De mal a pior.


Luís Menezes Leitão,

Rajoy diz que está a dar uma resposta proporcional e adequada ao referendo catalão, ao mesmo tempo que manda prender os independentistas catalães. Alguém está convencido que se resolve desta forma um conflito político no séc. XXI? Espanha vai de mal a pior. Não admira que os catalães se queiram livrar dela, como bem fizeram os portugueses em 1640.

18 comentários em “De mal a pior.”

  1. Bem, creio que Rajoy anda a ler a vida de Franco. As leis, também nas ditaduras, faziam proscritos.
    Rajoy está mesmo convencido que os catalães querem a independência. Quando crucificaram Jesus também pensavam que o assunto ficava resolvido. Mas tudo mudou, para continuar a ser mudado.

    Mas eu creio que é uma nova tendência. Em Portugal a geringonça também faz da lei uma forma de repressão, como é o caso dos pró-meninas e pró-meninos e do delirium em torno dos jogos de futebol em dias de eleições.

    Vamos ver o que o futuro ditará.

  2. ESQUECER A CONVERSA COM OS ‘PENDURAS’!
    MOBILIZAR OS RESISTENTES PARA O SEPARATISMO!
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    Não acontece só com os jogadores dos clubes de futebol: as regiões/sociedades mais pobres também vêem os seus melhores partirem para as regiões/sociedades mais ricas.
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    Os resistentes que ficam nas regiões/sociedades mais pobres têm de cortar (leia-se separatismo) com os penduras!
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    PENDURAS: na Europa existem muitas comunidades nativas penduras -» não trabalham para a sustentabilidade da sociedade (média de 2.1 filhos por mulher)… penduram-se na boa produção demográfica de outros [e mais, os penduras ao mesmo tempo que são contra a repressão dos Direitos das mulheres, em simultâneo, são uns lambe-botas da boa produção demográfica daqueles que tratam as mulheres como ‘úteros ambulantes’ – exemplo: islâmicos]
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    Os penduras são uns lambe-botas dos ASPIRANTES A DONOS-DISTO-TUDO.
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    Existem dois tipos de hipócritas hitlerianos anti-racistas:
    i) aqueles com a ambição de serem «donos-disto-tudo» (eles possuem uma elevada taxa demográfica);
    ii) a alta finança, capital global – ambiciona terraplanar as Identidades, dividir/dissolver as Nações para reinar… [nota: pululam por aí muitos mercenários ao serviço da alta finança]
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    —»»» Todos Diferentes, Todos Iguais… ou seja, todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta -» inclusive as de rendimento demográfico mais baixo, inclusive as economicamente menos rentáveis.
    -» Os ‘globalization-lovers’, UE-lovers e afins, que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.
    —» blog http://separatismo–50–50.blogspot.com/.
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    Nota: Os Separatistas-50-50 não são fundamentalistas: leia-se, para os separatistas-50-50 devem ser considerados nativos todas as pessoas que valorizam mais a sua condição ‘nativo’, do que a sua condição ‘globalization-lover’.
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    Anexo 1:
    OBRIGADO DONALD TRUMP.
    Donald Trump pôs a nu o hitlerianismo dos aspirantes a donos-disto-tudo!
    -» Imbuídos no seu hitlerianismo, os aspirantes a donos-disto-tudo, não suportam a existência de outros —» eles são intolerantes para com os povos autóctones (economicamente pouco rentáveis) que procuram sobreviver pacatamente, E AO SEU RITMO, no planeta.
    [nota: nazi não é ser alto e louro, blá, blá… mas sim, a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros]
    Anexo 2:
    Têm-se de cortar (leia-se separatismo), o quanto antes com os penduras: ELES PRETENDEM VENDER O MÁXIMO QUE PUDEREM!…
    -» Os países dominados por penduras estão sendo vendidos às multinacionais: analisando a evolução estatística, em muitos países vê-se o óbvio -» a propriedade pública e a propriedade privada tradicional estão a desaparecer, em oposição, a propriedade das multinacionais (capital sem rosto) está a crescer avassaladoramente.
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    Anexo 3:
    -» Democracia sim, todavia, há que mobilizar aquela minoria de autóctones que se interessa pela sobrevivência da sua Identidade… para dizer NÃO ao nazismo-democrático, leia-se: é preciso dizer não àqueles que pretendem democraticamente determinar o Direito (ou não) à Sobrevivência de outros.
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    Anexo 4:
    -» Imagine-se manifestações (pró-Direito à Sobrevivência) na Europa, na América do Norte (Índios nativos), na América do Sul (Índios da Amazónia), na Ásia (Tibetanos), na Austrália (Aborígenes), ETC… manifestações essas envolvendo, lado a lado, participantes dos diversos continentes do planeta… tais manifestações teriam um impacto global muito forte.
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    P.S.
    Os penduras, os «dreamers», e os muitos hipócritas afins da mesma laia, não falam disto: em pleno século XXI tribos da Amazónia têm estado a ser massacradas por madeireiros, garimpeiros, fazendeiros com o intuito de lhes roubarem as terras… muitas das quais para serem vendidas posteriormente a multinacionais (por exemplo, é imenso o património no Brasil que tem estado a ser vendido à alta finança).

