
Há dias, quando um grupo de apoiantes de Sócrates decidiu criar o SimpleX, levantaram-se na blogosfera vozes críticas, zurzindo de forma desmesurada – por vezes insultuosa – nos autores.
Não pensava pronunciar-me sobre o assunto, por duas razões:
– O baixo nível de alguns ataques não merece que se perca tempo com quem os profere.
– Embora os respeite, nunca me atraíram os blogs colectivos de culto, ou de pensamento único.
O tempo – demasiado tempo! – que vivi num regime monocromático deixou-me marcas profundas.
Gosto de ambientes onde haja diversidade de opiniões e se debata de forma livre e cordata. Foi por isso, aliás, que depois de ter recusado vários convites para escrever noutros blogs colectivos aceitei integrar a equipa do Delito de Opinião, onde a pluralidade estava garantida e o civismo e respeito mútuo asseguravam que o debate se faria de forma aberta e educada, não se deixando os seus autores obnubilar pelas preferências partidárias. O tempo tem-me mostrado que não me enganei e sinto-me orgulhoso de integrar esta equipa plural.
Quando soube que surgira um novo blog de apoio a Manuela Ferreira Leite, fui consultá-lo com a mesma curiosidade e expectativas com que o fizera em relação ao SimpleX. Tive, porém, uma surpresa. Entre os nomes da equipa do Jamais encontrei alguns dos que nos últimos dias zurziram sem dó nem piedade no SimpleX, acusando-o de “grupo de seguidistas”, “militantes de seita” ou “clac socialista”, numa manifestação exaltante de falta de cultura democrática e compostura cívica. Percebi, de imediato, o alcance do nome que escolheram. Na verdade, NUNCA se deve dizer NUNCA, para evitar que o efeito “boomerang” nos cubra de ridículo.
Dou demasiado valor à democracia para a espezinhar em contradições oportunistas. Por isso, ao ver que alguns nomes tão críticos do SimpleX integram o Jamais, leio um sinal que me explica o tipo de alternativa que nos prometem: mais do mesmo. Ou, por outras palavras mais apropriadas ao espírito da época, a dança das cadeiras. O Centrão continua efervescente…
Votos de felicidades aos dois, especialmente aos companheiros do Delito de Opinião que integram ambas as equipas.

Obrigado, Carlos!
Um grande abraço!
Abraço, André
Caro Carlos, não se importaria de me dar alguns desses exemplos de pessoas do Jamais que disseram ser o Simplex um “grupo de seguidistas”, “militantes de seita” ou “clac socialista”? Não estou a dizer que os não haja, mas parecem-me ter sido em bem menor número do que o Carlos sugere no post. Penso eu de que, claro…
Obrigado pelos votos de felicidade, espero contribuir para um debate elevado. Um abraço!
Caro Gomes André, sem querer entrar em polémicas, nem estar a apontar a dedo seja quem for, aqui fica um exemplo om/2009/07/regimentex.html
http://portugaldospequeninos.blogspot.c
Um abraço
Caro Carlos, esse post – sendo crítico do Simplex – não contém nenhuma das expressões que referiu entre parentesis. Por outro lado, acho que está a tomar a parte pelo todo. O Jamais tem 30 pessoas, mesmo que 2 ou 3 tenham feito essas críticas de que falou, não lhe parece excessivo fazer as generalizações de que falou? (Outra coisa: trate-me por José, por favor!). Cumprimentos!
Ok, José. Vou transcrever só um bocadinho:
“…dois ou três literatos regimentais juntos a militantes da seita “.
Nunca tomei a parte pelo todo e por isso mesmo referi apenas “alguns”, NUNCA generalizei. Conhecendo-me, saberia que não é meu hábito fazer generalizações e tenho respeito por todas as opiniões, mesmo que não concorde com elas. Uma andorinha não faz a Primavera…
Abraço, José!
Também acho que uma andorinha não faz a Primavera. Mas por isso mesmo talvez tivesse valido a pena salvaguardar no post a ideia de que se alguns criticaram, outros louvaram a iniciativa… Um abraço, Carlos!
“O Centrão continua efervescente…”
Resumiu tudo e muito bem!
Bem visto!
Caro Carlos, decerto concordará comigo nisto: pelo menos eu sou coerente 🙂
Não tenho nada contra blogs de culto como muito bem lhes chama, apenas acho ridículas as afirmações que se proferem, pelo menos as que li no Simplex. Confesso que não tenho paciência nem para uns nem para outros…
Caro Samuel. Sabe muito bem que concordo consigo e sempre reconheci a sua coerência. Também considero ridículas algumas afirmações que se proferem. De ambos os lados. Não entro nesse filme, como sabe…
Abraço