
O que escrevi sobre Pedro Passos Coelho:
27 de Março de 2010: «Mesmo depois de deixar a presidência do PSD, Manuela Ferreira Leite continua a fazer estragos. O novo líder, Pedro Passos Coelho, tem à partida a missão mais dificultada do que devia porque a ex-ministra das Finanças de Durão Barroso decidiu vetar a sua participação nas listas eleitorais do partido, numa das mais arrogantes manifestações de sectarismo de que há memória num líder social-democrata.»
11 de Abril de 2010: «Bastaram oito meses para muita coisa mudar – e alguns protagonistas também. Quem foi excluído está agora na primeira linha do comando, embora com a noção clara de que nenhum poder é absoluto. “Não sou dono do PSD”, disse o novo líder no seu discurso. Com Manuela a escutar. E talvez a meditar. Passaram apenas oito meses. Tão pouco tempo – e quase uma eternidade em política. Como daqui a oito meses se verá.»
3 de Março de 2011: «O maior problema actual do PSD é estar cheio de treinadores de bancada que teimam em ditar a táctica. Ex-líderes do partido e antigos presidentes do grupo parlamentar – alguns com uma notável colecção de derrotas nos respectivos currículos – dedicam-se de momento ao que melhor sabem: disparar contra a direcção em funções.»
4 de Maio de 2011: «Alguém devia dizer com urgência a Pedro Passos Coelho que é impossível comunicar eficazmente com os portugueses recorrendo a um discurso cheio de jargão empresarial, incompreensível para a larga maioria daqueles que o escutam. Há pouco, numa entrevista à RTP, ouvi-o utilizar termos como core, mix e utilities. Ninguém entendeu o que ele queria afirmar com isto.»
20 de Maio de 2011: «Se este frente-a-frente era “o debate decisivo” das legislativas de 2011, como vinha apregoando a RTP, Pedro Passos Coelho tem motivos para estar satisfeito. Porque foi ele o vencedor deste confronto com José Sócrates.»