Nunca a alegria deu boa literatura e isso é bem fácil de comprovar, basta ir por aí adiante. Já uma elegante melancolia tratada a frases de recorte preciso faz um leitor ganhar o dia. Diz Pedro mexia no seu O Malparado: Escrevo «sobre mim» apenas na medida em que sou «eu» quem escreve os textos. Não há melhor aviso à navegação. Sempre cri que um blogue de feição auto-biográfica (digo de feição, atentai) deve ser lido ao invés daquilo que Samuel Coleridge muito bem enunciou como a suspension of disbelief, que é uma aceitação da convenção do fictício, isto não é verdade mas vou crer que é: um blogue deve ser lido numa adequada suspension of belief.
Chega e rematando, a minha escolha para blogue da semana é O Malparado de Pedro Mexia.

Que fundamentação tão bem recortada, Ivone. Também sou fã do Malparado.
A leitura d’ O Malparado é imprescindível. A fundamentação foi a possível. Obrigada, Teresa.