Troser
Cinquenta bordoadas na língua de Camões (13)
cronicasnofeminino,
Troser
Cavolário
E as bordoadas fazem um breve interregno de Estio. Voltaremos em Setembro.
Esteija
Otupsiado
Camizola
Inormes
Burrise
Descança
Fodace
Voças
Sedo
Tumara
Morreçes
Prencipio
Foi quando andava errante por esse mundo virtual fora à procura de coisa nenhuma em especial que os meus olhos aterraram em pérolas da ortografia nas caixas de comentários das edições online dos jornais portugueses e em páginas de apoio e lamentos no Facebook, rabiscos que quase me provocaram uma apoplexia, uma taquicardia súbita e a hipertensão em flecha ou deverei dizer ‘flexa’? E depois do choque inicial, ou será ‘iniçial’?, pus mãos à escrita e fui registando num caderninho virtual estas facadas certeiras nesta língua que também é a nossa Pátria. Seguir-se-ão pois os primeiros cinquenta pontapés na ortografia e na gramática, cinquenta assassinatos violentos, cinquenta bordoadas nesta nossa língua de Camões e de Drummond de Andrade, de Craveirinha e de Mia Couto. E não me interpretem mal, lapsos todos temos, vogais e consoantes trocadas enquanto teclamos furiosamente e levamos a escrita à frente do matraquear furioso pode acontecer a qualquer um, mas o que se segue, será ‘çegue’?, não são lapsos, são dores na alma, setas envenenadas nesta nossa língua de onde vemos o mar. Fiquem atentos.