Por gerações, a perseverança indicou uma prática de vida, o estilo moral de quem se mantém fiel ao seu caminho e às suas convicções, sabendo que isso tem um custo previsível: a turbulência e a aspereza das viagens de verdade. A perseverança queria dizer não abandonara meio a obra começada, mas insistir com todas as forças para levá-la a cumprimento. (…) A arte da perseverança não é um combate de certos dias de certas ocasiões: é, sim, um combate de todas as horas e de todas as etapas do que percorremos. E é um combate interno (consigo, contra si e por si) para manter, no tempo, quer a duração, quer a intensidade do que prometemos: uma tarefa, um desejo, um compromisso, uma palavra, uma amizade ou um amor.
(excerto do texto publicado na revista do jornal Expresso)