também sou eu que continuo a ligar a tv todos os domingos para a minha mãe ver duas missas seguidas: ela gosta de ver (embora adormeça muitas vezes lá pelo meio) e eu faço-lhe a vontade.
Se eu já sou velhota, imagine ela…
E tudo isto por causa da sua amiga Clara: as conversas são mesmo como as 🍒🍒
Bons sonhos, Dulce.
😴
Maria
A histôria co a Clara terá próximos capítulos.
A minha aversão à igreja como instituição tem a ver com o abuso e a intimidação, tudo isso que a Maria referiu e sobre o qual jâ tive oportunidade de escrever aqui no Delito. Não deixei de acreditar. Deixei de confiar nos padres e nas freiras que subjugavam crianças à mentira que é a instituição.
Com o meu pai aconteceu num domingo de missa com a minha mãe grâvida e a chover torrencialmente, obrigarem-no a ceder os estacionamento ao prior, e perante a negativa ameaçarem-no físicamente. O meu pai continuou a acreditar, mas nunca mais foi a uma missa.
Uma noite tranquila, Maria. Beijinhos🌙🌌
Maria, tenho andado distraída. Acabei de ouvir ‘letter to you’ por sua influência. Nem sabia que ele tinha editado este ano. Quanto aos seus franceses vou conhecendo alguma (pouca) coisa por razões familiares.
Os Beatles e os Rolling Stones ainda me chegaram: a agulha do vinil já planava no ‘satisfaction’ e no ‘Angie’ de tanto ouvir. Ouvia Paul Simon, Joan Baez, Barclay James Harvest, noutra linha The Doors, apesar de todos estes já serem fora de época (os adolescentes costumam ter a mania do que ‘está a dar’ e muitos dos meus amigos ouviam outras coisas a que já chamavam ‘alternativa’, mas nunca aderi). Mas os álbuns da minha adolescência (além do trio maravilha) eram os dos Pink Floyd, do Roger Waters (continuo a ouvir), dos Dire Straits (ainda hoje oiço), dos Queen, e portugueses, como os GNR. As escolhas vinham por influência dos irmãos (mais velhos e com gostos diferentes entre si) e dos amigos.
E desde cedo ouvia clássica (por influência materna). A partir do final da adolescência descobri por mim o Jazz e ficou o meu género, sem disso perceber peva. Não percebo nada de música, nem de jazz, nem nomes de álbuns, nem interpretes e só depois dos 30 comecei a distinguir (alguns) instrumentos. Mas gosto e passo o dia a ouvir música, desde sempre.
Bom feriado 🙂
P.S.: dei por mim a esconder a parcela de gosto duvidoso; mas lembro-me de em miúda adorar as músicas do Bryan Adams, coisa que hoje não se admite.
E The Who e Led Zeppelin e Genesis e Deep Purple e Bkack Sabbath e Van Halen e Scorpions e Bon Jovi. Posteriormente Metallica e Greenday… não há baladas melhores do que as dos metaleiros. Gosto de tudo um pouco se falar comigo. Choro que me farto nas fases mais revivalistas, caramba.
Presentemente, estou numa fase mais clássica. As letras já não me dizem nada e se a melodia é bela e a letra mediocre, é um desapontamento.
Ainda gosto muito de Bryan Adams. Há pouco tempo vi um retrato com o Boss, o Bryan e o Jon e de repente lembrei-me do Dorian Gray.
Boa semana.
Imperdoável ter-me esquecido dos Scorpions. Adorava.
Os revivalismos quando dão, dão cabo de nós. 🙂
Queria muito ter ido ao último concerto na Altice Arena, mas houve incompatibilidade de horários. A minha filha mais nova ligou em videochamada durante o Hurricane e o Wind of Changes. Talvez para o ano 🙂
Aqui admite-se tudo, Isabel. Às vezes mudamos, mas alguns gostos permanecem.
Pink Floyd sempre, agora com o David Gilmour até gosto mais.
Dire Straits, Doors, claro que sim, mas também U2, Supertramp, The Moody Blues ou the Beach Boys.
Eric Clapton, Neil Young, David Bowie ou Leonard Cohen, para além dos que mencionou.
E GNR sim, gosto imenso do Reininho.
Também fui (e ainda sou) grande coleccionadora de OST e aí é um nunca acabar de nomes.
Cheguei à música clássica nos twenties por influência de amigos e é um tipo de música que tenho cultivado e me transmite muita serenidade. E sou das sortudas que assisti a vários (muitos) concertos em Belgais 🙂
Quanto ao jazz, apenas algum, preciso de estar in the mood.
Boa noite, Isabel, e bom feriado.
😴
Maria
Salut les copains! Que tempos!
Eu encapava os livros do Liceu com umas páginas que arrancava do interior do Jours de France ou do Paris Match talvez, ( já não me recordo bem ). Eram uma espécie de cartoons com umas figuras giríssimas, muito estilizadas, pernaltas e tinham um pequeno diálogo em francês.
