Os portuenses e o mundo


jmmcc,

São os três portuenses e param ali pela Rotunda da Boavista. O homem nada tem de especial, mas um dos outros é um tipo estranho: ou o frango ou o leitão, um deles quer passar por ser o outro. Um dia destes ainda acabaremos por encontrar na Bairrada um leitão tipo frango. O mundo está a mudar rapidamente. Às vezes já muda em três semanas.

Para o Paulo Gorjão (e não só)


jmmcc,

A frase tem uma incorrecção: não se descortina qualquer motivo para o primeiro substantivo estar no singular e o segundo no plural. Mas não comecem logo a pôr defeitos, porque a informação é tão completa que até está acompanhada por exemplares esclarecedores: um «tramoço» onde se fala num «tramoço» e um “minuim” onde se fala num número indeterminado de «minuins». Ninguém diga que não entendeu bem, só por causa daquela incorrecção.

 

Nota — A escolha desta imagem foi inspirada nos mais recentes e bem-humorados posts do Paulo Gorjão. Para mim, aquelas figurinhas que o Paulo nos tem trazido são ‘Os Minuins’.

Desconforto


jmmcc,

As notícias nacionais que leio hoje deixam-me desconfortável. Vejam só.

 

· A GNR deteve dois alegados etarras em Portugal e o ministro da Administração Interna falou sobre essa detenção. Chega a parecer que o ministro não segura a sua alegria, como se o cumprimento bem sucedido da polícia fosse uma vitória política do seu gabinete. É bom que não sejam alegados etarras. É bom que sejam etarras. Para não serem declarações ao nível de ministro sobre alegados.

 

· A CMVM aprovou novas recomendações sobre os salários dos administradores e gestores das sociedades nacionais. "Bem prega frei Tomás…"

 

· Cientistas embarcam em projecto nacional para estudar o fundo do nosso mar. Ao anunciar ontem o lançamento de um «projecto nacional de ciências do mar profundo», o ministro Mariano Gago parece apostar no futuro: Portugal afunda-se e só terá continuidade nas profundezas do oceano.

 

· O MP acredita que Godinho pagou 25 mil euros a Vara em Junho. Se forem verdadeiras as notícias anteriores de idêntico teor, este é mais um sinal da crise: as "luvas" andam a ser pagas em tranches.

 

· O primeiro-ministro disse que o sector agrícola «não é nenhum fardo para Portugal». Pudera. O que não existe, não pesa. José Sócrates parece o sucessor de Jaime Silva, que nunca viu fardo nem sentiu peso.

 

· O Ministério da Saúde comprometeu-se a encontrar solução para doentes do Hospital de Braga. Deve ser um equívoco. Nenhum governo se lembraria de anunciar que se sente comprometido com a busca de soluções para pacientes dos serviços de Saúde pública. Se for o caso de uma situação nova e imprevisível, a única saída razoável é encontrar rapidamente os meios para resolvê-lo, que faz parte da normal governação.

 

Que me dizem? Não ficam também desconfortáveis?

Retratos a branco e preto 2


Teresa Ribeiro,

O ‘bloco-central’ dos tráficos de influência e da corrupção existe para além das coligações políticas e não depende delas.

Saldanha Sanches, Expresso (23.5.09)

 

As colossais fortunas obtidas, em tempo recorde, por gestores públicos, ex-políticos, antigos altos funcionários e autarcas não impressionam ninguém, muito menos a justiça.

António Barreto, Público (19.7.09)

 

Seríamos um excelente país e um excelente povo, se não fossem as excepções: a possibilidade de se suspender os bons princípios, a moral e os valores apregoados, para satisfazer uma necessidade passageira e logo a seguir retomar o discurso dos valores.

Miguel Sousa Tavares, no Expresso

 

Retratos a branco e preto 1


Teresa Ribeiro,

Para um povo melancólico, desiludido e sem esperança, o que lhe pode trazer um novo regime: uma terceira auto-estrada?

Vasco Pulido Valente, Público (5.6.09)

 

Não sou um homem de partido e quero é que eles (os partidos) se danem pelo que nos têm tramado.

Manuel Villaverde Cabral, i (11.7.09)

 

No actual estado de degradação das estruturas partidárias em que a militância desinteressada e a adesão politico-ideológica é quase irrelevante em relação à carreira aparelhística, os partidos no seu interior são verdadeiras escolas de tráfico de influência (..) de corrupção.

José Pacheco Pereira, Público (11.7.09)