
AUGUSTO SANTOS SILVA
Público, 10 de Julho de 2004
«Não duvido de que Santana Lopes e Portas são campeões do populismo e, por isso, ameaçam realmente a qualidade institucional e democrática da república.»

AUGUSTO SANTOS SILVA
Público, 10 de Julho de 2004
«Não duvido de que Santana Lopes e Portas são campeões do populismo e, por isso, ameaçam realmente a qualidade institucional e democrática da república.»
Pedro, se for a pegar em todas as frases do Muhammad Saeed al-Sahhaf português, é melhor fundar o Delito II e III 🙂
Abraço,
Já declarar “eu cá gosto é de malhar na direita” revela uma notável densidade de pensamento e “assegura realmente a qualidade institucional e democrática da república”.
Costa
“O que está em causa no domingo é a eleição de um Presidente que obedece à Constituição, não é uma tentativa de fazer o que seria um verdadeiro golpe de Estado constitucional.” – Augusto Santos Silva, em 2006, sobre a candidatura presidencial de Cavaco Silva.
Honra lhe seja feita, a herança política de Augusto Santos Silva (as iniciais do seu nome são todo um estilo) será um vasto espólio de “palavras para recordar”.
Velha guarda da ferramentaria das picaretas e malhos destemperados.
«Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto.»
– Jesus Cristo (7 a 2 aC – 30 a 3 dC), de acordo com um dos seus seguidores, Novo Testamento, João (8, 39-40).
Nisto do populismo, o César, Costa, Medina e amigos ficam atrás dos campeões, mas mesmo assim saem vencedores.
Democracia – valores do povo com que os auto nomeados padres da moral concordam.
Populismo – valores do povo com que os auto nomeados padres da moral não concordam.
Quem usa a palavra Populismo para nomear as ideias com que não concorda desmascara-se logo numa posição de posição aristocrata de privilégio, colocando-se logo à priori fora do Povo.
Na mesma senda já é não racista criticar música rap, segunda Obama o rap é culpado por homens pretos terem ido votar em Trump. Se ainda não chegou às páginas de “cultura” do jornal Publico e ao Expresso deve faltar pouco. Obama com a sua falta de estilo quando não está “produzido”, já deu o tiro de partida. https://www.youtube.com/watch?v=7Yp9zMJ_ KqM
Foi ainda interessante ver a monocultura jornalista sempre pronta a sacar da palavra populismo para atacar com quem não concorda, a atacar os empresários da restauração por “serem ricos”…
O ASS é um senhor. Espero que haja para aí uma rua com o nome dele.
Sugestão: Travessa do Cu da Maçonaria
Tenho este particular indivíduo como um dos mais fracos ministros, a par talvez, do seu amigo Cabrita.
Todavia, a escolha de ASS para esta pasta, torna-se de maior relevância, porque numa altura em que Portugal precisa urgentemente de incrementar as suas relações externas, seja a nível político, de defesa, segurança, ou economia, escolher um indivíduo tão pobre intelectualmente, dá pena.
Tenho-o na mesma linha brejeira que Costa ou César, daí entender o porquê da escolha.
Chego a pensar que o sítio ideal para este ASS, seria a jogar à sueca na tasca, com os outros dois, mais o Vara. Todos com o seu Mercedes topo de gama à porta e mesmo assim a sacar copos dos pobretanas que se juntam ao redor da mesa.
Conheci Luís Amado aquando de uma visita aos EUA. Não gosto pessoalmente do homem. Achei-o um snob, nariz empinado, enfim, um emproado. Mas reconheço que era uma pessoa culta, que tinha uma grande capacidade de se imiscuir em qualquer círculo para o qual o cargo o poderia colocar. No mundo empresarial, político, cultural.
Já este, acho-o de uma pobreza intelectual, cultural e até de bons modos de educação, deploráveis.
Quanto ao populismo, temo que se use essa acusação com demasiada facilidade. Qualquer coisa é populismo. Sempre que alguém traz à praça um assunto que não interessa, é populista.
Ora o populismo é essencial. E é essencial para medir a insatisfação de um povo. Quanto mais populistas surgirem e quanto mais crescerem, quer dizer que o povo está cada vez mais insatisfeito.
E quanto maior populismo, maior incompetência de quem não é populista.
A solução nunca poderá ser tentar calar o populista. Porque ele nunca se vai calar. E depois porque, ao preocuparmo-nos com ele, despreocupamo-nos com aquilo que nos devemos preocupar, que é o nosso trabalho.
Por isso, o objetivo deveria ser a competência, a capacidade de servir, de modo a que o populista não seja ouvido. Não porque é silenciado, mas porque as pessoas não o querem ouvir.
E as pessoas só não o vão querer ouvir, se os não populistas forem competentes e servirem de facto o povo que os elege.
E enquanto isso não acontecer, o povo cada vez se revolta mais, cada vez ouve mais populismo e depois chega a um ponto sem retorno e a História já nos mostrou o que pode acontecer.