Em Lisboa, como noutro local qualquer, as árvores morrem de pé. Mas algumas são assassinadas, perante a indiferença quase geral. Felizmente existe o blogue Em Defesa das Árvores, que não se cala perante os crimes. A isto chamo serviço público.
Blogue da semana
Pedro Correia,

Queremos árvores no Terreiro do Paço!
Cheio de eucaliptos. Ficava lindo.
Será que o dito blogue dedicou uns linhas às árvores assassinas de Pedrógão?…
Julgo que não. Esse é um exclusivo do blogue da Judiciária.
Na Madeira também houve uma árvore assassina, matou uma vintena de pessoas. Tratou-se, aliás, ao que parece, de uma assassina-suicida, assim a modos que como um jihadista.
Não sei se esse caso também terá sido tratado no blogue.
Alguém conhece a posição do blogue relativamente aos canídeos incontinentes?
É a mesma relativamente aos canídeos do continente. Não discriminamos as regiões autónomas.
E para quando a denúncia da violência cometida contra uma oliveira lisboeta quando lhe depuseram as cinzas do Saramago? Crime contra a vegetalidade!
Timber!
Tinder?
Depois da sua resposta
Fiquei a coçar a testa.
Sou uma falsa doutora mas desprovida de canudo. Dos tais que frequentam tascas.
Quando chega ao intelectual
Acendo um charuto e peço uma cerveja.
As únicas árvores que interessam são as que dão cabos para foices ou martelos.
Nesses casos as árvores são álvaros.
Na minha rua há uns dois anos instalou-se uma loja de pastéis finórios (supostamente de tradição das freiras carmelitas do século 17), que servia lanches e pequenos-almoços. Depois quiseram instalar uma esplanada no passeio, para as pessoas poderem fumar enquanto bebiam o café e comiam os pastéis. Logo por azar tinham duas árvores, bem grandes, no passeio em frente à loja. Instalaram a esplanada (uma estrutura fixa de madeira, com cobertura em metal) e para esse efeito cortaram as árvores. Não sei se para esse efeito tiveram que provar ou inventar que as árvores estavam doentes, ou se bastou o prestígio dos pastéis e das freiras carmelitas.
Entretanto a dita loja fechou. A eslanada ficou lá, abandonada e sem préstimo, mas reduzindo o espaço para os peões no passeio. As árvores, numca mais as haverá.
Fiquei comovido… com a parte da esplanada.
Bem explanado.
Fosse eu o Valentim Loureiro de Lisboa e passava a campanha eleitoral a oferecer moto-serras.
E juntava-lhe ainda o primeiro festival alfacinha de madeireiros.
Duvido. Loureiro é nome de árvore.
E quem é que defende as árvores quando elas saltam de surpresa para a frente dos carros? Bandidas!
O PAN.
Defendam as árvores. Amem os eucaliptos.
Eu cá, lipto.
Bonito era cobrir Lisboa de tamareiras.
Melhor era cobri-las de oliveiras da figueira.
Aproveito para fazer publicidade do meu blogue: Em Defesa dos Castores.
É adepto do Paços de Ferreira? ias-castores-jogam-e-nacional-vence
http://www.fcpf.pt/PagFutebol-notic
A única árvore que importa defender é o cânhamo.
Sem acanhamomentos.
Dias com árvores sim,pimpampum não.
Ão ão. A árvore é a melhor amiga do cão.
Recomendo de forma entusiasta a todos os defensores das árvores que as abracem longamente… em dia de trovoada.
Melhor não. Em dia de trovoada, segundo o director da PJ, as árvores tornam-se assassinas.
Bem anuncia o autarca de Santa Comba Dão:
” Se for eleito, prometo tirar a lápide de mármore sobre a campa do Doutor Professor Oliveira Salazar” — A Oliveira pega de estaca!
Se ele “pegasse” , tenho a certeza (com o DR Freitas do Amaral) que ele aderia de imediato à democracia… e acabava com a censura!