One can be very much in love with a woman without wishing to spend the rest of one’s life with her.
(W. Somerset Maugham, in The Painted Veil)
One can be very much in love with a woman without wishing to spend the rest of one’s life with her.
(W. Somerset Maugham, in The Painted Veil)
O que faria eu se estivesse no meu lugar?
(António Lobo Antunes, em Memória de Elefante)
O lisboeta tem uma gravata na língua, acha que o palavrão é para quando se descuida. Não entende que é ele que faz do palavrão um descuido. Todo o palavrão tem arte, a gente lá em cima sabe.
(Alexandra Lucas Coelho, em O Meu Amante de Domingo)
Havia meses que se perdiam como tampas de esferográfica.
(José Luís Peixoto, em Cemitério de Pianos)
É muito difícil saber o que nos leva a preferir as feias. Não é nada de bom. As feias têm mais razão para ser ciumentas, e isso agrada mais a um homem do que uma cara bonita. Mas quem não sabe o que é apaixonar-se por uma feia não sabe o que é a paixão.
(Agustina Bessa-Luís, em Antes do Degelo)
It always stimulates me to discover new examples of my own prejudice and stupidity, to realize that I don’t know half as much as I think I do.
(Paul Auster, in Oracle Night)
A única obsessão que toda a gente quer: “amor”. As pessoas pensam que ao amar se tornam inteiras, completas? A união platónica das almas? Eu não penso assim. Penso que estamos inteiros antes de começarmos. E o amor fractura-nos. Estás inteiro e depois estás fracturado – aberto.
(Philip Roth, em O Animal Moribundo)
She loved to walk down the street with a book under her arm. It had the same significance for her as an elegant cane for the dandy a century ago. It differentiated her from others.
(Milan Kundera, in The Unbearable Lightness of Being)
I needed to temper (my dad’s) enthusiasm a bit (about attending Princeton), and so I announced that I would be majoring in patricide…My mom was actually jealous.
(David Sedaris, in When You Are Engulfed in Flames)
As my father always used to tell me, ‘You see, son, there’s always someone in the world worse off than you.’ And I always used to think, ‘So?
(Bill Bryson, in The Lost Continent: Travels in Small Town America)
As lovers, the difference between men and women is that women can love all day long, but men only at times.
(W. Somerset Maugham, in The Moon and Sixpence)
Aquela conversa de travesseiro, “quem é o meu quindizinho?”. “Sou eu. Quem é a minha roim-roim- roim?” “Sou eu”, e ele inventou de dizer que jamais se separariam e que ele seria, para ela, como aquele nervinho de carne que fica preso entre os dentes, e ela disse “Credo, Osvaldo, que mau gosto!”, e saiu da cama e depois nunca mais. Acabou por metáfora errada.
(Luis Fernando Veríssimo, em O Melhor das Comédias da Vida Privada)
(…) a sua fantasia favorita era a visão de si mesmo, sentado sozinho num sala vazia durante horas e horas, sem ser interrompido, sem ser incomodado, sem ser requisitado por um único ser humano.
(Anne Tyler, em A Bússola de Noe)
Toda aquela itinerância com guias, disse ele passado um momento. Naqueles horríveis crocodilos de turistas, a entrar e a sair de igrejas, museus e mesquitas. Não, não, não. Gosto de estar quieto, de descobrir uma cadeira confortável. Está a ver o que quero dizer? Gosto de absorver um país.
(Paul Theroux, em O Grande Bazar Ferroviário)
Não tive tempo de escrever uma carta curta, por isso tive de escrever uma carta comprida.
(Richard Yates, em Onze Tipos de Solidão)
Olhou tristemente para Pockey Protero, a sua melhor amiga, sentada do outro lado da mesa, toda esparramada na cadeira e a largar as cinzas do cigarro sobre o prato cheio de gelado derretido e restos de bolo encharcado, com as deploráveis maneiras à mesa que só os muito ricos se podem dar ao luxo de exibir.
(Mary Maccarthy, em O Grupo)
Da velhice
sempre invejei
o adormecer
no meio da conversa.
Esse descer de pálpebra
não é idade nem cansaço.
Fazer da palavra um embalo
é o mais puro e apurado
senso de poesia.
(Mia Couto, Sono Coloquial)
Cá vamos nós, um para cima, outro para baixo, eu a deslizar, ele ofegante. Mariposa é o mais belo nome que um estardalhaço já teve.
(Alexandra Lucas Coelho, em O Meu Amante de Domingo)
(…) e quando uma pessoa tem a sorte de viver dentro de uma história, de viver dentro de um mundo imaginário, as dores deste mundo desaparecem. Porque enquanto a história dura, a realidade cessa de existir.
(Paul Auster, em As loucuras de Brooklyn)
– Um biquino novo? – É, pai. – Você comprou um no ano passado! – Não serve mais, pai. Eu cresci. – Como não serve? No ano passado você tinha 14 anos, este ano tem 15. Não cresceu tanto assim. – Não serve, pai. – Está bem, está bem. Toma o dinheiro. Compra um biquíni maior. – Maior não, pai. Menor.
Aquele pai, também, não entendia nada.
(Luís Fernando Veríssimo, em O Melhor das Comédias da Vida Privada)