Capricho


Teresa Ribeiro,

O capricho por definição é uma vontadinha. Pressupõe futilidade, arbitrariedade, falta de fundamentação lógica. O meu gato é caprichoso. Os gatos são-no ou pensamos que são, uma vez que por óbvias limitações comunicacionais jamais poderemos aferir com rigor quais as suas motivações. Passando este conceito pelo crivo da cultura vigente percebe-se porque é o capricho considerado uma manifestação tipicamente feminina. Coisa de gatas, já se vê.

Um comentário em “Capricho”

  1. Teresa, se tal como diz, passarmos este conceito pelo crivo da cultura vigente, então secalhar está errada a ideia de que “capricho” é uma manifestação tipicamente feminina. A minha gata também é caprichosa, tal como o seu gato,(logo aqui, não há distinção por sexo) mas há para aí muita futilidade, muita arbitrariedade, muita limitação comunicacional, muita motivação, ou melhor, muita vontadinha demoníaca, para a qual o Português comum não consegue descortinar qual a fundamentação, que põe por terra o conceito de que capricho é coisa de mulher.
    A não ser que que o dito ” capricho” seja associado a uma revista (é do seu tempo? nem sei se ainda existe!) de fotonovelas, em que efetivamente as mulheres eram a principal clientela.

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