Cibercidadania


Ana Cláudia Vicente,

A Ana Sofia já destacou aqui no DELITO, no início desta semana, A Educação do Meu Umbigo, mas hoje repito esta ligação para um comentário mais alargado em forma de agradecimento. Existem, entre outros, três professores /bloggers – o Arlindo, o Ricardo Montes e o Paulo Guinote – que mantêm diários de informação e opinião que reputo da maior relevância acerca do que se vai vivendo no mundo da Educação em Portugal. Em cada um deles, por força da relação de confiança que foram estabelecendo ao longo do tempo com os seus pares em particular, e com leitores em geral, surgem com basta frequência informações mais actualizadas e completas do que nos media tradicionais, sendo ainda preenchidas lacunas e esclarecidas dúvidas deixadas pelos canais institucionais. Como uma de tantos professores que beneficiam do vosso ciberempenho –  muito obrigada.

É já amanhã


Teresa Ribeiro,

Não vos falei do ioga para crianças, pois não? Nem dos workshops de origami, compostagem doméstica, eficiência energética e ervas aromáticas. E do ioga para adultos e do cinema… Não, pois não? Mas não há problema. O programa está todo aqui. Até amanhã!

Faltam dois dias


Teresa Ribeiro,

A partir das 18h, nesta fase do ano, o sol já está baixo. Imaginem então o que será assistir a um concerto de out jazz no Alto do Parque Eduardo VII com a luz do fim da tarde a descer sobre a cidade. Dia 17, às 18h, vai ser assim. 

Faltam três dias


Teresa Ribeiro,

Depois de um dia de trabalho, nada como uma massagem relaxante. Mas se não houver tempo ou t€mpo para pagar a um profissional e desgraçadamente também não existir em casa um par de mãozinhas talentosas para nos aliviar a tensão, será de uma grande utilidade termos alguns conhecimentos na matéria. Falo de auto-massagem, pois. Dia 17, das 16h às 17h, podem aprender umas coisas no workshop que decorre no Jardim Amália Rodrigues. Consultem o resto do programa em www.verdemovimento.com

Faltam quatro dias


Teresa Ribeiro,

Já experimentaram jantar de olhos vendados, deixar o paladar às cegas, submetê-lo a uma radical prova de fogo? Se a ementa estiver à altura do desafio, imaginem como será intensa essa festa de sabores. Dia 17, no Alto do Parque Eduardo VII, poderão desfrutar deste jantar inesquecível, com hora marcada para as 20.30h. Mas é aconselhável reservar mesa através do endereço: info@verdemovimento.com. O resto do programa encontram em www.verdemovimento.com 

Faltam sete dias


Teresa Ribeiro,

A cozinha saudável já não é o que era. Ementas à base de malgas de arroz integral e folhinhas de alface só existem na cabeça dos fundamentalistas que fogem da comida vegetariana como o diabo da cruz. No workshop de cozinha saudável quem quiser pode aprender a cultivar o prazer da boa mesa sem que para isso tenha de aumentar os níveis de colesterol. Realiza-se no dia 17 entre as 11h e as 13h  no Jardim Amália Rodrigues, no alto do Parque Eduardo VII. A entrada é livre, embora sujeita à capacidade do recinto.

Da coisa comum


convite,

Sempre entendi a organização do espaço urbano como a primeira marca de civilização. A possibilidade de habitar a polis é a aquisição de uma parcela da vitória contra o caos. Mas a Cidade tem exigências. Ainda hoje de manhã pensei nisso: aos sábados, tenho o hábito de, durante uma meia hora indolente, flâner aux vitrines num centro comercial. No parque de estacionamento da cave há, quase sempre, carros mal estacionados, enviesados, a ocupar uma parte do espaço destinado a outro, de tudo um pouco. Hoje pasmei: alguém estacionara um carro exactamente no meio de dois lugares, a linha amarela que compartimenta os espaços coincidia, na precisão, com o meio da viatura. Quem é o cidadão que faz isto? (Os meus amigos dirão, todos marialvas, que, com grande probabilidade, será uma cidadã, está bem, está bem!) É falta de atenção? É desprezo pelos outros? É um momento de rebeldia do tipo quero-lá-saber-hoje-vou-fazer-o-que-me-der-na-telha? Eu também padeço disso. Felizmente, é em casa: descalço os sapatos no meio da sala, deixo os brincos na cozinha, atiro as écharpes para o sofá. Quando muito, aborreço-me a mim própria na hora de alinhar tudo aquilo.

É evidente que o estacionamento de um carro é coisa mínima neste mundo. Claro. Lembro-me de ter ouvido, uma vez, uma entrevista de Jaime Lerner na qual ele falava, a propósito da vivência no espaço urbano, de uma equação de co-responsabilidade.

Convém aprender a resolvê-la: na Cidade, o nosso lugar é o lugar dos outros.

Faltam nove dias


Teresa Ribeiro,

Não por acaso, o Movimento Verde Alfacinha decorre durante a Semana da Mobilidade. Quem ainda não se estreou a andar por Lisboa no meio de transporte mais fashion do momento, pode começar já a passar o anti-ferrugem pelas rodinhas da sua bike e aderir ao espírito, porque dia 18 vai haver no Jardim Amália Rodrigues (no topo do Parque Eduardo VII) uma concentração de bicicletas, seguida de um passeio de 16 km pelas ciclovias e ruas da cidade.

Os biko-excluídos, que nunca aprenderam a andar sobre duas rodas mas têm vergonha de o admitir, podem inscrever-se nos cursos de bicicleta de nível básico que a Federação Portuguesa de Cicloturismo organiza nas manhãs dos dias 17 e 18 no âmbito do Movimento Verde Alfacinha.

Faltam dez dias


Teresa Ribeiro,

Durante os próximos dez dias vou falar disto. O que é? Um movimento de cidadania. Qual o seu objectivo? Varrer o planeta com uma onda verde. E não, não me estou a referir ao Sporting (cruzes!). Nem tão pouco a saladas tristes. O Movimento Verde Alfacinha parte de Lisboa para o mundo com um programa que não vos vai provocar o mínimo bocejo.

Nos dias 17 e 18 de Setembro passem pelo jardim Amália Rodrigues, no topo do Parque Eduardo VII, que é onde tudo vai acontecer. Amanhã conto mais.

Elogio de Dona Aida


Ana Cláudia Vicente,

Participações à GNR, à PSP, devoluções postais à Segurança Social, consultas em cartórios e conservatórias concelhios, telefonemas, deslocações, esperas de vária natureza, consideráveis doses de fleuma para lidar com o descaso – quando não insolência – de quem representa o Estado, tal como com o fatalismo dos familiares. Podemos, está visto, calcular quantas horas e euros D. Aida Martins aplicou na tentada descoberta do paradeiro da sua vizinha. Não podemos é estimar o valor do seu fazer mais do que está previsto na lei, mais do que o bem visto, mais do que o esperado. De um a outro vai a diferença entre o cidadão qualquer e o cidadão como ele deve ser.