Palavras para recordar (74)


Pedro Correia,

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AUGUSTO SANTOS SILVA

Público, 10 de Julho de 2004

«Não duvido de que Santana Lopes e Portas são campeões do populismo e, por isso, ameaçam realmente a qualidade institucional e democrática da república.»

10 comentários em “Palavras para recordar (74)”

  1. Pedro, se for a pegar em todas as frases do Muhammad Saeed al-Sahhaf português, é melhor fundar o Delito II e III 🙂
    Abraço,

  2. Já declarar “eu cá gosto é de malhar na direita” revela uma notável densidade de pensamento e “assegura realmente a qualidade institucional e democrática da república”.

    Costa

  3. “O que está em causa no domingo é a eleição de um Presidente que obedece à Constituição, não é uma tentativa de fazer o que seria um verdadeiro golpe de Estado constitucional.” – Augusto Santos Silva, em 2006, sobre a candidatura presidencial de Cavaco Silva.

    Honra lhe seja feita, a herança política de Augusto Santos Silva (as iniciais do seu nome são todo um estilo) será um vasto espólio de “palavras para recordar”.

  4. «Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto.»
    – Jesus Cristo (7 a 2 aC – 30 a 3 dC), de acordo com um dos seus seguidores, Novo Testamento, João (8, 39-40).

  5. Nisto do populismo, o César, Costa, Medina e amigos ficam atrás dos campeões, mas mesmo assim saem vencedores.

  6. Democracia – valores do povo com que os auto nomeados padres da moral concordam.
    Populismo – valores do povo com que os auto nomeados padres da moral não concordam.
    Quem usa a palavra Populismo para nomear as ideias com que não concorda desmascara-se logo numa posição de posição aristocrata de privilégio, colocando-se logo à priori fora do Povo.

    Na mesma senda já é não racista criticar música rap, segunda Obama o rap é culpado por homens pretos terem ido votar em Trump. Se ainda não chegou às páginas de “cultura” do jornal Publico e ao Expresso deve faltar pouco. Obama com a sua falta de estilo quando não está “produzido”, já deu o tiro de partida. https://www.youtube.com/watch?v=7Yp9zMJ_KqM

    Foi ainda interessante ver a monocultura jornalista sempre pronta a sacar da palavra populismo para atacar com quem não concorda, a atacar os empresários da restauração por “serem ricos”…

  7. Tenho este particular indivíduo como um dos mais fracos ministros, a par talvez, do seu amigo Cabrita.
    Todavia, a escolha de ASS para esta pasta, torna-se de maior relevância, porque numa altura em que Portugal precisa urgentemente de incrementar as suas relações externas, seja a nível político, de defesa, segurança, ou economia, escolher um indivíduo tão pobre intelectualmente, dá pena.
    Tenho-o na mesma linha brejeira que Costa ou César, daí entender o porquê da escolha.
    Chego a pensar que o sítio ideal para este ASS, seria a jogar à sueca na tasca, com os outros dois, mais o Vara. Todos com o seu Mercedes topo de gama à porta e mesmo assim a sacar copos dos pobretanas que se juntam ao redor da mesa.
    Conheci Luís Amado aquando de uma visita aos EUA. Não gosto pessoalmente do homem. Achei-o um snob, nariz empinado, enfim, um emproado. Mas reconheço que era uma pessoa culta, que tinha uma grande capacidade de se imiscuir em qualquer círculo para o qual o cargo o poderia colocar. No mundo empresarial, político, cultural.
    Já este, acho-o de uma pobreza intelectual, cultural e até de bons modos de educação, deploráveis.
    Quanto ao populismo, temo que se use essa acusação com demasiada facilidade. Qualquer coisa é populismo. Sempre que alguém traz à praça um assunto que não interessa, é populista.
    Ora o populismo é essencial. E é essencial para medir a insatisfação de um povo. Quanto mais populistas surgirem e quanto mais crescerem, quer dizer que o povo está cada vez mais insatisfeito.
    E quanto maior populismo, maior incompetência de quem não é populista.
    A solução nunca poderá ser tentar calar o populista. Porque ele nunca se vai calar. E depois porque, ao preocuparmo-nos com ele, despreocupamo-nos com aquilo que nos devemos preocupar, que é o nosso trabalho.
    Por isso, o objetivo deveria ser a competência, a capacidade de servir, de modo a que o populista não seja ouvido. Não porque é silenciado, mas porque as pessoas não o querem ouvir.
    E as pessoas só não o vão querer ouvir, se os não populistas forem competentes e servirem de facto o povo que os elege.
    E enquanto isso não acontecer, o povo cada vez se revolta mais, cada vez ouve mais populismo e depois chega a um ponto sem retorno e a História já nos mostrou o que pode acontecer.

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