  3. Não sendo Catalão, nem de cidadania espanhola, confesso que me era um pouco indiferente este referendo. Mas como cidadão Canadiano e sem simpatia pelo separatismo do Quebec, noto bem a diferença entre deixar os quebecois se pronunciarem em referendo e à força de Madrid sob um povo que tem língua e cultura própria e se sente dominado por uma potência da qual se quer libertar, tal como Portugal já se sentiu antes de 1640 e não foi pela lei de Madrid que eu hoje posso ser um cidadão Português. Neste momento totalmente solidário com os Catalães, independentistas ou não.

  4. “Alguém está convencido que se resolve desta forma um conflito político no séc. XXI?”, sim claro, porque do sec XX para o XXI ocorreu o advento do homem novo!! E no tempo da maldade, esta gente ainda não tinha nascido!!

  5. Mas denoto, agora, já tarde face ao meu comentário anterior, que no sec XVII já havia virtude “..como bem fizeram os portugueses em 1640.” E, nesse evento, de facto, o conflito político resolveu-se, não se detendo meia dúzia de promotores ou instigadores!! Pode ser que no sec XXI regresse o homem virtuoso do de XVII que, como sabemos, substituiu o vicioso dos anteriores 60 anos!

  6. Pedro, entendo Rajoy. Se a Catalunha leva-se a dela avante seguia-se o País Basco e a Galiza. Era o fim da Espanha como um gigante europeu. Não vejo qualquer hipótese na independência da Catalunha. A seguir à Espanha, vinha a Bélgica. O Tirol. A Itália com o Norte vs Sul….a Europa mergulhava no caos das nacionalidades o que prejudicava irremediavelmente o projeto europeu

    1. A seguir do seguimento, vinha o Allgarve e “ósdespois” o Allentejo…
      Do antes de antigamente:- do Minho a Timor,só ficávamos com a Mouraria e a sua Mesquita Medina!

      É um comentário parvo… mas para lá caminha! Como Caminha já foi nosso!

  7. Concordo.
    1) Alguma vez numa democracia se pode proibir a realização de um referendo? Pode-se impedir a concretização do resultado do referendo, mas impedir o referendo, é antidemocrático!
    2) Se supostamente o resultado de um referendo fôr contra as leis do país, talvez seja de considerar modificar as leis do país.

  8. ja o devia ter feito antes, nem devia ter deixado chegar as coisas aonde chegaram…era só o que faltava era “primaveras árabes” na Península Ibérica em tempos de expansão Islâmica, não bastou o que aconteceu no mediterraneo sul…

  9. ja o devia ter feito antes, nem devia ter deixado chegar as coisas aonde chegaram…era só o que faltava era “primaveras árabes” na Península Ibérica em tempos de expansão Islâmica, não bastou o que aconteceu no mediterraneo sul…

  10. Vamos lá ver uma coisa. Se a actuação política de Mariano Rajoy é inteligente ou eficaz é uma coisa (eu tenho a minha opinião e acho que não seria possível uma pior gestão da questão catalã contando a partir do momento que Rajoy montou governo). Agora, o problema não é que o resultado do referendo seja ilegal ou que os catalães queiram ser independentes.
    1) É que o referendo ele mesmo é ilegal por todas a leis e normas nacionais e internacionais. Este referendo seria chumbado por qualquer observador internacional. A lista de entorces não só a lei, como às garantias mínimas de um referendo de este tipo é interminável. O governo espanhol, tal como nenhum governo, pode embarcar nesta aventura. A resposta, pode-se considerar exagerada, mas não ilegal.
    2) Há catalães que querem a independência, mas está longe de estar provado que sejam a maioria. Entre outras coisas, os partidos independentistas só são governo graças ao apoio de um partido anti-capitalista (CUP) ao lado do qual o PCTP-MRPP é aprendiz de feiticeiro. Este partido não partilha nenhum dos princípios básicos dos outros partidos. Isto quer dizer, que após uma hipotética separação, a gestão dessa separação ficaria entregue a partidos minoritários.

    Nestas condições é evidente que um referendo com garantias é fundamental. Este não é. O resto é folclore para inglês, espanhol e catalão, ver.

  11. O referendo em causa vai contra a Constituição espanhola, que convém recordar foi referendada, ao contrário do caderno de encargos que rege aqui o jardim à beira-mar, e recebeu se bem me lembro, a aprovação de mais de 80% dos espanhóis, catalães incluídos.
    Por isso e se a Lei prevê penas de prisão para quem infringe o que lá está estipulado a respeito de referendos com o fim a que este se destina, não vejo qual é o problema na prisão dos prevaricadores. Além do mais as pessoas que foram detidas, não o foram por ordem do Rajoy, mas por ordem de um Tribunal, o que faz toda a diferença, não é?
    Puxando agora a brasa à nossa sardinha: a nós portugueses convém-nos tanto termos como vizinhos uma manta de retalhos, que é no que a Espanha se transformaria mais cedo ou mais tarde, como apanharmos uma camada de sarna. Além do mais, o projecto europeu é um projecto de união, não é um projecto de separatismos.

    1. Excelente análise, embora em contra-ciclo com as certezas da maior parte dos especialistas em futebol que comentam tudo.

  12. O referendo além de inconstitucional, além de que a independência não recolhe sequer 30% de apoio entre os elegiveis para votar.
    Este esquema so tem apoio nos profetas da UE e da Europa das regiões.

  13. Enquanto a Catalunha precisou que Leão, Castela, Mancha,…fornecesse a mão-de-obra para os exércitos que lhes garantiam o comércio, não eram tão independentistas.

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