Para um povo melancólico, desiludido e sem esperança, o que lhe pode trazer um novo regime: uma terceira auto-estrada?
Vasco Pulido Valente, Público (5.6.09)
Não sou um homem de partido e quero é que eles (os partidos) se danem pelo que nos têm tramado.
Manuel Villaverde Cabral, i (11.7.09)
No actual estado de degradação das estruturas partidárias em que a militância desinteressada e a adesão politico-ideológica é quase irrelevante em relação à carreira aparelhística, os partidos no seu interior são verdadeiras escolas de tráfico de influência (..) de corrupção.
José Pacheco Pereira, Público (11.7.09)

E o “povo melancólico, desiludido e sem esperança” somos nós?
E que diabo de tão grave nos aconteceu para sermos assim analisados?
Acaso a Guerra? Acaso a Fome? Acaso as por vezes crueis manifestações da Natureza que arrasam tantos outros povos? Acaso algum “regime facínora” que nos arranque os homens de casa à noite e os filhos do colo? Acaso .. nada?
Não consigo pactuar com esta visãozinha dos coitadinhos de nós..
sorry 😉
*
Sugiro retratos vestidos a cores… 🙂
Três belos…
A melancólica desilusão,
de esperança carenciada,
é recheada de confusão,
de forma triste agraciada.
Os partidos desgraçados,
resultado de tanta asneira,
deixam-nos destroçados
tapando o Sol com a peneira.
O estado de degradação
das estruturas partidárias,
é um sinal da depravação
de ideologias suicidárias.
Teresa, hoje a trapalhice é minha: comentei há bocado, mas parece não ter ficado registado – depois que nos acenaram com um jardim de delícias, claro que agora estamos desiludidos, mas mantemos, teimosamente, a chama acesa, quando pensamos que, antes, Portugal atravessou crises enormes, contra ventos e marés…