Para o Paulo Gorjão (e não só)


jmmcc,

A frase tem uma incorrecção: não se descortina qualquer motivo para o primeiro substantivo estar no singular e o segundo no plural. Mas não comecem logo a pôr defeitos, porque a informação é tão completa que até está acompanhada por exemplares esclarecedores: um «tramoço» onde se fala num «tramoço» e um “minuim” onde se fala num número indeterminado de «minuins». Ninguém diga que não entendeu bem, só por causa daquela incorrecção.

 

Nota — A escolha desta imagem foi inspirada nos mais recentes e bem-humorados posts do Paulo Gorjão. Para mim, aquelas figurinhas que o Paulo nos tem trazido são ‘Os Minuins’.

6 comentários em “Para o Paulo Gorjão (e não só)”

  1. É a evidência vergonhosa do nosso sucesso educativo. Por exemplo: numa turma de Português, 11º ano, desci um aluno de 10 para 9 no 2º Período; chamam-me a atenção para uma quebra de 5% nos resultados. Pelo contrário, tudo está bem quando se atingem as metas definidas no Projecto Educativo. Tenho colegas cujas estatísticas são desgraçadas por alunos que não põem o pé nas aulas ou que rejeitam todo e qualquer trabalho, recusando-se até a tirar livros e cadernos da mochila. Ora, como a imagem comprova, a verdade teima em aparecer por detrás das estatísticas risonhas que somos forçados a fabricar.
    Apagada e vil tristeza, desgraçada pátria.

    1. Com um pequeno “senão”, meu caro: não raro, a verdade aparece esclarecedora e escandalosa à frente das estatísticas – e não atrás. Mas esse é um tema que continua a ter muito pano para mangas, já aqui tratado várias vezes e ao qual não deixaremos de voltar.

      Espero que tenha assistido ontem à noite ao programa ‘Plano Inclinado’, que contou com o contributo de Guilherme Valente (com quem privei algumas vezes no passado) e a sua interessante teoria (inovadora para quem não está atento ao que se passa nos bastidores do Ministério da Educação) sobre a ideologia criminosa e bem sucedida que se foi instalando no processo Escola/Educação, urdida na sombra para desgraça nacional e cujos resultados só não estão à vista para quem recusa ver o óbvio.

      Se não assistiu, José Catarino, sugiro-lhe vivamente que fique atento, porque a SIC-N repete sempre os programas semanais.

  2. João: V. é uma maledicente.
    Em vez de elogiar o autor do escrito por estar “muito à frente”, chama a atenção para a incorrecçãozita?
    Eu apreciei muito mais aquele “á” escrito em conformidade com o acordo ortográfico. :))
    O (h)omem é um visionário ou quis cedo adatar-se.

    1. Repare, Teresinha, que eu não tinha de apontar para aquilo que todos vêem. O que fiz foi anotar o detalhe. De resto, como muito bem diz, o autor do escrito está muito ‘há’ frente.

  3. :))
    Pois, a cultura do “Tramoço” no seu melhor, sem “transgénicos” – acho muito bem preservar-se essa singularidade – qualquer dia só se encontrarão tremoços em lojas “gourmet”.

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