Outubro (2) casamenteiro (25)


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Bolo de casamento “A Armadilha”.

Segundo a tradição, se o bolo dos noivos tiver uma armadilha disfarçada ninguém há-de pensar que era para apanhar um alce ou uma rena (nem sequer como metáfora, pois ainda nenhum dos dois teve tempo de os pôr ao outro). Portanto, ou foi o pasteleiro que quis poupar na massa e manter a aparência, o que faz pouco sentido por ser o fim do negócio, ou um deles preparou-a para o outro, o que é mais provável. Assim sendo, está descoberto o autor no momento em que se ouvir a pergunta fatídica: «Onde é que te meteste?” De qualquer maneira, com ou sem crime, é normal um casamento ser um acto armadilhado.

(A meias com a Ana Vidal)

Setembro (7) casamenteiro (22)


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Bolo de casamento “Smart Aliens Forever”.

Eis um bolo que é muito usado em casamentos entre políticos e outros extraterrestres, daqueles que olham em volta e estão a ver outro planeta, achando que somos uma cambada de terráqueos atrasados mentais. Claro que o aspecto só pode ser estranho: a cobertura é uma camada de chocolight, espécie de chocolate negro sem gordura produzido fora da Via Láctea, que a velha tradição marciana diz que ilumina a inteligência dos noivos, tradição essa que entrou nos anais da ficção científica para sempre.

(A meias com o João Campos. Who else?)

Setembro (3) casamenteiro (18)


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Bolo de casamento “Unexpected Swing Exchange” (de uma receita em inglês técnico).

Não é invulgar haver mais do que um casamento em que os noivos partilham a mesma boda e até o mesmo bolo, mas as pessoas estão sempre a descobrir-se e às vezes faltam ideias para aqueles (des)enlaces em que despontam opções inesperadas.

(A meias com a Rita Ferro)

Agosto casamenteiro (15)


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Este é o bolo certo para um casamento à antiga, porque ninguém acredita que o noivo não bebeu para conduzir. Já o pai e, antes dele, o avô tinham feito o mesmo. Outros tempos.

 

Termina assim esta série, que percorreu a segunda metade de Agosto, um mês muito dado a casamentos pela visita dos portugueses emigrados que vêm às origens e juntam a família para formalizar os enlaces. Isto numa altura em que a nossa emigração tem andado a crescer desmesuradamente pelos piores motivos: sobrevivência, descrédito, falta de esperança, etc.

Agosto casamenteiro (13)


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O bolo de casamento aqui proposto sugere a situação muito específica em que o noivo tem a sorte de casar com a mais desejada das mulheres, a avaliar pelo número de pretendentes que chegam em cima da hora (coitado do que chega de avioneta) para tentar que o enlace não se realize. A situação pode ser ligeiramente mais complicada se o noivo não souber a história completa dela com os ex-namorados.

Agosto casamenteiro (12)


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As propostas de hoje para bolos de noivos são dedicadas aos enlaces que não deviam existir, mas existem. Desde o casamento em que ele ainda está na fase das serenatas ao casamento em que ela já canta vitória antes da chegada dele, não faltam situações que nada auguram de bom. Excepto comer o bolo, claro.

Agosto casamenteiro (11)


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O bolo de casamento hoje sugerido não é para todos, mas vai certamente ao encontro de globe-trotters e easy-riders. Pode o enlace nem durar muito tempo, mas há-de ser um tempo movimentado e divertido para ambos. O problema maior destas uniões em duas rodas é que ele está sempre debaixo de olho, ao passo que ela não tem as mensagens visuais controladas.

A diferença: direito e dever


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Há um mês (foi a 26 de Julho), numa manifestação em Indianápolis, a posição pública assumida pela National Organization for Marriage  One Man, One Woman nada teve de compreensão ou sequer de tolerância, como se percebe pela imagem. Nem se esperava que tivesse: vinda, como vinha, de uma organização que se opõe fortemente ao casamento homossexual, sabia-se de antemão que a mensagem poderia ser tudo menos pacífica. Mas também não era preciso ostentar tal radicalismo, ou ainda haverá pela frente novas versões da tenebrosa Ku Klux Klan de outros tempos, agora contra os homossexuais.

No fundo, isto tem uma explicação e não vale a pena ficar-se a pensar se a liberdade de expressão e de manifestação tem balizas, porque não é disso que se trata. O problema continua a ser o mesmo de sempre: não manter diferente aquilo que representa diferenças sociais que entroncam na moral individual e colectiva (ou cultural) costuma ter consequências. Não querer perceber a tempo e aceitar que se está perante uma fractura da sociedade, desperdiçar a criação de laços entre as duas partes e optar por acentuar essa fractura à pressa e à força não é apenas desinteligente: acarreta resultados perversos.

Invariavelmente, o fundamentalismo exacerba-se quando se passa por cima dessa regra básica que é consagrar a diferença como um direito, para que o respeito pela diferença seja um dever. Ignorar esta regra é, afinal, desafiar os outros. Escusadamente. A violência é o passo seguinte.

Agosto casamenteiro (8)


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Este bolo de casamento é para os que já sabem que a vida de um casal se faz de equilíbrios. Difíceis, muitas vezes. Cortar a primeira fatia deste bolo a duas mãos é o primeiro teste. Dispensa-se a tradicional representação do casal no topo. Só por causa das coisas, não vá começar tudo com um valente trambolhão.