Era uma geração marcada pela cultura francesa. Achávamos aquilo “muito à frente”
TM
Que tempos nesmo!!
Como é que meninas do liceu gostavam da parolice do Demis Roussos, e porventura nem um bocadinho do Marco Paulo (o Demis Roussos de cá)?. Até o contemporâneo Roberto Carlos era uma parolice prás meninas do liceu.
Quero referir meninas do liceu de Lisboa e arredores.
Como seria se o Marco Paulo cantasse aquelas parolices em inglês?
Senhor(a) grulho: tem a certeza que é natural do planeta terra em geral e de Portugal em particular? É que em 1971/2 aqui nesta terrinha, tinha-se mesmo muuuuito por onde escolher… fosse em que língua fosse. Benza-o(a) Deus pela santa ignorância
Tá bem. E seja bem benzida, igualmente.
Em 1971/2 com o muuuuuito pra escolher, Denis Russos, Marco Paulo ou Roberto Carlos era uma grande parolice pras meninas do liceu. Isso eram musiquinhas do ‘embala a alma encostadinhos’ nos bailaricos de sociedades recreativas.
Em todo o caso agradeço a informação desse fenómeno que desconhecia. Tenho que ligar à Tucha para a informar qu’afinal a música do Russos não era só para sopeiras e outra gentinha.
Um bêtuuu com êduçâcãooo universááál!! Uáu!! O que estes tios dos anos 80 e 90 sabem da vida durante os anos 70, sempre me fascinou!!!
Vá, guarda come dondolo..
Verifico, ou parece-me, que não apanhou a ironia.
Eu sou do tempo do Cliff e dos Shadows no Cinema Império, do Jazz-Cascais, da Silvie Vartan e Festivais de Rock no Teatro Monumental, tudo isto vivido com a policia de choque escondida nas imediações, não saísse-mos todos a fazer barulho pra rua. Tudo isto passado há mais de 50 anos. Que saudades!
Desculpe, agora as meninas do liceu ficarem “doidinhas” do Demis Roussos é uma “patologia musical” que desconhecia.
Veja bem: os adolescentes e as suas hormonas são como feijões mexicanos. As meninas dos liceus eram adolescentes iguais às outras, talvez mais limitadas pelos valores exigidos na época. Num liceu estritamente feminino, tudo o que as miúdas podiam fazer seria sonhar com o tal, o príncipe encantado, como nos filmes ou nos livros. Enquanto umas sonhavam com o Marlon Brando, para outras a “paixão” podia facilmente surgir na forma rubicunda e cabeluda de um cantor romântico com uma voz sui generis, que não cantava covers e que tinha o Vangelis na banda.
Quem são os demais para julgar os gostos dos outros e de cada um?
Saudades daqueles tempos, da despreocupação, do peso a menos, do trabalho a menos, do dinheiro a menos… muitas saudades mesmo.
Saiu um ‘saísse-mos’, mas verdadeiramente as muita saudades são da idade e ter assistido àquelas novidades de diversão, tudo o resto não deixou saudades.
muito bom o texto, gracias
Boa semana, V.
As nossas memórias depois de escritas ganham uma nova vida e adquirem uma tremenda longevidade. Servem também para quem quiser olhar para elas e, se estiver com atenção, notar mudam as modas e os modos mas a natureza humana continua intacta.
Obrigado pelo texto Dulce
É isso mesmo, Paulo.
Obrigada e boa noite
Sou um pouco mais nova. As fãs do Demis Roussos eram a minha mãe e a minha tia. Eu ouvia-o por tabela, em criança.
Despertei para a adolescência só em fins dos anos 70, a música que me deixou saudades foi a dos 80 (mais a primeira metade): Police, U2, Bruce Springsteen, coisas dessas. Ainda dos anos 70, lembro com saudade Donna Summer e Eagles. Não têm nada a ver uma com os outros, mas sempre fui bastante abrangente.

Obrigada pelo texto, Dulce. Muito bom!
Digam lá o que disserem Cristina, ainda não se compôs melhor música do que a dos anos 80.
O Demis Roussos era o ídolo e a paixão da Clara, com toda a força dos seus 13 anos. Era romântico e misterioso, mas não poderia jamais ser incluído nos Aiways Handsome. Contudo, esta é a minha opinião e não a da Clara-dos-seus-treze-anos, que se permitiu voar num doce sonho do amor. A flama esfriaria e seria redireccionada, menos platonica e mais tactil, mas garantidamente menos fascinante.
Ah, esqueci-me dos BeeGees: “Stayin’ Alive”, “Night Fever”, “How Deep Is Your Love”. Eu tinha 14 anos e andava obcecada.
É mesmo assim, a juventude.
Eu creio que ainda tenho o vinil de Spirits Having Flown, que tem Tragedy e Too Much Heaven.
Há uns dias atrás enviaram-me um vídeo antigo com Massachusets que não ouvia sei lá há quanto tempo, a comemorar o 74° aniversário do Barry Gibb, o único sobrevivente do grupo. Emocionou-me demais, Cristina.